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Portugal emite 1,25 mil milhões em bilhetes do Tesouro. Paga menos de 2%

O IGCP angariou a totalidade do capital pretendido, embora a procura tenha sido inferior às emissões comparáveis. O juro ficou em 1,99%.

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IGCP Vítor Mota
07 de Janeiro de 2026 às 11:15

Portugal angariou esta quarta-feira 1,25 mil milhões de euros em bilhetes do Tesouro (BT) a dez meses, perfazendo a totalidade do montante que pretendia. Os dados divulgados pela Bloomberg mostram que a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP pagou um juro de 1,99%, abaixo da fasquia dos 2%.

Este valor fica ligeiramente abaixo da última emissão comparável. A , através de uma leilão duplo, 750 milhões de euros em dívida que vencia em julho de 2026, com o juro acima dos 2%, em 2,005%. Em junho, o Estado tinha angariado também 750 milhões a 11 meses, mas .

A procura foi mais baixa do que no anterior leilão de setembro. Os investidores ofereceram-se para comprar 1,69 vezes o montante emitido, um valor que tem vindo a descer nas últimas emissões. Chegou a estar em 3,22 vezes em junho numa emissão a 11 meses e desceu em setembro para 2,16 vezes.

"O custo que Portugal tem neste leilão acaba por estar em linha com as taxas do mercado secundário e reafirma a resiliência da dívida soberana portuguesa num contexto de transição macroeconómica", explicou Filipe Silva, diretor de investimentos do Banco Carregosa.

A ligeira subida, reflete ainda "um ajuste técnico e demonstra que os investidores interiorizaram a postura cautelosa do Banco Central Europeu, que em dezembro optou por manter as taxas de juro, validando a estratégia que o mesmo tem adotado de dependência de dados e que tem estabilizado as 'yields' de curto prazo na Europa", concluiu.

De acordo com o programa de financiamento do IGCP, as BT deverão contribuír para o financiamento líquido com 5,1 mil millhões de euros, o que significa que mais de um quinto desse valor já foi angariado. Além da emissão desta quarta-feira estão ainda agendados três leilões até março.

A maior contribuição deverá vir, como é habitual, das obrigações do Tesouro (OT). O montante de 24 mil milhões de euros será obtido via emissão bruta de OT, combinando sindicatos e leilões, prevendo-se a realização de três emissões sindicadas e nove leilões. No total, as necessidades de financiamento líquidas do país em 2026 deverão , o que compara com os 10,8 mil milhões de 2025.

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