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Fecho dos mercados: FBI anima bolsas, dólar e petróleo

Após 11 dias de quedas, as bolsas europeias voltaram aos ganhos. Também o dólar e o petróleo recuperam, à boleia do anúncio do FBI de que não há indícios de crime na investigação aos e-mails de Hillary Clinton.

Reuters
Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 07 de Novembro de 2016 às 17:30
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Os mercados em números

PSI-20 somou 1,70% para 4.554,11 pontos

Stoxx 600 ganhou 1,53% para 333,84 pontos

S&P 500 avança 2,05% para 2.127,90 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal cedeu 6,0 pontos base para 3,231%

Euro cai 0,92% para 1,1038 dólares

Petróleo soma 0,11% para os 45,63 dólares por barril em Londres


Bolsas arrancam semana com o "pé direito"

Na sexta-feira, as bolsas europeias completaram 11 sessões consecutivas em queda, o que representou o pior ciclo desde 1994. Depois de terem vivido a pior semana desde Fevereiro, as acções europeias começaram a semana com o "pé direito". O dia foi de ganhos quase generalizados depois de o FBI ter ilibado Hillary Clinton no caso dos e-mails. Este desfecho voltou a aumentar a expectativa de que Clinton vença as eleições presidenciais nos EUA, que decorrem esta terça-feira. O índice de referência na Europa, o Stoxx 600, somou 1,53% para 333,84 pontos, num dia em que o sector financeiro esteve em destaque pela positiva. O HSBC, o maior banco europeu, apresentou resultados que superaram as estimativas e melhorou o sentimento dos investidores.

 

A bolsa nacional seguiu esta tendência positiva. O PSI-20 avançou 1,70% para os 4.554,11 pontos, numa sessão de ganhos quase generalizados. Apenas a Pharol cedeu 0,81% para os 0,246 euros. O sector da energia foi aquele que mais contribuiu para a tónica positiva, a recuperar das quedas da semana passada. A EDP subiu 2,42% para os 2,919 euros, enquanto a EDP Renováveis avançou 0,93% para os 6,429 euros. Já a Galp Energia valorizou 1,31% para os 11,97 euros. Os CTT protagonizaram, contudo, o maior ganho da sessão. Apreciaram 3,94% para os 6,299 euros.

 

Juros aliviam após dois dias de subidas

Os investidores exigiram juros mais baixos para apostar na dívida portuguesa, depois de dois dias de subida. A tendência de queda foi quase generalizada, sendo que apenas nas maturidades mais curtas se registaram subidas. No prazo de referência, a 10 anos, a "yield" da dívida portuguesa cedeu 6,0 pontos-base para os 3,231%. Numa sessão em que os juros da dívida alemã estiveram em alta, o prémio de risco da dívida portuguesa caiu para 307,74 pontos, atingindo mínimos desde final de Agosto.

Euribor com desempenhos diferentes

As taxas Euribor voltaram a registar desempenhos diferentes nos diversos prazos. A taxa a três meses, que estava em valores negativos desde Abril do ano passado, voltou a situar-se nos -0,312%, ligeiramente acima do mínimo histórico dos -0,313%. Já a Euribor a seis meses, que serve de indexante a mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, subiu para -0,211%. A taxa a nove meses ficou inalterada nos -0,130%, enquanto a taxa de mais longo prazo, a 12 meses, subiu para -0,070%, de acordo com os dados divulgados pela Lusa.

  

Dólar regressa aos ganhos

A moeda norte-americana foi, na semana passada, um dos activos que mais reflectiu os receios dos investidores em relação à vitória do candidato republicano, Donald Trump, nas eleições presidenciais desta terça-feira, 8 de Novembro. E esta segunda-feira é um dos que mais está a beneficiar com o aumento da expectativa de que Hillary Clinton seja a próxima ocupante da Casa Branca. O índice do dólar, que mede o seu desempenho face às 10 principais divisas negociadas, sobe pela primeira vez em sete dias. Devido à força do dólar, o euro perde 0,92% para os 1,1038 dólares.


Petróleo recupera antes das eleições

A sessão está a ser de recuperação também para os preços do petróleo. A matéria-prima está a beneficiar do aumento da expectativa de que Hillary Clinton vença as eleições presidenciais nos EUA. Depois de Donald Trump ter conquistado alguma vantagem nas sondagens conhecidas na semana passada depois de o FBI ter revelado que reabriu a investigação aos e-mails de Clinton, o anúncio de que não foram encontrados indícios de crime voltou a aumentar a expectativa de que a candidata democrata vença. Além disso, o sismo registado nos EUA perto do maior armazém do país também está a contribuir para os ganhos. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) soma 0,73% para os 44,39 dólares por barril. Já em Londres, o Brent, que serve de referência às importações portuguesas, aprecia 0,11% para os 45,63 dólares por barril.   


Ouro sofre maior queda num mês

Se os activos de risco como as acções beneficiaram do anúncio do FBI, o mesmo não se pode dizer do ouro. O metal precioso, que esteve em alta na semana passada devido à procura por activos-refúgio por parte dos investidores, corrigiu esta segunda-feira e sofreu a maior queda no último mês. O metal completou quatro semanas consecutivas de ganhos. O ouro cede 2,03% para os 1.278,57 dólares por onça. 

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