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Bolsas europeias com maior queda dos últimos dois meses

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Reuters
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21.01.2022

Bolsas europeias com maior queda dos últimos dois meses

As bolsas europeias encerraram em ligeira baixa, a registarem a maior queda dos últimos dois meses, numa altura em que os investidores se mostram preocupados com o impacto de um potencial endurecimento da política monetária em setores mais sensíveis à evolução dos juros diretores dos bancos centrais.

 

Os intervenientes de mercado estão também a seguir de perto os resultados das cotadas para avaliarem a robustez dos lucros.

 

O índice de referência Stoxx 600 fechou a ceder 1,84%, para se estabelecer nos 474,44 pontos – o que corresponde a mínimos de um mês.

 

Praticamente todos os setores negociaram em terreno negativo, com destaque para as viagens, tecnologias, automóvel e banca.

 

Os setores cíclicos – que incluem os títulos financeiros, industriais e da energia –, que são mais sensíveis à evolução da economia, lideraram assim o movimento de queda, por oposição às cotadas de setores defensivos, como as "utilities" (gás, luz, água) e os cuidados de saúde.

 

"A maioria dos índices europeus negociaram significativamente abaixo no último dia de uma semana volátil, depois das quedas nas ações asiáticas e nos EUA. O apetite pelo risco está amplamente em baixa e o clima de negociação cauteloso reflete a incerteza global que os investidores enfrentam atualmente", alienta Pierre Veyret, analista técnico da ActivTrades, na sua análise diária.

 

"O sentimento de mercado está a ser influenciado pelas políticas monetárias, pelos resultados corporativos desiguais, pelo impacto da Ómicron nas economias, bem como pelas crescentes tensões geopolíticas entre os EUA e a Rússia devido à situação com a Ucrânia. De facto, sempre que um sinal de ‘cautela’ é emitido, os investidores tendem a reduzir a sua exposição a ativos mais arriscados e buscam refúgios mais seguros como metais preciosos, obrigações e moedas como o iene japonês e o franco suíço, e isso é exatamente o que está a acontecer agora", acrescenta.

 

Ainda assim, "vemos a queda desta semana nas ações como uma correção temporária do mercado, em vez de uma queda real, e os índices provavelmente alcançarão a sua tendência de alta de longo prazo assim que parte ou toda a incerteza atual desvaneça", considera o analista da ActivTrades.

 

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax cedeu 1,94%, o francês CAC-40 desvalorizou 1,75%, o britânico FTSE 100 deslizou 1,20%, o espanhol IBEX 35 resvalou 1,36 e o italiano FTSEMIB caiu 1,84%. Em Amesterdão, o AEX registou um decréscimo de 1,87%.

21.01.2022

Ouro corrige ganhos após superar segunda maior subida semanal do ano

Após ter conseguido superar a segunda maior subida semanal do ano durante a madrugada, o ouro está a corrigir ganhos. Neste momento, o metal dourado está a cair 0,40%, com a onça a valer 1.831,98 dólares. 

A desvalorização acontece numa altura em que o dólar norte-americano estar em queda, o que torna os metais preciosos (que são negociados em dólares) mais "baratos" e, com isso, apetecíveis.

Ainda assim, ao longo desta semana, ouro conseguiu manter-se em alta, com os investidores a monitorizarem a evolução da economia tendo em conta a subida da inflação e a expectativa de que a Reserva Federal norte-americana avance com uma subida das taxas de juro mais cedo do que o previsto.

Também a parta e a platina estão em queda: a prata está a perder 1,24%, com a onça a valer 24,41 dólares, e a platina recua 0,15%, para 1.042,79 dólares por onça.

21.01.2022

Dólar completa terceiro dia de perdas. Euro ganha força com dólar fraco

O ano será marcado pela normalização da política monetária após os estímulos sem precedentes.

O dólar continua em queda face às principais moedas rivais, com os investidores ainda a digerirem dados económicos mais fracos do que o esperado e o anúncio de que a Fed poderá estar a preparar uma nova subida das taxas de juro para conter a inflação que não dá sinal de abrandar.

O índice do dólar da Bloomberg, que mede a moeda norte-americana face a um cabaz de seis divisas rivais, está a cair 0,14%, para 95,60. Esta é a terceira sessão consecutiva de perdas para o dólar norte-americano e "apagou" o ganho de 0,5% que a moeda estava a registar no início da semana.

A aproveitar a desvalorização do dólar norte-americano, o euro está a somar 0,27% para 1,1343 dólares. A moeda única europeia está também a somar 0,58%, para 0,8366 libras.

