Mercados num minuto Fecho dos mercados: Stoxx 600 em máximos de Agosto e matérias-primas com melhor semana desde Abril

Fecho dos mercados: Stoxx 600 em máximos de Agosto e matérias-primas com melhor semana desde Abril

A tendência foi mista na negociação bolsista na Europa esta sexta-feira, com a bolsa nacional a ceder terreno mas o índice de referência europeu EuroStoxx600 a subir para níveis de 30 de Agosto. A libra desce com as declarações de May e o dólar sobe mas perde no saldo da semana. As matérias-primas, por seu turno, estão a viver uma boa semana, apesar de o petróleo ter descido ontem e hoje.
Fecho dos mercados: Stoxx 600 em máximos de Agosto e matérias-primas com melhor semana desde Abril
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 recuou 0,24% para 5.345,85 pontos

Stoxx 600 avançou 0,43% para 384,29 pontos

S&P 500 soma 0,16% para 2.935,55 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desce 1,4 pontos base para 1,869%

Euro cede 0,34% para 1,1737 dólares

Petróleo perde 0,25% para 78,50 dólares por barril em Londres

 

Acalmia na disputa comercial leva Stoxx 600 para máximo de 30 de Agosto

As principais praças europeias terminaram a semana a negociar em alta, numa altura em que os mercados percepcionam que as consequências decorrentes da tensão comercial entre os Estados Unidos e a China poderão ser gravosas que chegou a ser temido.

O índice de referência europeu Stoxx600 somou 0,43% para 384,29 pontos, apoiado em especial pela valorização conseguida pelo sector das matérias-primas. O Stoxx600 tocou mesmo no valor mais alto desde 30 de Agosto, fechando pela sexta vez consecutiva em alta, a mais longa série de ganhos desde Julho.


Em contraciclo transaccionou o lisboeta PSI-20, que resvalou 0,24% para 5.345,85 pontos, pressionado pela Sonae (-3,80% para 0,899 euros) e pelo BCP (-1,06% para 0,251 euros).

 

Garantia de estabilidade governativa na Itália alivia juros da dívida

Os juros das dívidas públicas dos países da Zona Euro tiveram quedas generalizadas esta sexta-feira, sendo que o principal destaque vai para as "yields" associadas aos títulos de dívida soberana da Itália que recuaram após duas sessões de subidas expressivas.


A justificar esta descida estiveram as garantias dadas pelo Movimento 5 Estrelas de que não está em causa a aliança de governo com a Liga de Matteo Salvini, isto depois das críticas públicas formuladas pelo "grillino" Luigi Di Maio, vice-primeiro-ministro, à atribuição, por parte do primeiro-ministro e ministro das Finanças, de prioridade orçamental à consolidação das contas públicas.


A liderar as quedas, a taxa de juro correspondente às obrigações transalpinas com prazo a 10 anos recua 5,2 pontos base para 2,83%, seguida pela "yield" associada aos títulos espanhóis (-1,7 pontos base para 1,495%) e portugueses (-1,4 pontos base para 1,869%) com a mesma maturidade. Já a "yield" associada às "bunds" germânicas cai 0,9 pontos base para 0,462%.

Euribor mantêm-se a 3, 6 e 12 meses e sobem a 9 meses

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje em -0,319%. Também a taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de Novembro de 2015, permaneceu no mesmo nível, em -0,268%.    


A nove meses, a Euribor subiu 0,001 pontos para -0,208%, ao passo que no prazo a 12 meses permaneceu em -0,168%.

 

Comentários May pressionam libra

A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse esta sexta-feira que não muda uma vírgula ao que está planeado para a saída do Reino Unido do bloco europeu. May, numa declaração feita em Downing Street, criticou a União Europeia por rejeitar os seus planos para o Brexit, acusando o bloco de não estar a tratar o Reino Unido com respeito. Isto numa altura em que se intensificou o impasse nas negociações sobre os termos da saída dos britânicos. Recorde-se que está previsto que o Reino Unido saia da UE em Março do próximo ano, com ou sem acordo. Se não houver um acordo de "divórcio", não haverá período de transição – os dois anos destinados a evitar que o país e as suas empresas mergulhem num limbo jurídico.


A libra esterlina perdeu terreno com as declarações de May, tendo caído 1,4% face à nota verde assim que a primeira-ministra falou. Se mantiver a queda neste nível na hora do fecho, será a descida mais acentuada desde Novembro.


No mercado cambial, destaque ainda para o facto de o índice da Bloomberg para o dólar estar a subir hoje, o que não o impede de estar a viver a pior semana em mais de dois meses. O euro está a acusar a apreciação da nota verde esta sexta-feira, recuando 0,34% para 1,737 dólares.

 

Petróleo cede em vésperas de reunião da OPEP

As cotações do "ouro negro" estiveram a negociar em alta, a reagir à descida registada na sessão de ontem, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter pressionado uma vez mais a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para aumentar a produção no sentido de fazer descer os preços. No entanto, o crude regressou a terreno negativo nos principais mercados internacionais, à espera dos novos desenvolvimentos nesta frente.


Os membros do cartel e do seu comité técnico conjunto reúnem-se amanhã em Argel para prepararem uma reunião formal da OPEP e de outros grandes exportadores que se focalizará nas quotas de produção – isto numa altura em que as sanções dos Estados Unidos a Teerão estão a restringir as exportações iranianas, ao mesmo tempo que a procura nos EUA está em forte alta. Segundo os dados do sector norte-americano, a procura de petróleo no país subiu em Agosto para o mais alto nível desde 2007.

 

Matérias-primas com melhor semana desde Abril

O índice de "commodities" da Bloomberg subiu 2,1% esta semana, naquele que foi o seu melhor desempenho desde Abril. A sustentar estiveram sobretudo o petróleo, cobre, zinco, soja e prata, animados por uma conjugação de menor oferta e dólar mais fraco (o que torna mais atractivos os activos denominados na nota verde, o que é comum à maioria das matérias-primas).


Além destes factores, o apetite pelo risco está a aumentar, o que também impulsiona o investimento em "commodities", comentou à Bloomberg um analista do Commerzbank que cobre este sector, Carsten Fritsch.

 




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