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Europa regista leves ganhos em dia de feriado para Wall Street. Dólar sobe de olhos em Yellen

Acompanhe aqui o dia dos mercados.

18 de Janeiro de 2021 às 17:25
Investidores retraem-se com regresso das tensões entre Estados Unidos e China

As bolsas asiáticas dividiram-se pelo verde e pelo vermelho, enquanto na Europa e nos Estados Unidos os futuros apontam no sentido descendente. Apesar de a China confirmar a recuperação económica com novos dados, os investidores mantêm a cautela, assoberbados pela nova onda de covid-19 e atentos a novas tensões entre as duas maiores economias do mundo.

O japonês Topix juntou-se ao Hang Seng de Hong Kong e ao Compósito de Xangai, com todos a apresentarem subidas entre os 0,6% e os 0,9%. Em oposição, o sul-coreano Kospi afundou 2,3%, e agora os futuros dos Estados Unidos descem 0,2% e os do Euro Stoxx 50 caiem 0,3%.

Apesar de os dados do PIB e da produção industrial na China terem batido as expectativas, as tensões entre os Estados Unidos e este país asiático estão de novo a ebulir, depois de Washington ter notificado vários fornecedores da Huawei de que irá revogar as licenças para estes operarem com a chinesa Huawei, ao mesmo tempo que não vão aceitar pedidos de eventuais substitutos.

A marcar a semana nos mercados está também o discurso de tomada de posse de Joe Biden, a acontecer esta quarta-feira, no qual se espera ouvir a forma como o novo presidente pretende enfrentar a crise económica que vai herdar.

Yellen dá asas ao dólar

Janet Yellen, a designada como responsável pelo Tesouro dos Estados Unidos por Joe Biden, emprestou alguma força ao dólar depois de o Wall Street Journal ter noticiado alguns dos pontos do discurso de tomada de posse que esta tem preparado, e que deverá ler na terça-feira.

De acordo com a publicação, Yellen defenderá que os Estados Unidos não estão à procura de um dólar mais fraco para ganhar uma vantagem competitiva, pelo que vai deixar  o mercado atuar.

Dólar passa rasteira ao petróleo

O petróleo está a desvalorizar numa altura em que o reforço no valor do dólar, a moeda no qual é denominado, está a interferir negativamente com as cotações. Paralelamente, os avanços da pandemia de coronavírus e o efeito nefasto que tem na procura pela matéria-prima também desajudam, diminuindo assim o efeito positivo que se podia esperar depois de os dados económicos da indústria chinesa terem batido as expetativas.

O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, desce 0,38% para os 54,89 dólares, acompanhado pelo nova-iorquino West Texas Intermediate, que resvala 0,25% para os 52,23 dólares.

Europa faz marcha-atrás com tensões EUA-China no caminho

As principais praças europeias reúnem-se no vermelho, embora as perdas não cheguem a 0,5%. O índice que reúne as 600 maiores cotadas da Europa, o Stoxx 600, desce 0,16% para os 407,21 pontos, contando a segunda sessão consecutiva de quebra.

A pesar estão diferentes fatores. As tensões entre os Estados Unidos e a China voltam a surgir, depois de Washington ter revogado licenças aos fornecedores da Huawei. Paralelamente, os avanços da pandemia de covid-19 continuam a preocupar e, no meio destes eventos, perde-se o ânimo que poderia advir dos dados económicos da China, que mostraram que a produção industrial do país superou as expectativas.

"Os mercados precisavam de um momento para respirar ou até um retrocesso para justificar as expectativas de subida", afirma um analista da Medley Global Advisors, citado pela Bloomberg.

Esta segunda-feira é ainda "dia de folga" para a bolsa nova-iorquina, devido à comemoração do nascimento de Martin Luther King. Com Wall Street de portas fechadas, espera-se uma sessão de menor liquidez nas bolsas.

Juros no sobe-e-desce

Os juros da dívida a dez anos de Portugal avançam 0,7 pontos base para os 0,005%, regressando ao verde depois de ter oscilado entre o positivo e o negativo nas últimas cinco sessões.

Na Alemanha as obrigações rumam no sentido oposto e os juros das bunds caem 0,1 pontos base para os -0,545%.

Ouro recupera no meio da incerteza

O metal amarelo está a avançar 0,23% para os 1.832,65 dólares por onça, mas já chegou a cair e a tocar num mínimo de 30 de novembro.

A recuperação do ouro estará a ser influenciada pelos movimentos no dólar mas também pelo sentimento negativo que se vive nos mercados acionistas, deixando aos investidores um balanço delicado entre estas forças opostas.

"O sentimento de mercado está inclinado para o lado mais cuidadoso depois das ações norte-americanas se terem retraído dos recentes máximos, apesar dos resultados robustos das empresas", afirmam os estrategistas da DailyFX.

Europa a meio gás com Wall Street apagada

As principais praças europeias dividem-se entre o vere e o vermelho, mas tanto os ganhos como as perdas são muito ligeiros.

