Europa pinta-se de vermelho sob pressão das tecnológicas e banca
Acompanhe aqui, minuto a minuto, a evolução dos mercados desta sexta-feira.
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Europa pinta-se de vermelho sob pressão das tecnológicas e banca
Os principais índices europeus encerraram a última sessão da semana pintados de vermelho, numa altura em que o "sell-off" no setor tecnológico continua e os investidores estão menos certos de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana possa mesmo avançar com um novo corte nas taxas de juro na próxima reunião.
O Stoxx 600 chegou a cair mais de 1,7% esta sexta-feira, mas terminou a sessão com perdas menores, de 1,01% para 574,81 pontos. Desde que atingiu máximos históricos na quarta, o "benchmark" europeu tem tido dificuldades em permanecer à tona, numa altura em que os investidores diminuem a sua exposição ao setor tecnológico (que caiu 1,40% nesta sessão). Mesmo assim, foi a banca a registar o pior desempenho, ao ceder mais de 2%.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perdeu 0,69%, o espanhol IBEX 35 cedeu 1,4%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 1,7%, o francês CAC-40 subtraiu 0,76%, o britânico FTSE 100 tombou 1,11% e o neerlandês AEX deslizou 1%.
"O nervosismo é palpável nos mercados e provém de diferentes fontes: há dados realmente maus vindos da China, há dúvidas sobre se o investimento em inteligência artificial irá compensar e há incerteza em relação à Fed e em torno dos dados económicos dos EUA", explica Arnaud Girod, analista da Kepler Cheuvreux, à Bloomberg.
Depois de quase um mês e meio sem novos dados para medir o pulso à economia norte-americana, os membros do banco central do país mostram-se mais relutantes em relação a um novo corte nas taxas de juro na reunião de dezembro. O pessimismo está a deixar os investidores nervosos, numa altura em que o setor tecnológico está ainda a ser pressionado pelos resultados trimestrais da norte-americana Applied Materials, que antecipa uma queda da procura chinesa por material de fabrico de "chips" no próximo ano.
Entre as principais movimentações de mercado, a Siemens Energy impulsionou o setor energético, ao disparar 9,35% para 110,50 euros, depois de a empresa ter revisto o "guidance" para o médio prazo e ter anunciado que vai, pela primeira vez em quatro anos, distribuir dividendos. Já a Richemont avançou 5,85% para 170,95 francos suíços, após ter registado um crescimento nas vendas de 14% para 5,21 mil milhões de euros - acima do aumento de 7% esperado pelos analistas.
Juros das "Gilts" disparam depois de Governo abandonar plano de aumentar impostos
Os juros das dívidas soberanas dos países da Zona Euro agravaram-se esta sexta-feira, num dia marcado pela maior venda de obrigações.
A subida deu-se sobretudo fora do bloco, com os juros das "Gilts" do Reino Unido a dispararem 13,6 pontos-base para uma taxa de 4,573%, isto depois das notícias de que o Governo terá abandonado os planos de aumentar o imposto sobre o rendimento no próximo Orçamento do Estado, reduzindo a margem de manobra da ministra das Finanças, Rachel Reeves. Crescem, assim, as dúvidas quanto à capacidade do Executivo de lidar com a crescente dívida do país, aumento a incerteza sobre as finanças britânicas.
De volta à Zona Euro, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos e que servem de referência para a região, agravaram-se em 3,2 pontos, para 2,718% - máximos de cinco semanas. A rendibilidade da dívida francesa cresceu 4,3 pontos para 3,457%, enquanto a da dívida italiana aumentou 5,2 pontos para 3,470%.
Na Panínsula Ibérica, os juros da dívida soberana portuguesa com a mesma maturidade somaram 4,1 pontos-base para 3,058%, enquanto no país a subida foi de 4,2 pontos-base para 3,225%.
Dólar ganha algum impulso com Fed mais "hawkish". Bitcoin em mínimos de seis meses
O dólar está a ganhar algum terreno face aos seus principais concorrentes, numa altura em que os investidores se mostram menos otimistas em relação a um corte nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana. Embora um alívio de 25 pontos-base se mantenha em cima da mesa, o caminho parece agora mais conturbado, com vários membros do banco central a mostrarem alguma relutância em relação a um alívio da política monetária.
