Taxas Euribor voltam às subidas nas maturidades mais longas
As taxas interbancárias subiram nesta sessão nas principais maturidades, com excepção dos prazos de um e três meses, em que ficaram inalteradas.
As Euribor interromperam a tendência de queda das últimas sessões, apesar de Mario Draghi ter afirmado, quinta-feira, 4 de Julho, que a taxa de juro deverá permanecer nos níveis actuais, ou mais baixos, por um longo período de tempo.
As taxas interbancárias a seis meses subiram 0,2 pontos base para 0,330%, esta quarta-feira, depois de terem ficado inalteradas, na última sessão. Já a Euribor a três meses, o indexante mais utilizado nos créditos a habitação mais recentes, em Portugal, ficou inalterado nos 0,217%.
Nas maturidades mais longas, a tendência foi de subidas com as taxas Euribor a nove e 12 meses a somarem 0,1 e 0,2 pontos base para 0,423% e 0,512%, respectivamente.
“O Conselho de Governadores espera que as taxas de juro centrais do BCE permaneçam nos níveis actuais ou mais baixos por um período longo de tempo”. Foram estas as palavras que Mario Draghi (na foto) proferiu quinta-feira, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião mensal da autoridade monetária e que marcaram um momento histórico.
Draghi afirmou ainda que qualquer decisão de subida de juros dependerá da evolução de três variáveis: expectativas de inflação, actividade económica e dinâmica monetária.
Pela primeira vez, em 15 anos de história, o Banco Central Europeu (BCE) deixou uma “forward guidance” (orientação futura, numa tradução livre) sobre a evolução da política monetária. A medida surpreende também por ir contra a famosa expressão da autoridade monetária “nós nunca nos comprometemos com decisões futuras” de taxas de juro.