Obrigações Empresas europeias emitem dívida recorde

Empresas europeias emitem dívida recorde

Mario Draghi anunciou que o BCE iria começar a comprar obrigações de empresas da zona euro, o que alimentou uma corrida às emissões de dívida.
Empresas europeias emitem dívida recorde
REUTERS
Rui Barroso 06 de abril de 2016 às 15:31

As empresas da zona euro classificadas pelas agências de "rating" com grau de investimento aceleraram as emissões de dívida em Março, depois de Mario Draghi ter anunciado que o BCE iria começar a incluir obrigações corporativas no programa de compras. O anúncio aparenta ter provocado uma corrida às emissões, em que a EDP e a Brisa também participaram.

No mês passado, as empresas da zona euro com grau de investimento foram ao mercado colocar 67,8 mil milhões de euros em obrigações, o valor mensal mais elevado desde que a CreditSights tem registos. "O anterior recorde para um único mês era de 61,6 mil milhões de euros em Janeiro de 2009", referiu a entidade especializada na análise de crédito numa nota a investidores.

A CreditSights acrescenta que "quase metade das emissões ocorreu na terceira semana de Março após o anúncio das novas medidas do BCE". Foi a semana mais activa de sempre no mercado de dívida com grau de investimento. "O sentimento nos mercados de crédito melhorou significativamente após o BCE ter anunciado que iria incluir obrigações empresariais com grau de investimento no programa de compra de activos", referiram os analistas do Morgan Stanley numa nota a investidores.

A boleia do BCE foi também aproveitada por duas empresas portuguesas, a Brisa e a EDP, para obterem financiamento no mercado. A eléctrica colocou 600 milhões de euros em títulos a sete anos e a concessionária obteve 300 milhões de euros em obrigações com a mesma maturidade.

Além da tentativa das empresas em aproveitar as condições de financiamento mais favoráveis proporcionadas pelo anúncio do BCE, a dimensão dos números de Março é explicada também com as emissões feitas pela cervejeira AB Inbev para financiar a compra da SABMiller. No total, a empresa colocou 12 mil milhões de euros em títulos a taxa fixa e 1,25 mil milhões a taxa variável. 




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