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Gorila, de Portugal para os quatro cantos do mundo

Passados 53 anos da sua fundação, a Lusiteca continua a ser uma empresa sólida e prestigiada, líder de mercado, com marcas reconhecidas pelos consumidores e fortemente implementadas nos mercados em que opera, orgulhando-se de produzir produtos de confeitaria de superior qualidade, sob as marcas Gorila, Penha e Sweet Flavours.

08 de Julho de 2021 às 07:53
Luís Filipe Brandão, CEO da Lusiteca
Luís Filipe Brandão, CEO da Lusiteca

Luís Filipe Brandão, CEO da Lusiteca, explica a história desta empresa que acompanha o imaginário coletivo dos portugueses há mais de cinco décadas, os marcos alcançados e como continua a ser uma empresa prestigiada, com marcas solidamente implementadas nos mercados em que opera e com produtos de reconhecida qualidade.

Tudo começou em 1968, por vontade de três empresários portugueses do ramo alimentar, sendo, ainda hoje, constituída por capital totalmente nacional, e continua a ser propriedade de duas das famílias dos seus três fundadores.


A ideia inicial dos fundadores teve como objetivo principal criar uma indústria para empacotamento de géneros alimentícios em virtude de estarem a surgir, então, no mercado português, os primeiros supermercados, prevendo-se, por isso, uma feroz concorrência às mercearias tradicionais, das quais os fundadores da Lusiteca eram já fornecedores de diversos produtos a granel.

Com o passar dos anos e fruto da exigência dos mercados, as fábricas dos mais diversos produtos começaram a incorporar na sua estrutura áreas próprias para o embalamento dos produtos, o que levou a Lusiteca a ter de diversificar a sua atividade, enveredando pela produção, embalamento e comercialização de produtos de confeitaria.


A Lusiteca começou por fabricar rebuçados de fruta, que eram chamados populares ou de tostão (dez centavos), que frequentemente eram usados para suprir a falta de trocos com que muitas vezes os comerciantes do ramo se confrontavam.


Seguiu-se o fabrico dos drops com recheio, os drops sortidos, os drops de chocolate, os drops de mel e os caramelos de frutos secos que, ao longo dos anos, foram sendo comercializados sob as marcas Mouro e Penha.


Em junho de 1970, criaram uma estrutura de vendas para trabalhar a confeitaria em todo o território nacional, continente e ilhas e, ainda nesse ano, foram lançados os famosos caramelos de nata com a sua marca.


Em 1973, assistiram ao lançamento dos caramelos de fruta e dos chupa-chupas, tendo o ano de 1975 sido marcado pelo nascimento da tão querida dos portugueses pastilha elástica Gorila. Um pouco mais tarde, em 1981, chegava ao mercado a pastilha Super Gorila, que se tornou muito popular na época.

Os produtos e as marcas da Lusiteca fizeram com que a empresa fosse progressivamente ocupando o seu espaço num mercado bastante competitivo.

 

Quais os principais marcos da empresa ao longo destes 53 anos?

Após a constituição em 1968, foi, em 1970, criada uma estrutura de vendas para trabalhar a confeitaria em todo o território nacional, continente e ilhas e, no ano seguinte, foram lançados os famosos caramelos de nata Penha.

Em 1973, surgiram os caramelos de fruta e os chupas, tendo o ano de 1975 sido marcado pelo nascimento da pastilha elástica Gorila. Um pouco mais tarde, em 1981, surge a tão popular, na época, pastilha Super Gorila e o lançamento da mais famosa coleção de cromos das pastilhas Gorila: a série aeronáutica.

Na década de 90, a empresa deu início à internacionalização, com a exportação de produtos e, em 2010, obteve a certificação ISO 22000 em sistemas de gestão de segurança alimentar. Dois anos mais tarde surgiu o rebranding das marcas da empresa e em 2016 foram lançadas as pastilhas sem açúcar Gorila Fresh, Fruity e Mix.

Desde então, têm sido lançados novos produtos no mercado que vão ao encontro das preferências dos consumidores, tendo o último lançamento, por força da situação pandémica em que vivemos, ocorrido no segundo semestre de 2019, com os deliciosos rebuçados de café e os rebuçados com recheio de chocolate.

O início do ano de 2021 ficou marcado pela obtenção da certificação alimentar internacional IFS Food, uma norma extremamente rigorosa que reconhece as melhores e mais modernas práticas da indústria alimentar a nível mundial.

