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Trump exige "rendição incondicional" do Irão. Divulgado vídeo do bombardeamento do bunker de Ali Khamenei

Conflito no Médio Oriente entra no sétimo dia. Irão continua a retaliar ataque sofrido no sábado. EUA prometem manter a pressão sobre o regime iraniano. Acompanhe ao minuto os mais recentes desenvolvimentos da crise no Médio Oriente.

06 de Março de 2026 às 14:35
Instalação petrolífera no sul do Iraque e aeroporto da capital sofrem novos ataques

Uma instalação petrolífera no sul do Iraque e o aeroporto de Bagdade, que alberga uma base militar e uma instalação diplomática dos EUA, foram esta sexta-feira alvo de um segundo ataque, envolvendo drones e mísseis, adiantou fonte de segurança iraquiana.

Um responsável de segurança da província de Bassorá, no sul do Iraque, afirmou agência France-Presse (AFP) que "dois drones foram abatidos sobre o complexo petrolífero de Burjesia", mas que um terceiro atingiu o local.

Outra fonte de segurança confirmou o ataque com drones ao complexo, que alberga empresas estrangeiras.

Um responsável de segurança disse também à AFP que o aeroporto de Bagdade "sofreu uma série de ataques" realizados com drones e mísseis, acrescentando que foram enviadas ambulâncias para o local.

Outra fonte de segurança confirmou um ataque com drones, que foi seguido, segundo a fonte, por um incêndio no aeroporto.

Antes, fontes de segurança tinham adiantado à AFP que um ataque de drones atingiu hoje à noite uma base militar no aeroporto de Bagdade que acolhe uma missão diplomática americana.

"Quatro drones alvejaram" uma base militar situada no aeroporto da capital iraquiana, afirmou um responsável de segurança.

Pelo menos dois dos drones caíram dentro da área da base, precisou outro responsável.

França envia porta-helicópteros anfíbio para o Mediterrâneo

França vai enviar um porta-helicópteros anfíbio para o Mediterrâneo "para completar o dispositivo" militar enviado por Paris face à guerra no Médio Oriente, indicou hoje o Estado-Maior das Forças Armadas.

"Um porta-helicópteros anfíbio está a ser destacado para o Mediterrâneo para completar o dispositivo das forças armadas francesas no quadro da crise no Próximo e Médio Oriente", afirmou uma porta-voz do Estado-Maior, confirmando à agência noticiosa France-Presse (AFP) uma informação avançada pelo jornal Le Marin.

No outono de 2024, um navio deste tipo foi pré-posicionado ao largo do Líbano por precaução, caso fosse necessário desencadear uma operação de repatriamento de cidadãos franceses, numa altura em que Israel enfrentava o Hezbollah libanês, como acontece atualmente.

Na noite de quinta-feira, numa sessão de perguntas e respostas com internautas no Instagram, o Presidente francês, Emmanuel Macron, garantiu que a França não vai participar na guerra contra o Irão.

"Percebo perfeitamente e compreendo as suas preocupações, mas quero ser muito claro: a França não faz parte desta guerra. Não estamos em combate e não nos vamos envolver nela", disse Macron em resposta a um jovem internauta.

Macron disse que "protege os franceses, os seus aliados e apoia o Líbano".

Quinta-feira, o Presidente francês anunciou um plano para fazer face às atividades militares do Hezbollah, ao mesmo tempo que prometeu apoio militar ao governo libanês, sublinhando também estar a trabalhar na criação de uma coligação internacional para garantir a segurança das rotas marítimas essenciais para a economia global na região.

Desde o início do conflito, no passado sábado, Paris tem mantido uma postura "estritamente defensiva", segundo o Presidente francês, Emmanuel Macron, que, na terça-feira, anunciou o envio de meios militares adicionais para o Mediterrâneo Oriental, incluindo o porta-aviões Charles de Gaulle, para reforçar a segurança dos interesses franceses na região.

O chefe de Estado francês tem defendido que a ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão foi conduzida "fora do direito internacional", sublinhando, contudo, que França deve garantir a segurança dos seus cidadãos, bases militares e aliados.

Nesse sentido, a França garantiu que os aviões militares norte-americanos autorizados a utilizar a base aérea de Istres, no sudeste do país, não participarão em operações dos Estados Unidos da América contra o Irão.

