Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas e petróleo recuperam. Juros recuam

Fecho dos mercados: Bolsas e petróleo recuperam. Juros recuam

As bolsas europeias subiram antes da reunião do BCE, com os investidores à espera de mais estímulos. O petróleo regressa aos 40 dólares, em Londres, com uma subida de mais de 3%. Os juros portugueses recuam.
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Vera Ramalhete 09 de março de 2016 às 17:29

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,55% para 4.887,09 pontos

Stoxx 600 subiu 0,49% para 339,14 pontos

S&P 500 valoriza 0,59% para 1.990,88 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desce 0,6 pontos base para 3,160%

Euro avança 0,10% para 1,1021 dólares

Petróleo sobe 3,10% para 40,88 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas sobem à espera de mais estímulos

As bolsas europeias avançaram na sessão antes da reunião do Banco Central Europeu (BCE), com os investidores à espera de medidas que impulsionem a economia. Mario Draghi sinalizou que o BCE poderia reforçar o programa dos estímulos na reunião que decorre esta quinta-feira, puxando pelas acções. O Stoxx 600 avançou 0,49%, depois de duas sessões a cair. A bolsa italiana liderou os ganhos, com uma subida de 1,06%. As restantes principais praças europeias subiram menos de 1%. A praça grega caiu 2,67%.

A bolsa de Lisboa avançou 0,55%, após duas sessões em queda. Dez cotadas encerraram em alta, seis em queda e uma inalterada. A EDP foi a empresa que mais contribuiu para a subida da bolsa nacional ao avançar 1,77% para 2,823 euros. Os CTT também puxaram pelo índice ao valorizar 1,76% para 7,733 euros.

Juros mais baixos no mercado secundário

Os juros da dívida portuguesa recuaram no mercado secundário, na sessão em que o Tesouro colocou dívida a cinco e dez anos, pagando juros mais altos. Portugal colocou 621 milhões de euros em dívida a 10 anos, com uma taxa de juro de 3,138%. No mercado secundário, a "yield" das obrigações a 10 anos caiu 0,3 pontos base para 3,160%, numa sessão de tendência mista na Europa. A taxa das "bunds" alemãs subiu 5,8 pontos base para 0,240%, numa sessão em que as acções europeias subiram, diminuindo a atractividade do tradicional activo de refúgio. Assim, o prémio de risco pago pelos investidores para apostar na dívida portuguesa em detrimento da alemã caiu para 292 pontos.

Euribor fixam novos mínimos históricos

As taxas Euribor a três, seis e nove meses caíram e subiram no prazo a 12 meses. A Euribor a três meses recuou de -0,221% para -0,224%, fixando um novo mínimo histórico. A taxa a seis meses caiu de -0,138% para -0,139%, o novo valor mais baixo de sempre. No prazo a nove meses, o indexante caiu para -0,081%, regressando ao mínimo histórico. A Euribor a 12 meses subiu de -0,025% para -0,023%.

 

Euro avança apesar do BCE

O euro está a subir 0,10% para 1,1021 dólares, invertendo a tendência de queda que marcou o início da sessão, motivada pela expectativa de mais medidas do BCE, que reúne amanhã, quarta-feira.  Os analistas antecipam novos cortes da taxa de depósitos e mudanças nas compras de activos. Neste sentido, a moeda única chegou a perder 0,59% para 1,0946 dólares durante a sessão. Inverteu a tendência entretanto tendo chegado a negociar nos 1,1030 dólares, ao subir 0,17%. 

Petróleo sobe 4%

O petróleo está a valorizar 4% em Nova Iorque e aproxima-se dos 41 dólares em Londres. A expectativa de que a redução da produção dos EUA compense o aumento das reservas está a impulsionar as cotações. A contribuir para a subida dos preços têm estado também as declarações dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e da Rússia para travar o aumento do excedente. Ainda assim, o Goldman Sachs relembra que será necessário o petróleo cair mais para reequilibrar o mercado. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, segue a avançar 4,05% para 37,98 dólares por barril. O Brent, negociado em Londres, avança 3,13% para 40,89 dólares, regressando aos máximos de Dezembro.

 

Ouro recua com aposta no risco

O ouro desvalorizou pela segunda sessão consecutiva, com a perspectiva do reforço dos estímulos do Banco Central Europeu a diminuir a procura de activos de "refúgio" pelos investidores. O metal precioso está a cair x% para xxx dólares por onça, depois de ter perdido 0,46% na terça-feira. Já desvalorizou 1,46% para 1.243,05 dólares por barril durante a sessão.

 

Destaques do dia

 

Grupo administrado por Maria Luís Albuquerque recebeu benefícios fiscais nos últimos anos. O PCP e o BE já fizeram pedidos para conhecer a relação entre as empresas do grupo Arrow Global e o Estado português. Para já, a listagem do Fisco mostra que houve benefícios fiscais de 423 mil euros entre 2011 e 2014.

Portugal emite dívida a dez anos com a taxa mais elevada desde 2014. Portugal regressou ao mercado esta quarta-feira, tendo emitido 1.215 milhões de euros em títulos a cinco e dez anos. Uma dupla operação na qual o Tesouro pagou juros mais elevados, algo que os analistas justificam com a maior percepção de risco em relação ao país.

Sánchez rejeita reunir-se com Rajoy e continua a acalentar ser primeiro-ministro. O líder socialista recusou o pedido de Mariano Rajoy com vista a uma reunião entre ambos. Já Sánchez, que acredita que será o próximo chefe de Governo, mantém que nunca apoiará nem Rajoy nem outro candidato popular.

 

"Despromoção" do PSI-20 custa 7,5 milhões à Impresa. As acções da Impresa desvalorizam cerca de 11% nas duas últimas sessões, com a capitalização bolsista da companhia a encolher mais de 7,5 milhões de euros.

Haitong baixa avaliação da Sonae para 1,35 euros devido à posição na Nos. O Haitong cortou o preço-alvo para a Sonae em dez cêntimos, para incluir a descida do valor de mercado da posição na Nos. Apesar do corte da avaliação, a empresa continua a ser uma das apostas do banco.

 

O que vai acontecer amanhã

Reunião do BCE. O Conselho de Governadores do Banco Central Europeu reúne-se em Frankfurt, com a revisão do programa de estímulos na agenda.

Inflação em Portugal. O INE publica o índice de preços no consumidor, em Fevereiro. E revela também o Índice de Produção, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Construção e Obras Públicas, em Janeiro.

 




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