A Lusiteca é líder de mercado em Portugal com as suas marcas e na produção de marcas de terceiros que, a par das marcas Gorila, Penha e Sweet Flavours, estão hoje presentes nos quatro cantos do mundo.

 

Quais os principais fatores diferenciadores dos produtos da Lusiteca?

A Lusiteca orgulha-se de possuir uma gama de marcas com personalidades próprias, todas elas com produtos diversificados e dirigidas a diversos mercados e tipos de consumidores, quer no mercado nacional e da saudade quer nos mercados de exportação.

A Lusiteca fabrica diariamente um leque alargado de produtos com base em rigorosas medidas de segurança alimentar e de elevada qualidade. As nossas pastilhas, caramelos e rebuçados incluem sabores e formatos adaptados às exigências do mercado e dos consumidores, sendo as suas principais marcas reconhecidas pela excelência dos seus produtos, como é o caso das pastilhas Gorila e dos caramelos Penha. É importante destacar que os nossos produtos são sem glúten, aptos para celíacos.




A marca Gorila continua a ser a mais importante e valiosa da Lusiteca?

A marca Gorila é a marca âncora da empresa. É uma marca portuguesa e uma autêntica love brand nacional. Gorila é diversão e alia a tradição à modernidade.

A marca Gorila tem enorme elasticidade e posiciona-se como ideal para toda a família devido ao leque abrangente de produtos que encerra, desde as pastilhas Gorila (bubble gum) e chupas Gorila Pop para o segmento infantil; passando pelas pastilhas Super Gorila para o segmento juvenil; até à gama de pastilhas Gorila sem açúcar (chewing gum) para o segmento jovens/adultos.

A Lusiteca produz, ainda, a marca Penha, sob a qual são comercializados os macios e irresistíveis caramelos de sabor a fruta ou os suaves e cremosos caramelos de leite. Mas a marca Penha tem outros produtos, que vão dos rebuçados com recheio de mel e com recheio de morango aos rebuçados sortidos com recheio de sabor a fruta ou mesmo os rebuçados peitorais, de alteia e mel, recentemente introduzidos no mercado com grande aceitação. A última aposta da marca Penha foi os deliciosos rebuçados de café e os rebuçados com recheio de chocolate.

À semelhança da Gorila, a marca Penha é também uma marca portuguesa, extremamente apreciada e um símbolo de gerações de consumidores que elegem, há décadas, os caramelos Penha de sabor a fruta como os preferidos para partilhar em família.

Por fim, a marca Lusiteca Sweet Flavours apresenta os desejados rebuçados de mentol.

 

Hoje consomem-se mais guloseimas do que há 10 anos?

O mercado mudou muito ao longo dos últimos 50 anos. O consumidor continua a procurar guloseimas, mas não compra com tanta frequência.

O mercado da confeitaria é um mercado de impulso que se alimenta de constantes inovações. Neste sentido, tem sido crescente a introdução no mercado de novos sabores, novos formatos, de novos produtos, com grande inovação ao nível da imagem e do packaging, pois todos estes aspetos tendem a contribuir para o aumento do consumo de determinado produto.

 

Como mudaram os hábitos de consumo dos consumidores nacionais ao longo destas décadas?

50 anos é mesmo muito tempo. Durante este período, o perfil do consumidor sofreu várias alterações. Nos últimos anos, tem-se vindo a verificar uma tendência para a procura de produtos que se enquadrem no conceito de alimentação mais saudável.

Mais recentemente, com a pandemia, verificou-se que alguns dos consumidores perderam poder de compra e com ele alteraram os seus hábitos de consumo que se traduziram num aumento da tendência do consumo de proximidade bem como das compras online.

No setor da confeitaria, o target criança e teenager continua a comprar mais nos cafés, papelarias e quiosques, enquanto os adultos preferem fazer as suas compras nas grandes superfícies. A área das lojas de conveniência, como as gasolineiras, tem vindo a ganhar um destaque muito interessante na venda de produtos de confeitaria.

 

Na fábrica da Lusiteca, são produzidas, todos os dias, dezenas de referências de caramelos, rebuçados, chupas e pastilhas elásticas que comercializamos, em todo o mundo, sob as nossas marcas Gorila, Penha e Sweet Flavours. Luís Filipe Brandão, CEO da Lusiteca

De que forma adaptaram os vossos produtos a esta evolução?