A esta hora, o euro recua 0,17% para 1,1613 dólares, enquanto a libra cede 0,39% para 1,3140 dólares. A divisa britânica está ainda a ser pressionada por notícias de que, afinal, o orçamento para o próximo ano fiscal do Reino Unido não vai incluir um aumento de impostos aos rendimentos, deixando os investidores perdidos em relação às medidas a adotar para diminuir o buraco nas contas públicas do país.
Neste contexto, o euro atingiu máximos de 2023 face à moeda do Reino Unido, acelerando agora 0,20% para 0,8838 libras. "Claramente, o mercado esperava que o Governo tomasse medidas para lidar com o défice fiscal, o que poderia passar por um aumento dos impostos sobre o rendimento", explica Jeremy Stretch, diretor de estratégia cambial na CIBC Markets, à Reuters. "Estamos a assistir a uma quebra na confiança", declara.
No mercado dos criptoativos, a bitcoin está a negociar pela primeira vez em seis meses na marca dos 96 mil dólares, tendo chegado até a cair desse nível, numa altura em que se assiste a um "sell-off" no setor tecnológico a nível global - movimentações que a criptomoeda mais famosa do mundo tende a replicar. A esta hora, a bitcoin cede 3,10% para 96.604,01dólares, tendo chegado a negociar nos 95.885,33 dólares - mínimos de 7 de maio.
Ouro em queda com política monetária dos EUA em foco
A onça de ouro chegou a cair mais de 3% esta sexta-feira, tendo entretanto reduzido ligeiramente as perdas, num dia em que os mercados globais seguem a negociar no vermelho. Os investidores estão mais pessimistas em relação a um possível corte nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana, após vários membros do banco central terem demonstrado alguma reticência em torno de um novo alívio, numa altura em que navegam "às escuras" sem dados económicos recentes.
A esta hora, o metal precioso recua 2,34% para 4.072,77 dólares por onça, tendo chegado a cair 3,1% esta manhã. Mesmo assim, o ouro prepara-se para fechar a semana com um saldo bastante positivo, perto dos 2%, apesar da volatilidade que se tem assistido nos mercados financeiros nas últimas sessões.
"É esta ideia de que vamos ver uma menor probabilidade de um corte nas taxas de juro da Fed em dezembro que está a tirar um pouco do ímpeto do mercado de ouro e prata", explica David Meger, diretor de negociação de metais da High Ridge Futures, à Reuters. Com o fim do "shutdown" já incorporado nos mercados, os investidores mostram-se agora apreensivos em torno da falta de dados para avaliar o futuro da política monetária dos EUA.
Estas preocupações estão espelhadas nas probabilidades que o mercado de "swaps" atribui a um novo alívio nas taxas de juro. Enquanto, no início da semana, ultrapassavam os 60%, agora andam em torno dos 50% - uma redução que está a ser suficiente para pintar os mercados de vermelho, numa altura em que os investidores reavaliam a exposição das suas carteiras às ações tecnológicas.
Petróleo acelera 2% após ataque da Ucrânia ao porto russo de Novorossiisk
Os preços do petróleo estão a valorizar cerca de 2% esta tarde, após a Rússia ter decidido fechar temporariamente o porto de Novorossiisk - um ponto chave de acesso ao Mar Negro -, na sequência de um ataque ucraniano à infraestrutura. A ofensiva atingiu um barco atracado no porto, uma série de edifícios nas redondezas e ainda um depósito de crude, o que está a levantar preocupações em torno do abastecimento global de petróleo - embora ainda não existam estimativas do impacto.
A esta hora, o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – valoriza 2,18% para os 60 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a avançar 1,86% para os 64,18 dólares por barril. Com as valorizações desta sexta-feira, os dois "benchmarks" encaminham-se para ganhos semanais de 0,8% e 0,25%, respetivamente.
O porto de Novorossiisk é responsável por cerca de 2% do abastecimento global de petróleo, movimentando 2,2 milhões de barris por dia. É uma importante fonte de receitas para a Rússia e tem estado na mira de Kiev, numa altura em que a Ucrânia tem intensificado os ataques a infraestruturas energéticas russas para tentar travar o financiamento da guerra que assola o país há vários anos.
"A intensidade destes ataques aumentou, além de estarem a ocorrer com muito mais frequência. Eventualmente, eles [os ucranianos] podem atingir algo que cause perturbações duradouras" no abastecimento global de crude, explicou Giovanni Staunovo, analista de commodities do UBS, à Reuters. O mercado ainda está a avaliar o impacto deste ataque e da suspensão temporária do porto, esclarece ainda.