21.01.2022

Juros das dívidas europeias com alívio generalizado

Apesar das perspetivas de mudanças na estratégia dos bancos centrais, os juros das obrigações soberanas no euro mantêm juros muito baixos.

Os juros das dívidas soberanas a dez anos estão a aliviar esta sexta-feira, numa visível tendência generalizada de descida, num dia em que as bolsas estão a negociar no vermelho.

No caso das bunds germânicas a dez euros, que são vistas como a referência no bloco europeu, regista-se nesta altura uma descida de 4,8 pontos base, para uma taxa de -0,076%. 

Em Itália, os juros com a mesma maturidade estão a ceder 2,5 pontos base, para uma taxa de 1,274%. 

Na Península Ibérica verifica-se um alívio mais expressivo, especialmente quando comparado com a descida dos juros da dívida italiana. Assim, os juros espanhóis a dez anos cedem 3,2 pontos base para 0,627%. 

Por sua vez, os juros portugueses com a mesma maturidade aliviam 3,8 pontos base para 0,547%. 

Uma nota ainda para a yield a dez anos dos Estados Unidos, que desce nesta altura 4,8 pontos base para 1,756%, depois de esta semana ter tocado nos 1,85%.

21.01.2022

Petróleo corrige de máximos de mais de sete anos

Há um conjunto de razões que estão a levar várias matérias-primas a valoriza    ções. O petróleo é um exemplo.

Os preços do "ouro negro" estão a negociar em terreno negativo, numa altura em que os ativos financeiros e as "commodities" em geral estão a perder gás.

 

Apesar de o crude estar a corrigir para a baixa nesta sexta-feira, os preços sobem mais de 10% no acumulado do mês e o Morgan Stanley já veio juntar-se ao Goldman Sachs nas previsões de preços na casa dos 100 dólares por barril mais para finais do ano.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em março segue a ceder 0,46% para 85,15 dólares por barril.

 

Já o contrato de março do Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 0,55%, para 87,89 dólares, depois de nos últimos dois dias ter negociado em máximos de outubro de 2014 – tendo chegado a superar os 89 dólares.

21.01.2022

Wall Street desvaloriza com "earnings season" a desiludir. Tresuries aliviam

As ações norte-americanas estão a acompanhar a tendência de quebra na Europa, onde o Stoxx 600 caiu para o valor mais baixo em um mês penalizado pelos setores mineiro, de lazer e viagens, bem como automóvel.

Em ambos os lados do Atlântico, os investidores estão a tentar avaliar os resultados que vão sendo divulgados pelas empresas. A "earnings season" está a ser mista em Wall Street. A Netflix desiludiu os analistas no outlook para o número de subscritores, levando as ações a tombarem 23% na abertura da sessão.

Já a Peloton segue a corrigir, a subir 10%, após as perdas expressivas (-7%) registadas na última sessão. A CNBC avançou ontem que a empresa decidiu suspender de forma temporária a produção de equipamentos fitness ligados à Internet, enquanto avalia a quebra da procura e tenta controlar custos.

"Os investidores estão a começar a perceber que a época de resultados pode não ser o 'game-changer' que estavam à espera que fosse", considera Craig Erlam, analista sénior de mercado na Oanda Corp., numa nota citada pela Bloomberg. "Em vez disso, os resultados têm sido bastante dececionantes.

O financeiro S&P 500 recua 0,3% para 4.468,69 pontos, enquanto o industrial Dow Jones abriu em perdas e ganhos ligeiros, nos 34.727,40 pontos. O pior desempenho é mesmo do Nasdaq que cede 0,6% para 14.076,44 pontos.

Além da "earnings season", os mercados estão também a preparar-se para a primeira subida nas taxas de juro por parte da Reserva Federal dos EUA. O banco central liderado por Jerome Powell encontra-se na próxima semana, para uma reunião de dois dias, que irá terminar com o anúncio das decisões às 19:00 de quinta-feira.

Para já, não é ainda esperada qualquer subida, que o mercado antecipa aconteça no encontro de março. Esta sexta-feira, os juros das Treasuries a 10 anos aliviam em 4,8 pontos base para 1,756%.

21.01.2022

Europa vive manhã negra. Stoxx 600 cai como não era visto há um mês

Esta manhã foi marcada por um arranque de sessão "negro" nas principais praças europeias, amedrontadas pelas palavras de Janet Yellen, secretária do Tesouro dos EUA, que antecipam que as decisões que sairão da reunião da Reserva Federal norte-americana, agendada para o início da próxima semana, podem antecipar uma política "falcão" que, por sua vez, pode abalar o mercado.

