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Juros da dívida a dez anos voltam a fechar abaixo dos 6%

As rendibilidades pedidas pelos investidores resvalaram em todos os prazos, tendo acentuado a tendência na parte da tarde.

11 de Dezembro de 2013 às 18:12

Os investidores estiveram, esta quarta-feira, dispostos a trocar dívida portuguesa a juros mais baixos, razão pela qual Portugal voltou a sentir um forte alívio no mercado de dívida secundário.

As descidas das taxas de juro associadas aos títulos de dívida nacional aconteceram em todos os prazos, sendo de destacar a maturidade a dez anos. A “yield” recuou 4,4 pontos base para se fixar nos 5,997%. A barreira dos 6% tinha sido superada na semana passada mas a dívida nacional voltou, hoje, a fechar abaixo do valor.

As descidas foram superiores a 4 pontos base em todos os prazos no mercado secundário, onde os investidores trocam dívida entre si. As quedas já se tinham verificado durante a manhã, tendo-se intensificado na parte da tarde da sessão.

Na maturidade a dois anos, a taxa caiu 9,5 pontos base para os 3,17%, um mínimo desde Junho, ainda antes da crise política causada pela demissão “irrevogável” de Paulo Portas.

O recuo das taxas de juro reflecte um avanço do preço das obrigações, o que mostra que os investidores estão a valorizar as obrigações portuguesas.

Portugal aproxima-se da data marcada para o final do programa de ajustamento económico e financeiro: Junho de 2014. O presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), João Moreira Rato, acredita que as taxas de juro da dívida pública portuguesa venham a cair ainda mais até essa altura. Moreira Rato espera apenas que seja “removida” alguma incerteza que se encontra em volta de Portugal, tendo já falado anteriormente nas dúvidas quanto a eventuais chumbos de normas constantes no Orçamento do Estado para 2014.

Depois da operação da semana passada que permitiu aliviar o valor de dívida a pagar em 2014 e 2014, o IGCP planeia emitir dívida em prazos mais longos (por exemplo, cinco e dez anos) já no início do próximo ano.

Entretanto, o banco alemão Commerzbank recomendou aos seus clientes a compra de obrigações portuguesas porque acredita que irão apresentar o melhor desempenho da Zona Euro no próximo ano.

Esta quarta-feira, Portugal verificou uma diminuição dos juros pedidos pelos investidores, acompanhada durante grande parte do dia por Itália e Espanha – que encerraram mistas no final do dia. As “yields” espanholas estiveram, por exemplo em forte queda, caindo no prazo a cinco anos para um mínimo de oito anos.

“Alguns gestores de activos e investidores locais estão a reorganizar as suas carteiras antes do final do ano e acreditam que as obrigações periféricas são atractivas. A situação na Zona Euro estabilizou e a perspectiva para o crédito e Espanha e Itália melhorou”, justificou à agência Bloomberg o analistas do Danske Bank, Owen Callan.

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