Segundo o Estado-Maior francês, os aparelhos norte-americanos aceites na base não são aeronaves de combate e foram autorizados apenas para missões de apoio operacional e o país exigiu "garantias plenas" de que esses meios não participariam "de forma alguma nas operações conduzidas pelos Estados Unidos no Irão".

Paris mantém acordos de defesa com o Qatar, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, além de compromissos de segurança com a Jordânia e o Iraque, países que têm sido alvo de ataques aéreos iranianos.

A ministra acrescentou que seis caças Rafale foram destacados para os Emirados como reforço das capacidades militares francesas na região.

Trump quer "rendição incondicional" do Irão
Trump quer 'rendição incondicional' do Irão

O Presidente dos EUA, Donald Trump, deixou claro nesta sexta-feira que não pretende negociar o fim da guerra com os responsáveis iranianos, exigindo uma "rendição incondicional" do Irão.

"Não haverá qualquer acordo com o Irão que não seja uma rendição incondicional", afirmou o líder americano.

Já na quinta-feira, Trump já tinha sublinhado que não pretende uma continuidade da atual estrutura de liderança do Irão. "Queremos entrar e limpar tudo", disse numa entrevista à NBC News.

O momento em que Israel bombardeia bunker subterrâneo de Ali Khamenei no Irão
Catar avisa que produção no Golfo Pérsico pode ser suspensa "nos próximos dias". Brent aproxima-se dos 90 dólares
Catar avisa que produção no Golfo Pérsico pode ser suspensa 'nos próximos dias'. Brent aproxima-se dos 90 dólares

O ministro da Energia do Catar não tem dúvidas: se o conflito no Médio Oriente se prolongar, os exportadores de energia do Golfo Pérsico vão ser obrigados a suspender a produção "nos próximos dias". Saad al-Kaabi avisa que a guerra no Irão pode vir a "derrubar as economias mundiais" e antecipa mesmo que o crude possa chegar aos .

Em entrevista ao Financial Times, o ministro da Energia do Catar afirmou que, mesmo que o conflito termine imediatamente, o país demoraria "semanas ou até meses" a estabilizar as suas exportações, após os ataques iranianos a uma central de produção de gás natural liquefeito (GNL) em Ras Laffan. Embora o Catar exporte apenas uma pequena quantia desta matéria-prima para a Europa, Saad al-Kaabi antecipa que o continente tenha dificuldades em conseguir comprar GNL no mercado asiático, uma vez que vários países do Golfo vão deixar de conseguir cumprir as suas obrigações contratuais.

Em reação aos avisos do ministro da Energia, o Brent - crude de referência para a Europa - já ultrapassou nesta sessão os 89 dólares, negociando agora com ganhos de 3,92% para 88,96 dólares por barril. O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para o mercado norte-americano - também reforçou as valorizações, disparando, neste momento, 4,65% para 84,74 dólares. Por sua vez, o gás natural negociado em Amesterdão chegou a subir 5%, tendo entretanto reduzido os ganhos para 3,67% para 52,22 euros por megawhatt-hora. 

"Esperamos que todos os que ainda não invocaram força maior [cláusula dos contratos que liberta as duas partes de obrigações, caso exista um evento extraordinário] o façam nos próximos dias, caso esta situação se mantenha. Todos os exportadores da região do Golfo terão de invocar força maior", afirmou Saad al-Kaabi, ao jornal britânico. "Se não o fizerem, acabarão por ter de pagar a responsabilidade legal por isso - e a escolha é deles", acrescentou.

O ministro da Energia do Catar garante que o país não sofreu danos nas operações "offshore", revelando que o impacto nas operações "onshore" ainda está a ser avaliado. "Ainda não sabemos a extensão dos danos, pois ainda estão a ser avaliados. Ainda não está claro quanto tempo levará para reparar", declarou ainda.

Maersk suspende duas ligações com o Médio Oriente devido à guerra

A dinamarquesa Maersk, gigante do transporte marítimo, anunciou esta sexta-feira a suspensão de duas ligações, uma entre a Europa e o Médio Oriente e outra entre o Extremo Oriente e o Médio Oriente, devido à guerra.

