Mercados num minuto Fecho dos mercados: Euro regista em outubro a maior subida desde início de 2018. Europa ganha quase 1%

Fecho dos mercados: Euro regista em outubro a maior subida desde início de 2018. Europa ganha quase 1%

O euro protagonizou em outubro a sua maior subida desde janeiro de 2018. Este foi também um mês de ganhos do Stoxx 600 que acumulou uma valorização de quase 1%.
Fecho dos mercados: Euro regista em outubro a maior subida desde início de 2018. Europa ganha quase 1%
Reuters
Tiago Varzim 31 de outubro de 2019 às 17:18
Os mercados em números
PSI-20 subiu 0,17% para os 5.119,62 pontos
Stoxx 600 desvalorizou 0,49% para os 396,75 pontos
S&P 500 desce 0,7% para os 3.025,35 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 4,8 pontos base para os 0,162%
Euro inalterado nos 1,1151 dólares
Petróleo em Londres desvaloriza 0,69% para 60,19 dólares o barril

Stoxx 600 sobe mais de 1% em outubro
O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, encerrou a sessão desta quinta-feira, 31 de outubro, em terreno negativo. No entanto, o saldo de outubro é positivo: o índice somou quase 1% (0,92%) neste mês, acumulando uma valorização superior a 17% desde o início do ano. 

No início da sessão de hoje, o Stoxx 600 tocou em máximos de janeiro de 2018, mas acabou por fechar em queda. O índice perdeu 0,49% para os 396,75 pontos.

Nesta quinta-feira os investidores digeriram uma série de resultados das cotadas relativos ao terceiro trimestre, além da fusão entre a PSA e a Fiat. Além disso, os mercados também reagiram à decisão da Reserva Federal norte-americana de cortar os juros em 25 pontos base, cujo anúncio foi feito ontem após o fecho dos mercados na Europa, mas a decisão já era esperada. 

Em Lisboa, os resultados trimestrais das cotadas ditaram o rumo do índice principal, o PSI-20, que subiu 0,17% para os 5.119,62 pontos. Tanto os CTT e a EDP subiram e atingiram máximos, contribuindo para o índice já que 10 das 18 cotadas fecharam em terreno negativo.

O mês de outubro foi o melhor para o PSI-20 desde abril ao valorizar 2,93%. 

Juros portugueses registam a maior queda num mês
No mercado secundário, os juros portugueses a dez anos estão a cair 4,8 pontos base para os 0,162%. Esta é a maior queda desde 23 de setembro e faz com que a "yield" associada às obrigações portuguesas a dez anos esteja num nível mais próximo dos 0,1%. Na semana passada, os juros tinham subido para níveis acima de 0,2%.

Euro com melhor mês desde janeiro de 2018 e libra com melhor mês numa década
Outubro foi um mês em que tanto o euro como a libra subiram face ao dólar. Num período caracterizado pela expectativa dos investidores quanto a uma descida dos juros (pressiona em baixa a divisa) por parte da Reserva Federal norte-americana - o que veio a concretizar-se -, a divisa europeia e britânica conseguiram recuperar terreno. 

O euro subiu mais de 2% face ao dólar no conjunto de outubro, o que representa a maior subida mensal desde janeiro de 2018. Em setembro, o euro tinha desvalorizado após o Banco Central Europeu (BCE) decidiu baixar a taxa de depósitos de -0,4% para -0,5%. Na sessão de hoje o euro está inalterado nos 1,1151 dólares.

Já a libra valorizou mais de 5,5% em outubro face ao dólar, o que representa a maior subida numa década. Em maio de 2009, a libra avançou quase 9% face à divisa norte-americana. 

Petróleo com um mês morno
Ontem o petróleo tinha caído por causa da subida dos inventários norte-americanos. Hoje a influenciar a cotação do barril está o encerramento do oleoduto que alimenta Cushing, o ponto de entrega do WTI, devido a um derramamento. Este corte de abastecimento esteve a impulsionar as cotações e a anular o efeito nos preços da subida dos inventários nos Estados Unidos.

No entanto, o petróleo voltou a ser pressionado em baixa com a notícia de que a Arábia Saudita aumentou a produção de petróleo em mais de um milhão de barris por dia.

Na sessão de hoje, o WTI, negociado em Nova Iorque, desvaloriza 1,74% para os 54,11 dólares ao passo que o Brent, negociado em Londres e que serve de referência para as importações portuguesas, desce 0,69% para os 60,19 dólares por barril.

O ouro negro não regista grandes alterações no saldo mensal em outubro. O WTI ganha 0,06% e o Brent cede 0,97%. 

Ouro regressa aos ganhos
O metal precioso desvalorizou em setembro mais de 3% à medida que a incerteza mundial dissipou-se e as bolsas continuavam a subir. Contudo, em outubro o ouro conseguiu recuperar parcialmente essa perda. A cotação do ouro tende a ser beneficiada quando a Fed desce os juros diretores, tal como aconteceu ontem. Hoje o ouro sobe 1,09% para os 1.511,9 dólares por onça. 

No acumular do mês, o ouro sobe mais de 2,5%, dando continuidade aos ganhos que têm sido a regra desde o início do ano. Os investidores têm investido mais no metal precioso por ser visto como um ativo de refúgio numa altura em que a economia mundial está em travagem.



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