O mercado de ações europeu está ainda reticente com as notícias sobre o conflito geopolítico entre Ucrânia e Rússia, que dão conta que estão a ser enviadas armas com marca norte-americana, por países bálticos, para apoiar Kiev num potencial conflito armado contra o Kremlin.

O índice de referência europeu, Stoxx 600, está cair 1,45% para 476,34 pontos renovando mínimos de um mês. Recorde-se no dia 22 de dezembro, o índice abriu a sessão nos 474,76 pontos.

Dos 20 setores que compõe o Stoxx 600 nem um só se mantém de pé. No início da sessão, as perdas eram lideradas pelo setor dos recursos básicos, que estava a cair 2,94%, seguindo pela automóvel (2,57%) e pelo "oil & gas" (-2,18%). A tecnologia, uma área do índice bastante afetada em dias de incerteza, está a cair 2,07%.

Ainda no que toca ao "oil & gas" é de referir que esta queda está a refletir a correção natural do petróleo no mercado internacional, em particular do Brent, referência para as importações europeias, que esta semana renovou máximos de sete anos.

Desde o início do ano, as ações europeias estão a registar grande volatibilidade, sobretudo devido às expectativas crescentes de que a Reserva Federal norte-americana venha a aumentar as taxas de juro em breve, para travar a inflação, que continua a não dar sinais de abrandar.

Com o início da chamada "earnings season", os investidores estão a avaliar o impacto que o aumento da inflação e os constrangimentos nas cadeias de abastecimento tiveram para as empresas.

Por cá, o PSI-20 segue a tendência europeia e está a perde 1,15%, estando a ser pressionado sobretudo pela queda de 2,49% do BCP. O IBEX espanhol mergulha 1,49%, o alemão DAX cai 1,43% e o francês CAC 40 sofre uma queda de 1,47%. Em Milão, Londres e Amesterdão registam-se ainda quebras de 1,45%, 0,96% e 1,60% respetivamente.

21.01.2022

Juros aliviam na zona euro

Perante a maré vermelha que invade as principais bolsas europeias e norte-americanas, atacadas pela incerteza sobre a pandemia e a reunião da Reserva Federal norte-americana, agendada para o inicio da próxima semana, os investidores estão à procura de ativos mais seguros, como é o caso das obrigações soberanas, e a maior aposta na dívida faz descer os juros, cenário que esta sexta-feira se verifica de novo na Europa e nos EUA.

 

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos seguem a ceder 3,7 pontos base para 0,548%, enquanto em Espanha, na mesma maturidade, recuam 2,0 pontos base para 0,639%.

 

As "yields" das Bunds alemãs a 10 anos, referência para a Europa, seguem a mesma tendência, a aliviar 3 pontos base para -0,059%, depois de ter tocado duas vezes em terreno positivo, nos últimos dias.

Em Itália e França a tendência também se faz notar: as taxas de juro da dívida soberana a dez anos de Roma estão a cair 1,5 pontos base para 1,284%, enquanto Paris assiste à queda de 2,6 pontos base das yields das obrigações com a mesma maturidade para 0,335.

Do outro lado do Altântico, o fenómeno repete-se, estando as taxas de juro da dívida soberana a dez anos a recuar 2,5 pontos base, para 1,775, depois de ter renovado esta semana novos máximo, desde janeiro de 2020. 

21.01.2022

Ouro perto de máximos de dois meses. Euro aproveita fraqueza do dólar

O ouro atingiu o segundo maior ganho semanal, durante a madrugada desta sexta-feira, e caminha para renovar máximos de dois meses, reforçado pela incerteza à volta da pandemia e do futuro da política monetária norte-americana. Por sua vez, o dólar está em queda.

O metal amarelo soma 0,16% para 1.842 euros, a onça, à medida que os investidores são obrigados a virar-se para este ativo-refúgio, perante a queda do mercado acionista norte-americano e o recuo dos rendimentos da dívida soberana dos EUA.

O mercado vive na incerteza, enquanto aguarda as reuniões da Reserva Federal norte-americana (Fed) agendadas para a próxima semana e que podem ditar uma subida antecipada as taxas de juro, como aliás já tinha sido dado a entender pelas últimas atas do banco central, divulgadas há algumas semanas.

O medo dos investidores está ainda a ser impulsionado pelo conflito geopolítico entre Rússia e Ucrânia. Um relatório da inteligência norte-americana dá conta que Washington está a permitir que alguns países bálticos enviem armas com marca norte-americana para a Ucrânia, aprofundando assim o fosso diplomático entre Joe Biden e Vladimir Putin.

