Mercados num minuto Fecho dos Mercados: Bolsas travam, juros baixam. Petróleo acelera

Fecho dos Mercados: Bolsas travam, juros baixam. Petróleo acelera

A queda inesperada das reservas petrolíferas nos EUA impulsionou o petróleo. As bolsas europeias voltaram às quedas e o PSI-20 não escapou.
Fecho dos Mercados: Bolsas travam, juros baixam. Petróleo acelera
Bloomberg
Rui Barroso 11 de maio de 2016 às 17:27

Os mercados em números

PSI-20 desceu 1,11% para 4.880,39 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,45% para 334,74 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,40% para 2.075,95 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal cai 11,3 pontos base para 3,24%

Euro ganha 0,63% para 1,1444 dólares

Petróleo sobe 3,25% para 47 dólares por barril em Londres

Bolsas europeias travam

O Stoxx 600 voltou às descidas, após duas sessões de ganhos. O índice que agrupa as 600 cotadas mais representativas do Velho Continente cedeu 0,45%, numa sessão marcada por resultados aquém do esperado por parte de algumas empresas. Foram os casos da alemã Eon e da francesa JC Decaux, que acabariam a sessão a perder 5,34% e 9,99%, respectivamente.

Apenas quatro dos 19 sectores do índice encerraram no verde, com destaque para as cotadas da área mineira que ganharam 1,95%. Já o sector das "utilities" (empresas de utilidade pública) teve o pior desempenho, com uma queda de 1,92%, prejudicado pelos resultados da Eon. Ainda assim, apesar das desilusões desta quarta-feira, Ralf Zimmermann considerou, citado pela Bloomberg, que "até agora os resultados têm sido OK mas não suficientemente fortes para darem um potencial real ao preço das acções". O estratego do Bankhaus Lampe realçou que "o que está realmente a faltar neste ambiente é uma subida considerável das acções da banca, um factor importante para sustentar o mercado accionista". O índice da banca cedeu 1% na sessão.


O PSI-20 não contrariou a tendência negativa. O índice nacional perdeu 1,1%, prejudicado sobretudo pelas descidas de 2,74% BCP e de 1,98% da EDP.

Taxa a dez anos desce após emissão

A taxa das obrigações portuguesas a dez anos desce 11,3 pontos base para 3,24%. Isto depois do Estado ter colocado mais dívida que o previsto no leilão de títulos a dez anos realizado esta quarta-feira. O Tesouro angariou 1.150 milhões de euros, com uma taxa de 3,252%. Isto num dia preenchido em relação a emissões de dívida soberana, com Espanha activa no mercado para colocar títulos a 50 anos. A descida da "yield" portuguesa permitiu um alívio do prémio de risco face à Alemanha. O diferencial caiu 11,7 pontos base para 311 pontos base.

Euribor com direcções opostas

As taxas Euribor subiram nos prazos a três e 12 meses e mantiveram-se a seis meses. O indexante a três meses subiu 0,001 pontos percentuais para -0,259%, abandonando os mínimos históricos. Também a Euribor a 12 meses aumentou 0,001 pontos percentuais para -0,012%. Já a taxa a seis meses não registou alterações, mantendo-se num mínimo de -0,144%.  

 

Euro interrompe sequência de quedas

A moeda única valoriza 0,63% para 1,144 dólares. O euro interrompe uma sequência de seis descidas face à divisa norte-americana, numa sessão em que a nota verde perde valor não só face à moeda europeia, mas também em relação às outras principais divisas mundiais. Após as subidas das últimas sessões, os investidores estarão a realizar algumas mais-valias, segundo analistas citados pelas agências internacionais. Até porque a probabilidade de uma subida, no curto prazo, dos juros na maior economia do mundo não aumentou.

"As perspectivas para o dólar não melhoraram de forma significativa dado o cepticismo do mercado em relação a uma subida da taxa de juro por parte da Reserva Federal no curto prazo", referiu Joe Manimbo, analista da Western Union Business Solution, citado pela Reuters.