Tecnológicas voltam a derrubar Wall Street. Investidores mais pessimistas em relação à Fed
Os principais índices norte-americanos arrancaram a última sessão da semana no vermelho, com os investidores a continuarem a afastar-se de ações tecnológicas, numa altura em que alguns membros da Reserva Federal (Fed) mostram-se menos otimistas em relação a um corte nas taxas de juro na próxima reunião de dezembro.
O S&P 500 está a desvalorizar 0,61% para 6.696,71 pontos, enquanto o industrial Dow Jones cede 0,99% para 46.992,94 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite desliza 0,70% para 22.704,65 pontos. Os três "benchmarks" já tinham encerrado a sessão de quinta-feira com perdas significativas, pressionados ainda por novas preocupações em torno da inflação na maior economia do mundo.
"As pessoas estão finalmente a reagir a uma história de sobrevalorização, que já existe há algum tempo, mas finalmente estão a agir em conformidade. A negociação está a começar a desacelerar", explica Joe Saluzzi, sócio e cofundador da Themis Trading, à Reuters. Nas últimas semanas, têm recrudescido algumas preocupações com uma possível sobreavaliação das ações tecnológicas, com vários a analistas a apontarem para uma bolha nas ações de inteligência artificial.
A piorar o cenário está ainda a falta de dados que permitam medir o pulso à economia norte-americana, depois de o país ter enfrentado o maior "shutdown" do Governo federal de sempre. Embora a paralisação tenha chegado ao fim, existe uma enchente de dados que foram atrasados e que podem nunca vir a ser divulgados - deixando vários membros da Fed hesitantes em relação a um novo corte nas taxas de juro já em dezembro. O mercado de "swaps" aponta agora para uma probabilidade de 53% de o banco central avançar com um alívio na próxima reunião - contra 67% da semana passada.
Entre as principais movimentações de mercado, a Applied Materials desliza 2,58% para 217,48 dólares, depois de a empresa ter avisado os investidores que antecipa uma queda de investimento por parte da China em material de produção de "chips", citando as restrições às exportações por parte dos EUA. Já a Walmart cai 1,16% para 101,35 dólares, após a retalhista ter anunciado que o seu CEO, Doug McMillon, vai abandonar o cargo no próximo ano.
Europa negoceia com fortes perdas. Setor tecnológico e banca tombam mais de 2%
Os principais índices europeus estão a negociar com perdas expressivas em toda a linha esta manhã, com os investidores a mostrarem-se preocupados com as perspetivas para as taxas de juro da Reserva Federal (Fed) norte-americana, enquanto dados fracos vindos da China e receios em relação a uma possível sobrevalorização das ações ligadas à área da inteligência artificial pressionam os ativos de risco.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – recua 1,08%, para os 574,41 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perde 0,94%, o espanhol IBEX 35 cede 1,27%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 1,20%, o francês CAC-40 subtrai 0,87%, o britânico FTSE 100 tomba 1,24% e o neerlandês AEX desliza 1,40%.
O “benchmark” britânico está a registar um desempenho inferior a muitos dos seus pares devido a relatos de uma reviravolta na política de aumento de impostos no país, a poucos dias de o Governo trabalhista apresentar o orçamento.
A aumentar as preocupações dos investidores - além de incerteza no rumo da política monetária norte-americana e preocupações com a área da inteligência artificial - estão dados económicos da China que mostram que a atividade económica da segunda maior economia mundial arrefeceu mais do que o esperado no início do quarto trimestre, com uma queda sem precedentes no investimento e um crescimento mais lento na produção industrial, segundo avança a Bloomberg.
“O nervosismo é palpável nos mercados e provém de diferentes fontes: há dados realmente maus vindos da China, há dúvidas sobre se o investimento em IA irá compensar e há incerteza sobre a Reserva Federal e os dados dos EUA”, disse à agência de notícias financeiras Arnaud Girod, da Kepler Cheuvreux.
O recuo das ações europeias segue-se a sessões que impulsionaram os índices para máximos.
Entre os setores, a tecnologia (-2,44%) e a banca (-2,07%) são os mais pressionados neste momento, com a grande maioria dos restantes setores a perderem mais de 1%. A energia (+0,90%), por sua vez, segue impulsionada pelo aumento dos preços do petróleo, sendo que o setor dos bens domésticos (+0,54%) é, de resto, o único a valorizar.