A Lusiteca tem vindo a efetuar, ao longo destes mais de 50 anos em que opera nos mercados nacional e de exportação, um enorme esforço para estar sempre na vanguarda, de modo a satisfazer os gostos e as necessidades dos seus clientes e consumidores, acompanhando, desde sempre, as tendências de mercado.

Os produtos da Lusiteca são isentos de glúten, com sabores e formatos adaptados de modo a agradar o consumidor, sempre com a preocupação de preservar as características únicas de cada produto e garantir a qualidade e os níveis de segurança alimentar com que, desde sempre, habituámos os nossos consumidores.

Estamos a trabalhar em novidades, que prevemos, após este período complicado que vivemos desde o inicio de 2020, estar em condições de lançar no início de 2022 e que estarão ainda mais alinhadas com a evolução do mercado de acordo com os hábitos de consumo dos consumidores nas diversas geografias em que estamos presentes.




Estando os produtos da Lusiteca presentes em diferentes mercados e geografias, há diferenças nos produtos?

A Lusiteca tem vindo a ver o seu esforço compensado com um crescimento das suas exportações por via do aumento de novos destinos de exportação. As suas marcas estão, hoje, espalhadas um pouco por todo o mundo, destacando-se Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Suíça, Reino Unido, Holanda, Argélia, Tunísia, Tanzânia, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Angola, São Tomé e Príncipe, Israel, Palestina, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos da América, Canadá, China, Hong Kong e Timor-Leste.

A conquista de um novo mercado é sempre um processo moroso, de muito trabalho e persistência, mas as marcas da Lusiteca, especialmente a marca Gorila, têm tido uma excelente aceitação e procura em todo o mundo.

 

Adaptam as fórmulas aos gostos dos mercados? Quais as principais diferenças?

As principais diferenças nos produtos por nós fabricados para serem comercializados nas diferentes geografias em que operamos estão essencialmente relacionadas com os ingredientes base, de modo a permitir uma conservação adequada aos diferentes climas e uma adequação aos reais poderes de compra de cada um dos mercados que servimos, não descuidando nunca a enorme preocupação com a garantia da qualidade e do nível de segurança alimentar dos nossos produtos, desde o momento em que são produzidos até que cheguem às mãos do consumidor final.

 

Pode dar um exemplo?

É o caso, por exemplo, da goma utilizada no fabrico das pastilhas Gorila e Super Gorila, que difere conforme estas sejam para ser consumidas no mercado europeu ou nos mercados de exportação situados em continentes como o asiático ou o africano.

Em termos de sabores, existe, cada vez mais, uma globalização e uniformização, sendo menta e morango os sabores mais vendidos, embora haja mercados onde predomina a preferência por outros sabores, como o sabor a banana.

 

Que impacto teve a pandemia de covid-19 no negócio?

A área da confeitaria é um mercado de elevada concorrência que trabalha, no âmbito nacional, o canal organizado ou moderno (as grandes superfícies) e o canal tradicional (o chamado horeca: cafés, quiosques, papelarias, restaurantes, lojas de conveniência, etc.). Como é sabido, este último canal esteve encerrado por diversas vezes desde março de 2020, devido à pandemia de covid-19. O escoamento dos nossos produtos fixou-se, neste canal, durante o referido período, muito próximo do zero, o que provocou um fortíssimo impacto nesta área do negócio que representa uma fatia muito substancial do nosso esforço de vendas.

Por outro lado, muito do trabalho realizado no desenvolvimento de novos produtos e projetos, que deveriam ter visto a luz do dia durante o último ano, teve, por força da pandemia, de ser adiado, sem data prevista, como adiado foi o retorno do esforço financeiro realizado para o desenvolvimento destes.

Tudo isto fez de 2020 e de 2021 anos de contornos muito peculiares e muito difíceis, com consequências nefastas – o segundo pior do que o primeiro – para todas as pequenas e médias empresas e, logo, também para a Lusiteca.

 

Quais os principais desafios que se põem à Lusiteca?

Os principais desafios passam pela dificuldade de gerir uma estrutura que, dependendo do funcionamento dos mercados, vive hoje numa situação de completa incerteza quanto ao futuro, à evolução e à retoma do normal funcionamento dos mercados em que operamos, bem como aos impactos provocados por essa mesma incerteza nos hábitos de consumo e nas economias nacional, europeia e mundial.

