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Os 55 anos dos certificados de aforro em números

Existem desde a década de 60. Foram criados para fomentar a poupança das famílias. É nestes certificados que cerca de 600 mil pequenos aforradores têm 12,8 mil milhões de euros. Saiba como está distribuído o dinheiro neste produto do Estado.

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa | Paulo Moutinho 30 de Dezembro de 2015 às 10:38
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Foram criados a 30 de Dezembro de 1960, ainda no Estado Novo. Fazem 55 anos, mas os certificados de aforro que as famílias subscrevem actualmente já não são os mesmos. Da Série A passou-se para a B, a mais bem-sucedida de todas. E depois da C, nasceu em Fevereiro de 2015 a Série D que paga, actualmente, menos de 0,9%. É a "menos atractiva", diz Cristina Casalinho, a presidente do IGCP, à Lusa.


Salazar fomenta a poupança com a Série A


Os certificados nasceram ainda sob o regime do Estado Novo, de António Oliveira Salazar, através do Decreto-Lei 43454. A primeira Série, a A, foi criada a 30 de Dezembro de 1960, havendo ainda quem mantenha o dinheiro nestes títulos de dívida pública destinados ao retalho. Segundo o IGCP, há 36.074 contas aforro desta série por resgatar. Há, no total, 135,06 milhões de euros nestes títulos cuja comercialização foi extinta em 1986.


Série B, a mais popular dos certificados

36.074
Há 36.074 contas aforro da série A, criada a 30 de Dezembro de 1960. Estes títulos deixaram de ser comercializados em 1986.

Depois de duas décadas e meia de existência, os certificados sofreram a primeira alteração. Nasceu, através do Decreto-Lei n.º 176-B/86, de 30 de Junho de 1986, a Série B destes títulos, que resistiu até 2008. "Claramente a mais popular e a de maior volume é a série B", que "foi a mais emblemática e ainda hoje está muito na memória das pessoas", estando associada aos "presentes que os avós davam aos netos no Natal", diz Cristina Casalinho, à Lusa. Existem 344 mil contas aforro da série B, mais de metade do total de 600 mil. O valor aplicado nestes títulos é o mais expressivo: 8.052,9 milhões de euros.


O sobe e desce nas taxas da Série C


Bem mais recente é a Série C. Esta nova versão dos certificados de aforro foi criada em Janeiro de 2008, tendo sofrido alterações em 2009 e em 2012, altura em que os elevados resgates levaram à introdução de um prémio extraordinário de 275 pontos base que fez renascer estes títulos como fonte de financiamento do Estado. Captou, nestes quatro anos de existência, 4.193,6 milhões de euros, havendo mais de 180 mil contas aforro activas.


Série D "é bastante menos atractiva"


Os certificados de aforro, que completam agora 55 anos, vão já na Série D. Esta Série foi lançada já em 2015, em Fevereiro, mas as baixas taxas oferecidas não têm atraído muitos aforradores. De acordo com o IGCP, existem neste momento 41.052 contas aforro desta série, que equivalem a 404,48 mil euros. "É bastante menos atractiva", por ter uma remuneração menos interessante do que as séries anteriores, diz Cristina Casalinho, presidente do IGCP. A taxa está em torno de 0,9%. O contributo desta Série D, a única que pode ser subscrita, na captação de poupança das famílias "acaba por ser marginal", remata.

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