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Fecho dos mercados: Engenhos explosivos agitam bolsas. Receios em Itália pressionam euro

As notícias de que foram interceptados engenhos explosivos que teriam como destino Clinton, Obama e a redacção da CNN agitaram Wall Street e contagiaram as praças europeias. Já os receios em torno do orçamento de Itália levaram o euro para mínimos de dois meses.

Reuters
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Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,01% para 4.932,20 pontos

Stoxx 600 recuou 0,22% para 353,27 pontos

S&P 500 cede 0,97% para 2.713,97 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 2,7 pontos base para 1,979%

Euro recua 0,71% para 13,90 dólares

Petróleo sobe 0,60% para 76,90 dólares por barril, em Londres

 

Engenhos explosivos agitam bolsas na Europa e EUA

A intercepção de engenhos explosivos com destino a ex-presidentes norte-americanos e à CNN assustaram as bolsas. Desde que a notícia chegou, Wall Street intensificou as perdas e levou por arrasto as bolsas europeias. O Stoxx 600 caiu 0,22% para 353,27 pontos.

Anteriormente a esse evento, na Europa, as bolsas estavam a recuperar depois de terem tocado mínimos de Dezembro de 2016. As praças do Velho Continente estavam a respirar de alívio depois das fortes perdas das últimas sessões provocadas por vários factores de instabilidade. Um deles é o braço de ferro entre Bruxelas e Roma por causa do orçamento italiano. 

 

Na sessão desta quarta-feira, os investidores digeriram a decisão de Bruxelas de pela primeira vez obrigar um Estado-membro a refazer a sua proposta do Orçamento do Estado, sugerindo que poderá abrir um procedimento por défices excessivos a Itália. Já as autoridades italianas rejeitam inverter as prioridades orçamentais.

 

Por Lisboa, o dia foi de perdas ligeiras. O índice de referência nacional, o PSI-20, caiu 0,01% para os 4.932,20 pontos, penalizado sobretudo pela queda de mais de 2% do BCP. O desempenho do banco liderado por Miguel Maya acompanhou a tendência do resto do sector europeu.

 

Juros aliviam na Zona Euro, mas sobem em Itália

Os juros da dívida pública estão a recuar de forma generalizada na Zona Euro. Em Portugal, a taxa a dez anos está a aliviar 2,7 pontos base para 1,979%. Já os juros da dívida espanhola na mesma maturidade descem 3,9 pontos base para 1,624% e, na Alemanha, recuam 1,7 pontos base para 0,392%.

 

Contudo, esta não é a tendência em Itália, onde os juros a dez anos estão a agravar-se: sobem 1,8 pontos base para 3,610%. Isto numa altura em que o orçamento de Itália continua a provocar tensão entre as autoridades italianas e Bruxelas.

 

Taxas Euribor atingem máximos de 15 meses

As taxas Euribor fixaram-se esta quarta-feira, dia 24 de Outubro, em máximos de 15 meses. A Euribor a três meses manteve-se nos -0,317%, um máximo desde Dezembro de 2016, e a taxa a seis meses estacionou nos -0,259%, um máximo desde Junho de 2017.

 

Já a Euribor a nove meses aumentou 0,001 pontos para os -0,198% e a doze meses somou 0,002 pontos para os -0,147%, um máximo desde Julho de 2017.

 

Euro sob pressão cai para mínimo de dois meses

A moeda única tocou mínimos de dois meses durante a sessão. O euro está a cair 0,71% para 1,1390 dólares, pressionado tanto pelos receios de que o crescimento económico da Zona Euro pode estar a abrandar, como pela incerteza em Itália.

 

Depois de pedir para apresentar uma nova proposta de orçamento, a Comissão Europeia sugeriu que poderá abrir um procedimento por défices excessivos a Itália, o que abre a porta à aplicação de sanções contra Roma. Já as autoridades transalpinas rejeitam inverter as prioridades orçamentais, abrindo a porta a um embate que pode colocar em causa a integridade da área do euro.

 

Sanções dos EUA ao Irão animam petróleo

O "ouro negro" está a subir nos mercados internacionais, depois de ter tocado um mínimo de dois meses. O foco vira-se agora novamente para as sanções que os EUA vão impor ao Irão e que deverão reduzir a oferta da matéria-prima. Paralelamente, mantêm-se as perspectivas de um abrandamento da procura por petróleo.

 

Neste contexto, o Brent, negociado em Londres, está a subir 0,60% para 76,90 dólares, enquanto o West Texas Intermediate, em Nova Iorque, avança 1,11% para 67,18 dólares.

 

Zinco sobe há três sessões

A matéria-prima tem valorizado nos mercados após ser público que os inventários continuam a diminuir. Além disso, os estímulos que o Governo chinês promete injectar na economia estão a beneficiar a negociação do zinco.

 

O metal está a caminho de atingir um máximo de Julho numa altura em que os inventários baixaram para mínimos de sete meses. É expectável que o défice da produção continue no próximo ano, segundo a Bloomberg. 

 

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