Petróleo impulsionado pela queda das reservas

As reservas petrolíferas dos EUA caíram inesperadamente, o que alimentou os ganhos do petróleo. O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, ganha 2,73% para 45,88 dólares. Já o Brent dispara 3,25% para 47 dólares em Londres. As reservas de crude nos EUA caíram em 3,41 milhões de barris na semana passada, o que compara com a projecção feita pela Bloomberg junto de analistas que apontava para uma subida de 750 mil barris.

"O mercado tem de estar contente com estes números. É ainda muito cedo para ver os inventários cair e também estamos a ter uma menor produção, o que é muito positivo para os preços", disse Rob Haworth, estratego do U.S. Bank Wealth Management, citado pela Bloomberg. Isto numa altura em que os preços estavam a ser sustentados por receios sobre problemas de produção na Nigéria e na Líbia.

Ouro ganha brilho

O metal precioso sobe esta quarta-feira 0,69% para 1.274,53 dólares e já valoriza mais de 20% em 2016. A tendência positiva na sessão ocorre após o Goldman Sachs ter revisto em alta o preço-alvo para o metal. Apesar de continuar a ter uma visão negativa sobre o metal precioso, o banco elevou as suas projecções para acompanhar a escalada da cotação da onça. Vê o valor, no máximo, nos 1.200 dólares. Mas há investidores que mostram um maior optimismo. O gestor de "hedge funds" Paul Singer referiu, citado pela Bloomberg, que "é um grande negócio deter ouro e outros investidores estão finalmente a começar a concordar".

Destaques do dia

Portugal paga mais para emitir mais dívida que o previsto. O Tesouro vendeu mais de mil milhões de euros em dívida a dez anos e, por isso, ultrapassou o montante indicativo para operação. Superior foi também a taxa de juro, face ao registado na última emissão.

Espanha emite dívida a 50 anos com procura elevada. O Tesouro espanhol está a realizar esta quarta-feira uma emissão sindicada de dívida a 50 anos. A procura está a ser elevada, apesar da incerteza política, indica o Cinco Dias.

João Leão: Evolução do défice até Março foi "muito positiva". O secretário de Estado do Orçamento faz um balanço muito positivo das contas do primeiro trimestre, garantindo que não há razões para duvidar das metas do governo para o ano de um défice de 2,2% do PIB.

OCDE: Perspectivas para Portugal no nível mais baixo em dois anos e meio. Em queda desde Agosto, o indicador avançado da OCDE para Portugal estabilizou em Março no valor mais baixo desde Novembro de 2013.

Incidentes processuais marcam início de debate para "impeachment" de Dilma. Ao todo, 68 senadores já se inscreveram para discursar, esperando-se que cada um dos eleitos demore 15 minutos a intervir. Contas feitas, são 17 horas ininterruptas.

António Mota: "O México é o futuro do crescimento do grupo Mota-Engil". "Angola deixou de ser o maior mercado, o México será em 2016 o maior mercado do grupo Mota-Engil, com uma facturação de 500 milhões de euros", afirmou António Mota, "chairman" do grupo, no Porto.

Depois de ditar o fim da queda do dólar, Goldman Sachs sobe preços do ouro. O metal precioso tem brilhado este ano. Regista uma forte valorização, mas continua a não convencer o banco de investimento. Contudo, este reviu em alta as projecções para os preços nos próximos meses.

O que vai acontecer amanhã

Portugal

Novabase divulga os resultados do primeiro trimestre

Sonae divulga os resultados dos primeiros três meses do ano

INE divulga as estatísticas das receitas fiscais, relativas a 2015

Zona Euro

Credit Agricole mostra os resultados do primeiro trimestre

Publicação do índice de produção industrial, relativo a Março

Reino Unido

Conclusão da reunião do Comité de Política Monetária do Banco de Inglaterra, com a divulgação da decisão sobre a taxa de juro de referência, actualmente em 0,50%

EUA

São conhecidos os dados dos novos pedidos de subsídio de desemprego, na semana terminada a 7 de Maio

São divulgados os pedidos de subsídio de desemprego continuados, na semana terminada a 30 de Abril 

 




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