Estes movimentos acontecem num dia em que já se previa uma negociação pouco líquida, dado que nos Estados Unidos a bolsa encontra-se encerrada, por ocasião da  comemoração do nascimento de Martin Luther King.

Assim, o Stoxx 600, o índice que reúne as 600 maiores praças europeias, segue com uma valorização de 0,04% para os 408 pontos, e é acompanhado pelo alemão DAX, que avança 0,18% e pelo francês CAC40, que também soma apenas 0,04%.

A juntar-se à lista ganhadora está o PSI-20, que inverte assim a tendência desta manhã com uma subida de 0,19% para os 5.047,68 pontos. As papeleiras formam bloco na dianteira e tomam o pódio, com a Semapa a avançar 2,16% para os 8,97 euros, a Navigator a valorizar 2% para os 2,55 euros e a Altri a somar 1,69% para os 5,13 euros. A dar força está ainda a petrolífera Galp, com um salto de 1,32% para os 9,07 euros.

Contas feitas, o verde recebe 13 cotadas do PSI-20, enquanto o vermelho acolhe apenas cinco. Entre elas estão a Jerónimo Martins, a descer 1,15% para os 14,65 euros, e o BCP, que cai 0,46% para os 12,94 cêntimos.

No sentido contrário ao do Stoxx 600 vão Londres, Amesterdão, Atenas e Madrid, que caem entre 0,4% e 0,31%.

Ouro afasta-se de mínimos de dezembro

O ouro avança 0,45% para os 1.836,63 dólares por onça, mantendo a tendência de "sobe-e-desce" que se verifica há seis sessões. O metal amarelo acaba por se afastar do mínimo de 1 de dezembro que chegou a tocar durante a sessão.  

Estes movimentos acontecem numa altura em que as perspetivas em relação ao dólar são dúbias – depois de noticiado que a nova responsável pelo Tesouro norte-americano, Janet Yellen, não pretende pressionar no sentido da desvalorização da moeda. Ao mesmo tempo, os investidores permanecem atentos ao pacote de estímulos que se espera nos Estados Unidos.

Juros sobem na semana da reunião do BCE

Os juros das obrigações soberanas da Zona Euro arrancaram a semana em alta, com os investidores a avaliarem a reunião de política monetária do Banco Central Europeu no quinta-feira e a evolução da crise política em Itália.

 

A taxa dos títulos de Portugal a 10 anos agrava-se 2 pontos base para 0,016%, regressando assim a terreno positivo. A "yield" das bunds a 10 anos sobe 1,6 pontos base para -0,529% e na dívida italiana com a mesma maturidade a subida é de 2,4 pontos base para 0,635%.

 

O BCE realiza a 21 de janeiro primeira reunião do ano de política monetária, numa altura em que continua em vigor o programa reforçado de compra de ativos que, aliás, soube-se agora, mereceu algumas críticas por parte de alguns governadores do conselho quando, em dezembro, foi aumentado. Nesta reunião não se esperam mudanças, ainda que esteja a acontecer a terceira vaga da pandemia.

Dólar pouco alterado à espera de Janet Yellen

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres mundiais está pouco alterado, antes dos comentários da próxima secretária do Tesouro dos Estados Unidos. Segundo o The Wall Street Journal, Janet Yellen vai afirmar o compromisso dos EUA com um dólar determinado pelo mercado na terça-feira, abrindo caminho ao prolongamento da tendência de queda da divisa norte-americana.

 

Nesta altura, o índice avança 0,03%, depois de ter subido cerca de 0,6% na última sessão, a recuperar parte das perdas recentes.

Petróleo em queda ligeira com fracas perspetivas para a procura

O petróleo está a negociar em queda ligeira nos mercados internacionais, penalizado pelas fracas perspetivas de recuperação da procura, numa altura em que a China assiste novamente a uma subida dos novos casos de covid-19, assim como outros países daquela região, como o Japão.

Também na Europa, muitos países mostram dificuldade em travar o número de novas infeções, e as perspetivas apontam para confinamentos mais restritos pelo menos até à primavera.

Neste contexto, o crude de Nova Iorque desliza 0,19% para 52,27 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, cai 0,33% para 54,91 dólares.

Europa em leve alta com setor automóvel e do consumo a brilharem

Os principais índices europeus registaram pequenos ganhos na sessão desta segunda-feira, com os investidores a respirarem numa semana recheada de resultados empresariais e de tomada de posse do novo governo dos EUA.

O Stoxx 600 - índice que reúne as 600 maiores cotadas da Europa - subiu 0,2%, num dia em que navegou entre ganhos e perdas. 

O destaque vai para o setor do consumo (+1,4%) enquanto que o setor automóvel (+1,3%) subiu à boleia do primeiro dia de negociação da Stellantis, que resultou da fusão entre a Fiat Chrysler e o grupo PSA.

No setor do retalho (-0,5%) o dia foi marcado pela queda robusta da francesa Carrefour, num dia em que o negócio com uma empresa do Canadá, a Couche-Tard, para uma possível fusão caiu por terra.

Em queda continua também o setor das "utilities" europeias (-0,3%). 

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