"Considerando a escalada do conflito que compromete a segurança da navegação na região do Golfo, tomamos a decisão de suspender temporariamente o serviço FM1 (que liga o Extremo Oriente ao Médio Oriente), bem como o serviço ME11 (que liga o Médio Oriente à Europa)", indicou o armador, número dois mundial do setor, num comunicado.

Além disso, a ligação Médio Oriente/Europa do Norte, conhecida pelas iniciais ME1, não fará escala em Jebel Ali, nos Emirados Árabes Unidos, mas continuará a atender a Índia e Omã, informou a Maersk.

Assim como os grandes armadores mundiais, a Maersk tinha anunciado anteriormente a suspensão "até novo aviso" de qualquer reserva para e a partir do Golfo Pérsico.

O estreito de Ormuz, na saída do Golfo, é uma artéria estratégica do comércio petrolífero mundial, por onde transita 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundiais.

Avião com 147 cidadãos repatriados, a maioria portugueses, já aterrou em Lisboa

Um avião fretado à TAP com 147 passageiros, dos quais 139 são portugueses, em fuga da guerra no Irão aterrou esta sexta-feira em Lisboa às 10:16 no âmbito de uma operação de repatriamento das autoridades portuguesas.

O voo foi fretado pelo Estado português para repatriar os portugueses que pretendem sair de zonas de risco devido à guerra no Médio Oriente.

A aeronave A330 fretada à TAP Air Portugal transportou 147 passageiros, dos quais 139 são portugueses e oito de outros países: Alemanha, Itália, Estados Unidos da América, Reino Unido e Peru.

O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, está presente no local para receber os cidadãos repatriados.

EUA gastaram 3,7 mil milhões de dólares nas primeiras 100 horas de guerra

Os Estados Unidos gastaram 3,7 mil milhões de dólares (3,19 mil milhões de euros, ao câmbio atual) nas primeiras 100 horas da guerra contra o Irão, segundo um estudo divulgado na quinta-feira em Washington.

O valor representa um custo diário de 891,4 milhões de dólares (770,2 milhões de euros), de acordo com os dados do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), citados pela agência de notícias espanhola EFE.

Trata-se da estimativa mais detalhada divulgada até agora nos Estados Unidos sobre o custo da guerra iniciada em 28 de fevereiro pelo Presidente Donald Trump e pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que se expandiu pela região.

O CSIS, com sede em Washington, analisou o impacto financeiro dos primeiros quatro dias de guerra por ser "tipicamente o mais intenso de uma campanha aérea".

No caso do Irão, o período incluiu os bombardeamentos que vitimaram o guia supremo da República Islâmica, o 'ayatollah' Ali Khamenei, e grande parte da cúpula iraniana.

Segundo o CSIS, a grande maioria dos gastos não estava orçamentada, dado que cerca de 3,5 mil milhões dos 3,7 mil milhões de dólares consumidos entre sábado e terça-feira não constavam nas contas aprovadas pelo Congresso.

Em contraste, nas operações nas Caraíbas que levaram à captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em janeiro, a maioria dos custos estava prevista e rondava os 31 milhões de dólares diários.

O momento em que EUA atacam navio iraniano usado para lançar drones
Europol alerta para aumento do risco de terrorismo na UE

A Europol avisou que o nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é atualmente considerado elevado, devido à guerra no Médio Oriente, e advertiu que o risco de ciberataques também deverá aumentar.

Numa resposta por escrito enviada à agência Lusa, uma porta-voz da Europol indica que a guerra no Médio Oriente "tem repercussões imediatas no crime grave e organizado e no terrorismo na União Europeia (UE)".

"O nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é considerado elevado. Tal pode manifestar-se através da radicalização interna por parte de indivíduos isolados ou de pequenas células auto-organizadas", refere a porta-voz da Agência da UE para a Cooperação Policial.

A Europol adverte que "a rápida disseminação 'online' de conteúdos polarizadores pode acelerar os processos de radicalização a curto prazo" entre membros de diásporas que residem atualmente em solo europeu.

"Os grupos aliados ('proxies') do Irão também podem envolver-se em atividades desestabilizadoras na UE", afirma a Europol, referindo-se designadamente ao chamado "Eixo da Resistência do Irão", composto por grupos como o Hezbollah, Hamas ou os Huthis, ou a "redes criminosas que atuam sob a direção das instituições de segurança iranianas".

