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Ao minutoAtualizado há 3 min09h43

Preços das matérias-primas energéticas continuam a escalar. BCE deixa alerta sobre inflação

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.

Plataformas de petróleo sob céu de anoitecer
Plataformas de petróleo sob céu de anoitecer Eli Hartman / Associated Press
09:42
há 16 min.09h29

BCE fala em risco de "aumento substancial" da inflação com conflito no Médio Oriente

Philip Lane

O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, considerou que um conflito prolongado no Médio Oriente pode levar à queda persistente no fornecimento de energia e a um aumento substancial da inflação na Zona Euro.

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há 28 min.09h18

Ouro e prata perdem terreno com subida do dólar

ouro

O conflito no Médio Oriente, que já vai no quarto dia e está a ter cada vez mais ramificações, está a gerar grande incerteza nos mercados bolsistas, com as praças europeias a mostrarem esta segunda e terça-feira uma grande aversão ao risco.

O ouro até chegou a capitalizar com a procura por ativos-refúgio nesta segunda-feira, aproximando-se dos 5.400 dólares, mas na sessão desta terça-feira o metal amarelo está a ser pressionado pela valorização do dólar, o que torna o investimento em ouro mais caro para negociadores noutras divisas.

Neste contexto, o ouro recua 0,56% para os 5.292,27 dólares por onça, enquanto a prata cai 5,20% para os 84,73 dólares por onça.

"O impcato dos acontecimentos geopolíticos, especialmente as guerras, tende a ser antecipado e a refletir-se rapidamente nos mercados. (...) Se a situação não escalar, a influência sobre os metais preciosos poderá diminuir gradualmente ao longo do tempo", analisa Han Xiao, diretor-geral da Zhishui Investment Management, citado pela Bloomberg.

O potencia aumento dos preços da energia, à boleia da subida do preço do petróleo e do gás natural, pode também fazer acelerar a inflação, o que pode levar a ajustes de política monetária, o que no caso dos EUA está a criar dúvidas sobre quando a Reserva Federal (Fed) poderá avançar com novos cortes nas taxas de juro diretoras.

08h38

Petróleo e gás natural continuam a escalar com intensificar do conflito no Médio Oriente

petroleo combustiveis

O petróleo está a ampliar o aumento nos preços registado na sessão de segunda-feira e negoceia com valorizações de cerca de 4%, à medida que os Estados Unidos (EUA) e Israel intensificam a guerra contra o Irão, que se está a alastrar a outras zonas do Médio Oriente. Já o preço do gás natural europeu continua a escalar na manhã desta terça-feira, tendo subido mais de 60% desde o fecho das negociações do final da semana passada.

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07h58

Índices asiáticos voltam a tombar com conflito no Médio Oriente. Kospi afunda 7%

Os principais índices asiáticos encerraram a negociação com perdas expressivas, causando a maior desvalorização em dois dias entre os índices da região desde abril do ano passado, à medida que o, impulsionando ainda mais os preços do petróleo e . Os futuros dos EUA e da Europa seguem a recuar cerca de 1%.

Pelo Japão, o Nikkei caiu 3,06%, ao passo que o Topix perdeu 3,24%. Já o sul-coreano Kospi tombou 7,24%, depois de um fim de semana prolongado. Na China, o Hang Seng de Hong Kong desvalorizou 1,15% e o Shanghai Composite cedeu 1,43%. Por Taiwan, o TWSE derrapou 2,20%.

Os investidores com o crude a ampliar os ganhos registados na sessão de ontem, depois de Teerão ter ordenado o fecho do Estreito de Ormuz — via navegável crucial para o transporte de petróleo bruto -, anúncio que foi rejeitado pela Administração norte-americana, causando ainda mais incerteza na região. As preocupações com a inflação devido ao aumento dos preços da energia levaram os “traders” a reduzir as apostas de cortes nas taxas de juro pela Reserva Federal (Fed).

Entre os movimentos do mercado pela Ásia, as ações de empresas exploradoras de carvão chinesas ganharam terreno após os preços do carvão para centrais elétricas terem registado a maior subida em três anos, depois do encerramento sem precedentes da fábrica de gás natural do Qatar – dos maiores exportadores de gás natural para a União Europeu. Nesta linha, a Yankuang Energy (+8,75%), China Coal (+5,74%) e a China Shenhua (+2,41%) valorizaram.

"A minha opinião é que os mercados negociaram ontem à noite como se o conflito fosse relativamente curto. No entanto, essa visão pode ser demasiado otimista”, disse à Bloomberg Nick Ferres, da Vantage Point Asset Management. “Antes do conflito, os mercados já estavam preocupados com a sustentabilidade dos investimentos em IA, com as perturbações e com a forma como eram financiados”, acrescentou o especialista.

Ainda sobre o conflito, o Presidente Donald Trump insistiu que não havia um prazo definido, enquanto o secretário da Defesa, Pete Hegseth, rejeitou a ideia de uma guerra “interminável” com o Irão. Ambos se recusaram a descartar o envio de tropas americanas para o terreno. Já o secretário de Estado Marco Rubio disse que “os golpes mais duros ainda estão por vir por parte das forças armadas dos EUA”.

“Trump intensificou a narrativa em torno do Irão ao dizer ‘O que for preciso’”, referiu à agência de notícias financeiras Anna Wu, da Van Eck Associates. “Isto prolonga os choques de volatilidade”, sublinhou.

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