Taxa de juro dos depósitos tem maior aumento em 12 anos e sobe para 1,58%
A taxa de juro dos novos depósitos a particulares passou de 1,26% em maio para 1,58% em junho, o maior aumento desde outubro de 2011 e a mais elevada desde julho de 2014, segundo divulgou esta quarta-feira o Banco de Portugal (BdP). Apesar do aumento, o valor é o quinto mais baixo entre os países da Zona Euro.Em junho, o montante de novos depósitos a particulares ascendeu a 7.695 milhões de euros, uma subida de 205 milhões face ao registado em maio deste ano.
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Segundo o BdP, "os novos depósitos com prazo até 1 ano, que representaram 79% dos novos depósitos a prazo, foram remunerados em média a 1,58% (1,18% em maio)". Já nos novos depósitos até dois anos os juros fixaram-se em 1,47% (igual à registada em maio) e os novos depósitos acima de dois anos, que corresponderam a 7% das novas operações de depósitos, atingiram uma taxa de juro média de 1,76% (1,61% em maio). Os novos depósitos com prazo até um ano vinham a cair desde o início do ano, mas em maio inverteram a tendência: pela primeira vez, em termos mensais, houve um crescimento nesta poupança de 73% do total dos depósitos para 76% em maio. Tal continua a verificar-se em junho dado que este instrumento de poupança aumentou de novo para 79%. Isto quando, em dezembro de 2022, representava 89% do total das verbas aplicadas, de acordo com os números do BdP. Apesar de os juros pagos estarem a aumentar, Portugal continua no fundo da tabela entre os países da Zona Euro. É o quinto país com taxas mais baixas. No topo da tabela está a Estónia que remunera 3,75% e atrás de Portugal estão a Grécia, a Eslovénia, o Chipre e a Croácia, com juros que rondam 1,07% e 1,52%. A média dos países da moeda única europeia cifra-se em 2,7%. Taxa paga a empresas sobe há quatro meses Já a taxa de juro dos novos depósitos a prazo das empresas foi de 2,65%, subindo pelo quinto mês consecutivo, voltando a registar um aumento expressivo de 0,28 pontos percentuais. O montante dos novos depósitos colocado nos bancos pelas empresas totalizou 6.409 milhões de euros, mais 677 milhões do que em maio, dos quais a esmagadora maioria (99%) foi aplicado em depósitos a prazo até um ano.
Já nos novos depósitos até dois anos os juros fixaram-se em 1,47% (igual à registada em maio) e os novos depósitos acima de dois anos, que corresponderam a 7% das novas operações de depósitos, atingiram uma taxa de juro média de 1,76% (1,61% em maio).
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Os novos depósitos com prazo até um ano vinham a cair desde o início do ano, mas em maio inverteram a tendência: pela primeira vez, em termos mensais, houve um crescimento nesta poupança de 73% do total dos depósitos para 76% em maio. Tal continua a verificar-se em junho dado que este instrumento de poupança aumentou de novo para 79%. Isto quando, em dezembro de 2022, representava 89% do total das verbas aplicadas, de acordo com os números do BdP.
Apesar de os juros pagos estarem a aumentar, Portugal continua no fundo da tabela entre os países da Zona Euro. É o quinto país com taxas mais baixas. No topo da tabela está a Estónia que remunera 3,75% e atrás de Portugal estão a Grécia, a Eslovénia, o Chipre e a Croácia, com juros que rondam 1,07% e 1,52%.
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A média dos países da moeda única europeia cifra-se em 2,7%.
Taxa paga a empresas sobe há quatro meses
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Já a taxa de juro dos novos depósitos a prazo das empresas foi de 2,65%, subindo pelo quinto mês consecutivo, voltando a registar um aumento expressivo de 0,28 pontos percentuais.
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