Ministro iraniano diz que Rússia e China estão a apoiar Teerão politicamente e de outras formas
Ministro iraniano diz que Rússia e China estão a apoiar Teerão politicamente e de outras formas

O ministro Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou esta sexta-feira, em entrevista à rede norte-americana NBC News, que a China e a Rússia "estão a apoiar politicamente e de outras formas" o Irão, sem especificar como.

"Não vou dar detalhes sobre a nossa cooperação com outros países, exatamente a meio de uma guerra", afirmou o chefe da diplomacia iraniana, acrescentando que a cooperação militar entre Moscovo e Teerão "nunca foi um segredo". Araghchi evitou ainda mencionar Pequim, apesar das perguntas do jornalista da NBC.

O Kremlin afirmou na quinta-feira que a Rússia não recebeu nenhum pedido oficial de ajuda do Irão, acrescentando que Moscovo não tem intenção de se envolver no conflito, apesar dos laços estreitos com Teerão.

"Não é a nossa guerra", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em declarações à televisão estatal. "Estamos a ver um número cada vez maior de países a serem arrastados para o conflito. Estamos a fazer o que corresponde aos nossos interesses", acrescentou.

A diplomacia russa apelou ao fim da guerra no Irão e manteve conversações com a maioria das potências do Golfo Pérsico, às quais, ao mesmo tempo, o ministério russo dos Negócios Estrangeiros criticou o facto de não terem condenado os ataques iniciais dos Estados Unidos e de Israel à nação persa.

Aviação de Israel voltou a atacar o Hezbollah no sul de Beirute

O Exército israelita anunciou hoje que realizou ataques aéreos contra um centro de comando do Hezbollah e uma instalação de armazenamento de drones no Líbano.

O ataque contra a capital do Líbano ocorreu hoje de manhã.

Segundo a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA), além dos ataques aéreos contra Dayhe e Haret Hreik foram também reportados ataques perto de Baalbek, no leste do país, e em cidades do sul como Touline e Srifa,

Israel tinha alertado para a retirada da população de duas zonas no sul de Beirute.

Na passada segunda-feira, o Hezbollah (Partido de Deus), apoiado pelo Irão, lançou foguetes de artilharia contra Israel numa ação contra os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão.

As forças de Israel continuam a realizar ataques quase diários no sul do Líbano e a manter tropas na região.

Intercetados mísseis e drones no espaço aéreo do Catar e Kuwait

Os governos do Catar e do Kuwait anunciaram ter intercetado esta sexta-feira vários mísseis no seu espaço aéreo, no sétimo dia da guerra entre Israel e os Estados Unidos contra o Irão.

O exército do Kuwait informou que as defesas aéreas registaram diversos ataques com mísseis e drones que penetraram o espaço aéreo do país.

A defesa aérea do Qatar também garantiu ter frustrado um ataque com drones contra a base de Al Udeid, em Doha, que acolhe militares norte-americanos.

A Arábia Saudita intercetou hoje também três mísseis que se dirigiam para a base aérea do príncipe Sultan, que acolhe militares norte-americanos, anunciou anteriormente o Governo saudita.

Hezbollah libanês e Guardas da Revolução do Irão atacam separadamente Israel

O Hezbollah libanês, movimento xiita pró-Irão, reivindicou esta sexta-feira uma ofensiva com artilharia e foguetes contra posições do exército israelita perto da fronteira, e Teerão anunciou ataques com mísseis e drones contra a cidade israelita de Telavive.

"Em resposta à agressão criminosa israelita que atingiu dezenas de cidades e aldeias libanesas, incluindo os subúrbios a sul de Beirute, os combatentes da Resistência Islâmica lançaram um ataque (...) com salvas de foguetes e tiros de artilharia", escreveu o Hezbollah num comunicado.

No momento do ataque, por volta das 02:10 (00:10 em Lisboa), sirenes soaram nas localidades israelitas visadas, sem que fossem registadas vítimas ou danos.

Também hoje os Guardas da Revolução iranianos anunciaram terem lançado mísseis e drones contra Telavive, em Israel.

"A operação inclui um ataque combinado de mísseis e drones, bem como o lançamento de uma barragem de mísseis Kheibar, visando alvos localizados no centro de Telavive", de acordo com um comunicado dos Guardas citado pela agência de notícias oficial iraniana Irna.