Outro dos grandes desafios, a curto prazo, centra-se no modo como conseguiremos sair da situação em que nos encontramos logo que os mercados nos deem sinais de estabilização e retoma. Há que fazer uma correta leitura do verdadeiro momento da retoma, das alterações dos hábitos de consumo e de gestão das economias familiares, para que nos possamos reposicionar, encaixar e arrancar com a certeza e a segurança que estes tempos nos exigem, de modo a minimizar eventuais impactos que possam vir a causar e conseguir, assim, adaptarmo-nos, com resiliência e muita criatividade na forma de comunicar os nossos produtos e marcas, reforçando a presença nos pontos de venda, pois por se tratar de um mercado de impulso, com elevada concorrência, é necessário destacarmo-nos dos nossos concorrentes, partindo na frente, sólidos, fortes e pojantes como sempre. Isto é, esperando o melhor teremos de estar preparados para o pior.

 

O que estão a fazer para responder a esses desafios?

Como já foi referido, atuamos em duas áreas muito diferentes, na forma, mas ambas de grande importância estratégica para a empresa: o canal tradicional (horeca) e o canal organizado ou moderno (grandes superfícies).

No canal horeca ou tradicional, estamos a dinamizar a visibilidade da marca junto de cafés, quiosques, papelarias, restaurantes, etc., e acabámos de lançar uma campanha na TV tendo em vista a ativação da marca Gorila. Essa campanha está a decorrer desde o dia 5 de julho e vai prolongar-se até 6 de agosto.

Iremos assistir à exibição de spots publicitários na CMTV, reportagens no programa "Manhã CM" e a uma campanha de ativação com encarte de pastilhas elásticas Gorila no livro de passatempos "Boa Onda" a distribuir, aos fins de semana, com o jornal CM. Estaremos ainda presentes em 25 praias nacionais com ação de sampling para distribuição de pastilhas pelos banhistas com a presença da nossa mascote Gorila. Contamos com esta iniciativa, denominada "Boa Onda", dar mais visibilidade à marca e apoiar os nossos clientes, mostrando maior proximidade da marca ao consumidor.

Por outro lado, no canal organizado ou moderno, temos estado a implementar projetos de visibilidade das marcas Gorila e Penha em vários hipermercados nacionais. Estas ações contemplam a dinamização de espaços extras das lojas, como a criação de suportes específicos para os nossos produtos que se encontram nos checkouts (linhas de caixa), desenvolvimento de expositores e decoração de pilares e topos, em loja, nos quais se encontram expostos produtos das marcas Gorila e Penha.

Os consumidores são cada vez mais exigentes e os mercados, acompanhando os níveis de exigência dos consumidores, estão em constante mudança. Temos, por isso mesmo, de estar à altura e acompanhar o ritmo da mudança com todos os nossos produtos. Luís Filipe Brandão, CEO da Lusiteca

As pastilhas Gorila, por exemplo, são isentas de glúten e não incluem ingredientes de origem animal, o mercado caminha, a passos largos, para um mercado "sugar free" e nós também, mas ainda temos o nosso espaço no mercado de confeitaria com açúcar. É que o mundo não se movimenta todo à mesma velocidade e, por isso mesmo, o açúcar que para uns é um mal a evitar cada vez mais é para outros uma necessidade nutricional de extrema importância.

Atualmente, a marca Gorila tem já pastilhas elásticas sem açúcar que são um reflexo da exigência dos mercados e dos consumidores, em especial dos países desenvolvidos. As Gorila Fresh (Spearmint/Menta), Gorila Fruity (Strawberry/Morango) e Gorila Mix (Tutti Frutti) são vendidas em formato drageia, o mais procurado do segmento sem açúcar e em práticas caixinhas de fácil transporte, no bolso. Podem ser encontradas nos pontos de venda habituais como cafés, quiosques e papelarias, em gasolineiras e nas linhas de caixa dos súper e hipermercados.




Pode explicar de forma resumida o processo de produção, desde a chegada da matéria-prima até que o produto final entra nas lojas para ser adquirido pelos consumidores?