Quanto aos movimentos do mercado, a Siemens Energy pula mais de 10%, após ter aumentado as suas metas financeiras de médio prazo, apoiada pela procura por turbinas a gás e equipamentos para centros de dados, bem como pelo progresso da reestruturação da sua unidade de turbinas eólicas. No setor de luxo, a Richemont – dona da Cartier – valoriza mais de 7%, depois de as vendas do grupo suíço terem aumentado devido à procura acima do esperado nas Américas e na China – maior consumidor de artigos de luxo -, o mais recente sinal de que a indústria está a conseguir recuperar.
Já a tecnológica ASML, atualmente a cotada mais valiosa da Europa – recua mais de 2,70%.
Juros das "Gilts" disparam com recuo em subida de impostos
Os juros das "Gilts" britânicas chegaram a disparar 13 pontos-base após notícias de que a ministra britânica das Finanças, Rachel Reeves, terá recuado na intenção de aumentar os impostos sobre o rendimento. Entretanto, a subida aliviou e é agora de 6,4 pontos, para os 4,500%.
Na Zona Euro, as "yields" agravam-se também em toda a linha, com a rendibilidade das "Bunds" alemãs, referência para a região, a subir 2 pontos base, até aos 2,706%, enquanto em França o agravamento é de 3,1 pontos, para 3,446%.
Os juros da dívida portuguesa a 10 anos sobem 3,1 pontos base, para 3,048%, e em Espanha o agravamento é de 2,9 pontos, para 3,212%. Em Itália, a "yield" aumenta 3,7 pontos base, para 3,455%.
Libra tem maior queda entre pares do G-10
O dólar está a caminho de registar uma queda no acumulado desta semana, à medida que os “traders” aguardam pela divulgação de importantes dados económicos que ficaram suspensos devido ao “shutdown” do Governo Federal norte-americano.
A esta hora, o iene perde terreno face à “nota verde”, numa altura em que o dólar avança 0,05%, para 154,630 ienes. Autoridades da Fed sinalizaram cautela em relação a uma nova flexibilização dos juros durante a noite, citando preocupações com a inflação e sinais de relativa estabilidade no mercado de trabalho.
O tom ligeiramente mais “hawkish” passado por membros da autoridade de política monetária segue a reduzir as perdas da “nota verde” a esta hora.
Do lado de lá do Atlântico, o índice do dólar sobe 0,14%, para 99,295 pontos.
Por cá, o euro perde ligeiros 0,01%, para os 1,163 dólares. Ainda pela Europa, a libra desvaloriza 0,39%, para os 1,314 dólares - registando as maiores perdas entre os seus pares do G-10 -, depois de uma reportagem do Financial Times avançar que o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e a ministra das Finanças Rachel Reeves terão abandonado planos de aumentar impostos sobre os rendimentos, marcando uma mudança brusca da posição do Governo trabalhista a poucas semanas de ser apresentado o orçamento a 26 de novembro.
Ouro soma ganhos com prata a registar melhor semana em mais de um ano
Os preços do ouro negoceiam com uma ligeira valorização a esta hora, impulsionados por um dólar mais fraco, enquanto os investidores aguardam pela divulgação de mais dados económicos dos EUA para avaliar a probabilidade de um corte nas taxas de juro em dezembro, após comentários “hawkish” de funcionários da Reserva Federal norte-americana.
A esta hora, o metal amarelo avança 0,13%, para os 4.177,090 dólares por onça.
“Esta semana, o ouro teve um bom desempenho, principalmente devido a um ligeiro enfraquecimento do dólar e também aos fluxos especulativos que surgiram na expectativa de que a Reserva Federal baixasse as taxas de juro”, disse à Reuters Brian Lan, diretor executivo da GoldSilver Central.
No entanto, refere o especialista, “o Governo dos EUA reabriu e, devido a todos estes receios de abrandamento [do mercado laboral] e inflação, as expectativas mudaram ligeiramente para a possibilidade de a Reserva Federal poder não reduzir as taxas de forma agressiva, o que provocou uma ligeira retração nos preços do ouro”.
Citando preocupações com a inflação e sinais de relativa estabilidade no mercado de trabalho após dois cortes nas taxas este ano, um número crescente de decisores de política monetária da Fed está a sinalizar reticências em relação a uma maior flexibilização dos juros diretores.