Israel anuncia "nova fase" na guerra contra Teerão

 A guerra no Médio Oriente entra no sétimo dia, após Israel anunciar uma "nova fase" no conflito contra o Irão, em paralelo com novos ataques contra o Hezbollah no Líbano.

"Depois de ter concluído com sucesso a fase de ataque surpresa, durante a qual estabelecemos a nossa superioridade aérea e neutralizámos a rede de mísseis balísticos, passamos agora à fase seguinte da operação", anunciou na quinta-feira à noite, numa declaração televisiva, o chefe do Estado-Maior israelita.

O tenente-general Eyal Zamir afirmou que Israel vai continuar a “desmantelar o regime” iraniano e as capacidades militares durante esta nova fase. “Ainda temos outras surpresas reservadas, que não pretendo revelar”, acrescentou.

No sexto dia de uma guerra lançada pela ofensiva americano-israelita contra o Irão, no sábado passado, as hostilidades continuaram a alastrar-se na região, nomeadamente em Beirute, com o conflito a opor o grupo xiita Hezbollah, pró-Irão, e as forças israelitas.

Estas últimas receberam ordens para avançar mais profundamente no sul do Líbano, a fim de alargar a zona de controlo na fronteira, disse Eyal Zamir.

Washington autoriza entrega de petróleo russo retido no mar à Índia

Os Estados Unidos autorizaram na quinta-feira, por um mês, a entrega de petróleo russo sob sanções à Índia, numa altura em que o conflito no Médio Oriente afeta diretamente o abastecimento de Nova Deli.

De acordo com um documento publicado pelo Departamento do Tesouro dos EUA, a autorização será válida até ao final do dia 03 de abril de 2026.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou na rede social X que a exceção foi concedida para "permitir que o petróleo continue a abastecer o mercado mundial".

"Esta medida temporária não trará vantagens financeiras significativas ao Governo russo, uma vez que apenas autoriza transações relativas a petróleo já bloqueado no mar", acrescentou.

A venda à Índia "vai aliviar a pressão causada pela tentativa do Irão de sequestrar a energia mundial", acrescentou.

O Departamento do Tesouro também esclareceu que a autorização não se estende ao petróleo proveniente do Irão.

Quase 140 portugueses repatriados do Médio Oriente

O Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Ministério da Defesa, em comunicado conjunto, adiantam que o voo fretado da TAP para o repatriamento de 139 portugueses e oito cidadãos estrangeiros deverá chegar ao aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, na manhã desta sexta-feira.

A hora indicativa de chegada do voo de repatriamento é 11 horas da manhã.

Já na madrugada desta sexta-feira, aterrou, por volta das 05:00 horas, no Aeroporto de Figo Maduro, um avião militar com 39 passageiros que faz parte de uma operação de repatriamento das autoridades portuguesas, segundo o Now. Neste voo militar, 24 passageiros são portugueses e 15 estrangeiros (França, Grécia, Brasil e Israel).

Trump considera invasão terrestre "desnecessária" e uma "perda de tempo"

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump considerou na quinta-feira "desnecessário" e uma "perda de tempo" o envio de tropas norte-americanas para o terreno no Irão, sugerindo que neste momento não está a pensar numa invasão.

"É uma perda de tempo. Eles perderam tudo. Perderam a sua marinha. Perderam tudo o que podiam perder", afirmou Trump, em entrevista pelo telefone ao canal de televisão NBC, acrescentando que o ritmo e a intensidade dos ataques continuarão.

Numa reação aos comentários do ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, que disse à "NBC Nightly News" que o país está pronto para uma invasão terrestre pelas forças norte-americanas e israelitas, Trump considerou o comentário "desnecessário", sugerindo que uma invasão não é algo em que esteja a pensar neste momento.

Trump reiterou que deseja ver a estrutura de liderança do Irão totalmente removida e que tem alguns nomes em mente para um "bom líder".

"Queremos entrar e limpar tudo", disse. "Não queremos qualquer pessoa que reconstrua ao longo de um período de 10 anos. Queremos que tenham um bom líder. Temos algumas pessoas que acho que fariam um bom trabalho", acrescentou, recusando-se a citar nomes.

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