"A crise ucraniana e a reunião da Fed da próxima semana estão a ser a moldura perfeita para a subida do ouro e a queda do dólar. Este fim de semana devemos, no entanto, esperar uma correção nos metais preciosos", alertou Avtar Sandu, analista sénior de "commodities" na Philip Futures Pte. O paládio já segue as palavras do especialista e começa a recuar. Prata e platina ainda estão em tereno positivo.

Por sua vez o índice do Dólar da Bloomberg - que compara a "nota verde" com 16 divisas rivais está a cair 0,2% para 95,20 pontos. Já o euro sobe 0,19%, aproveitando a fraqueza do dólar dos últimos dias, para 1,1333 euros. Nos holofotes do mercado de câmbio está ainda o iene que conseguiu o primeiro lugar, durante esta madrugada, no cabaz de dez divisas da Bloomberg.

21.01.2022

Petróleo tomba 3% depois de máximos de sete anos

Evolução da pandemia, acordo nuclear do Irão e capacidade de produção são fatores de relevo, para este ano, no mercado petrolífero.

O petróleo travou a fundo durante a madrugada desta sexta-feira depois de renovar máximos de sete anos, prosseguindo uma correção natural da cotação e reagindo ao anúncio dos EUA sobre as reservas estratégicas nacionais.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em março segue a perder 1,71% para 84,07 dólares por barril, depois de durante a madrugada lisboeta ter chegado a tombar 3,2%. 

 

Já o contrato de março do Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 1,54%, para 87,02 dólares por barril, depois de há dois dias ter batido nos 89,09 dólares, a renovar máximos de mais de sete anos.

Estas quedas acompanharam a correção do mercado de commodities e a entrada em território negativo dos principais índices norte americanos. O mergulho foi reforçado, depois de a Casa Branca ter anunciado que "podemos trabalhar para libertar algumas reservas estratégicas". Recorde-se que os EUA têm sido os líderes nas negociações que têm levado alguns Estados, como a China, a disponibilizar reservas de "ouro negro".

A Agência Internacional de Energia (AIE) referiu esta semana que o mercado parece mais apertado do que se pensava inicialmente, com a procura a revelar-se resiliente à variante ómicron do coronavírus.

 

A Agência sublinhou que a procura por crude está a caminho de atingir níveis pré-pandémicos.

 

Além disso, apontou o facto de os stocks mundiais estarem a diminuir rapidamente, numa altura em que o consumo continua robusto e em que os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+) não estão a conseguir revitalizar a sua produção.

"Temos visto bons ganhos esta semana, é normal que haja esta correção", comentou Daniel Hynes, analista do Australian & New Zealand Banking Group, em entrevista à Bloomberg TV. 



21.01.2022

Futuros apontam para Europa pintada de vermelho. Yellen faz tremer bolsas

As bolsas europeias deverão abrir em território negativo. Os futuros apontam para que as bolsas do "Velho Continente" tenham sido influenciadas pelas palavras de Janet Yellen, secretária do Tesouro de Joe Biden, que manifestou total apoio à Reserva Federal norte-americana (Fed), caso seja necessário subir as taxas de juro para combater a inflação.

Desde o início do ano, as ações europeias estão a registar grande volatibilidade, sobretudo devido às expectativas crescentes de que a Fed venha a aumentar as taxas de juro em breve, para travar a inflação, que continua a não dar sinais de abrandar.

Os futuros das principais praças estão a negociar no vermelho, com especial destaque para o Stoxx 50, que está a afundar 1,84% e para o britânico FTSE que está a cair 1,34%.

"A menos de uma semana da reunião da Fed, os investidores estão preocupados com a possibilidade dos aumentos agressivos das taxas de juro. O mercado de ações está instável", observou Kyle Rodda, analista de mercado da IG Markets, numa nota de "research", publicada esta quinta-feira.

Yellen garantiu que "estou confiante que tomaremos as medias necessárias para combater a inflação ao longo de 2022". Os mercados não aguentaram, e nem o otimismo em torno da continuação da "earnings season" das empresas europeias, que levou o bloco a terminar o dia de ontem no verde, salvou a negociação de futuros das principais bolsas.

Na Ásia, os mercados encerraram em baixo, acompanhando Wall Street que encerrou também em território negativo. A redução das taxas de juro, na área da habitação, por parte do banco central chinês não teve impacto nas bolsas asiáticas.

No Japão, o Nikkei caiu 1,47% e o Topix deslizou 0,59%; em Hong Kong o Hang Seng derrapou 0,29%. Na Coreia do Sul, o Kospi tombou 4,31%.

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