Energias Renováveis 2018 Empresas e cidadãos estão a aderir às energias alternativas

Empresas e cidadãos estão a aderir às energias alternativas

Maior percentagem de electricidade de origem renovável e investimentos em painéis fotovoltaicos e painéis solares térmicos demonstram a política empresarial nesta matéria. Consumidores privados também estão mais sensíveis. Falta fazer mais.
Empresas e cidadãos estão a aderir às energias alternativas

As empresas em Portugal utilizam cada vez mais energias renováveis e estão a fazê-lo por duas vias, explica António Sá da Costa, presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis. A primeira, que abrange todos os consumidores de electricidade, pelo facto de que "cada vez é maior a percentagem de electricidade de origem renovável, o que é válido para todos os consumidores". A segunda via é que já existem algumas empresas que estão a montar nas suas instalações painéis fotovoltaicos para "satisfazer parcialmente os seus consumos eléctricos, mas também algumas estão a instalar painéis solares térmicos para o primeiro aquecimento de água que usam no seu processo de fabrico".

 

No que diz respeito aos cidadãos, verifica-se uma migração para as energias alternativas, estando a usá-las mais nas suas residências. No entanto, o presidente da APREN ressalva que se trata ainda de uma migração "incipiente" e que podia ter uma maior expressão, em especial no que se refere "ao aquecimento de águas sanitárias". É que se trata de um tipo de investimento que se "recupera em três a cinco anos, dependendo da localização e da exposição ao sol, e depois ainda se continua a ter água quente por quase mais 30 anos a custo nulo a maior parte do ano".

 

Mobilidade eléctrica

 

Passando para a mobilidade eléctrica, em Portugal está a registar-se um aumento do número de vendas de veículos eléctricos em Portugal. Convidado a comentar esta situação, António Sá da Costa diz tratar-se de uma "realidade incontornável", à qual aderiu há quase três anos. E não se arrepende, por motivos ecológicos e financeiros. "Carrego o meu carro à noite em casa, quando a tarifa é mais barata – tenho tarifa bi-horária. Com um custo da electricidade equivalente a um litro de gasolina faço cerca de 100 quilómetros", sublinha e continua: "A questão da falta de carregamento já não se põe hoje em dia para a quase totalidade dos usos e é uma solução que é amiga do ambiente e ajuda a que importemos menos combustíveis fósseis. É o futuro e que, na minha opinião, virá mais depressa do que muitos esperam."




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