No mês passado, o banco central baixou as taxas em 25 pontos-base, mas o líder da autoridade monetária, Jerome Powell, sinalizou cautela em relação a outra redução este ano, em parte devido à falta de dados económicos.
Os traders estão atualmente a prever uma probabilidade de 51% de um corte de um quarto de ponto nas taxas no próximo mês, abaixo dos 64% da sessão anterior, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.
Entre outros metais, a prata está a caminho da sua melhor semana desde setembro de 2024, acumulando já um avanço semanal de cerca de 10%.
Petróleo soma mais de 1% após ataques ucranianos a depósito de crude na Rússia
Os preços do petróleo negoceiam com ganhos esta manhã, impulsionados por receios quanto ao abastecimento após um ataque com drones ucranianos ter atingido um depósito de petróleo num importante centro de exportação russo, o porto de Novorossiysk, no Mar Negro.
O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – valoriza 1,64% para os 59,65 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a avançar 1,52% para os 63,97 dólares por barril.
“Os ataques com drones ucranianos suscitaram novos receios de interrupções no fluxo de abastecimento de petróleo, uma vez que este porto [atingido] é o segundo maior centro de exportação de petróleo da Rússia”, disse à Reuters June Goh, da Sparta Commodities. E apesar de a extensão dos danos ainda não ser conhecida, “se o padrão de escalada continuar, haverá uma redução no fornecimento tanto de petróleo bruto quanto de produtos exportados da Rússia”.
Os aumentos de preços ocorrem depois de o Brent e o WTI terem caído cerca de 3% na quarta-feira, pressionados por um relatório da OPEP que indicava que a oferta global de petróleo iria igualar a procura em 2026, num novo desvio em relação às suas projeções anteriores de um défice de oferta.
Na quinta-feira, a Administração de Informação Energética dos EUA reportou um aumento maior do que o esperado nas reservas de crude norte-americanas na semana passada, com os “stocks” de petróleo bruto a aumentaram 6,4 milhões de barris, para um total de 427,6 milhões de barris.
Tecnológicas pressionam Ásia com índice sul-coreano a tombar quase 4%
Os principais índices asiáticos fecharam a última sessão da semana com fortes perdas em praticamente toda a linha, pressionados por uma crescente incerteza sobre o rumo da política monetária nos Estados Unidos (EUA) e por receios de sobreavaliações de cotadas ligadas à área da inteligência artificial. Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 recuam cerca de 0,30% e apontam para uma abertura em baixa.
No Japão, o Nikkei cedeu 1,77% e o Topix desvalorizou 0,65%. O sul-coreano Kospi tombou 3,81%, pressionado pelas tecnológicas. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong caiu 1,80% e o Shanghai Composite perdeu 0,97%.
Entre os movimentos, o SoftBank perdeu mais de 6%, a Sony caiu quase 3%, a Samsung desvalorizou 5,45%, a SK Hynix recuou 8,50% e a Xiaomi tombou 4,29%.
A retração dos índices asiáticos nesta sexta-feira encerra uma semana em que, durante grande parte das sessões, as bolsas registaram ganhos com o otimismo em torno do fim da paralisação do Governo Federal dos EUA
Ainda assim, esse otimismo parece ter diminuído após comentários de decisores da Fed terem pesado sobre as expectativas de qualquer flexibilização das taxas diretoras no país em dezembro. É mais um golpe para os ativos de risco, que foram hoje pressionados pela forte venda de ações de cotadas ligadas ao setor da tecnologia. Por agora, os “traders” estão focados na próxima onda de dados económicos - cuja divulgação ficou suspensa devido ao “shutdown” do governo norte-americano. Os “traders” reduziram entretanto as suas apostas de um corte nas taxas de referência da Fed em dezembro para menos de 50%.
“Os mercados parecem estar bastante assustados com os temores de uma bolha de IA”, disse à Bloomberg Vishnu Varathan, do Mizuho Bank. “Uma Fed que está mais inclinada a aguardar pelo momento certo do que a correr contra o tempo torna-se muito menos propício para a queda do setor tecnológico, que normalmente tende a ser mais sensível à flexibilização da Fed”, acrescentou a especialista.
No plano comercial, o Presidente dos EUA, Donald Trump, estará a preparar cortes substanciais nas tarifas, destinados a combater os preços elevados dos alimentos, enquanto procura responder às preocupações dos cidadãos norte-americanos sobre o elevado custo dos produtos.
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