Na fábrica da Lusiteca, são produzidas, todos os dias, dezenas de referências de caramelos, rebuçados, chupas e pastilhas elásticas que comercializamos, em todo o mundo, sob as nossas marcas Gorila, Penha e Sweet Flavours. Porque não podemos, aqui, explicar os processos produtivos de todos os nossos produtos, optámos por nos centrar na descrição do processo produtivo da pastilha elástica Gorila.

Assim, numa das nossas seis linhas de produção, são utilizados quatro ingredientes para a produção das pastilhas elásticas Gorila: o açúcar, a glucose, a goma e uma essência. O processo começa com a descarga dos depósitos, onde se encontram as matérias-primas (açúcar e glucose), diretamente para as misturadoras aos quais são adicionados, pelos nossos colaboradores, a goma e a essência correspondente ao sabor que se quer produzir. Nestas máquinas é feita uma massa que é posteriormente polvilhada, após o que é retirada para uns carros próprios e, neles, transportada até às mesas de arrefecimento, onde ficam a repousar. De seguida, a massa segue, em pequenas porções, para as extrusoras. São estas máquinas que transformam as referidas porções de massa na forma de cordão que continua o seu processo de arrefecimento, atravessando um túnel de frio, de modo a provocar o seu endurecimento, dando-lhe a textura final. Já endurecido, o cordão segue para a envolvedora para ser cortado na forma original da pastilha. As pastilhas são depois embrulhadas com o cromo e o papel referente ao seu sabor e através de um contador são colocadas, automaticamente, 100 pastilhas em cada display (caixa). Por fim, é aplicado o autocolante com o sabor, indicação do lote e da validade para que seja possível o seu rastreamento. Os displays são envolvidos em papel celofane e são colocados em caixas de transporte (12 displays com 100 pastilhas em cada caixa de transporte), acondicionadas em paletes. Antes disso, há uma etapa muito importante, a passagem de todos os displays por um detetor de metais, um parâmetro de segurança que é rigorosamente cumprido. Daqui seguem para o armazém e daí são expedidos para os nossos distribuidores e, por via deles, chegam, então, às mãos do consumidor final.

 

Que projetos diferenciadores estão a introduzir para aumentar a cadeia de valor do produto?

A Lusiteca conta, na sua estrutura, com uma área de I&D (Investigação e Desenvolvimento) que seleciona os melhores ingredientes e desenvolve as formulações dos novos sabores e das diferentes texturas, tendo sempre como alvo principal a satisfação dos seus consumidores e dos mercados em que se inserem, considerando a evolução dos hábitos de consumo e a exigência dos consumidores que fixam as tendências dos diversos mercados em que operamos.

Novos produtos, sabores e formatos estão continuamente a ser desenvolvidos e experimentados, sendo certo que ao mercado, sob as nossas marcas, chegam apenas os mais inovadores desde que cumpram com os critérios de qualidade, diferenciação e de segurança alimentar a que os nossos consumidores se foram habituando ao longo dos últimos 50 anos.

 

Que sistemas de qualidade e certificações possuem para garantir a qualidade final do produto?

A Lusiteca foi certificada com a norma ISO 22000 em sistemas de gestão de segurança alimentar entre 2010 e o início de 2021. No início do presente ano de 2021, a Lusiteca recebeu a certificação IFS Food.

Este foi um enorme passo para a empresa, por se tratar de uma certificação alimentar internacional, assente numa norma extremamente rigorosa, que reconhece e garante as melhores e mais modernas práticas na indústria alimentar a nível mundial.

A obtenção da certificação IFS Food reflete o reconhecimento pelo empenho contínuo na melhoria dos nossos processos produtivos. Para a Lusiteca esta certificação representa, assim, uma garantia adicional de confiança, para os clientes e consumidores dos nossos produtos e marcas e uma maior exigência para com os nossos fornecedores, que, inseridos na cadeia de produção, contribuem, de uma forma mais ou menos direta, para a garantia de qualidade e de segurança alimentar dos nossos produtos.

Estão a trabalhar no desenvolvimento de novos produtos/variedades? Pode explicar o que estão a fazer? Quando vão chegar ao mercado?

As receitas dos produtos por nós fabricados e comercializados são desenvolvidas no departamento da qualidade e segurança alimentar, com o conhecimento e a experiência de quem conhece os mercados e o gosto dos consumidores há mais de 50 anos.

A Lusiteca e a sua área de I&D procuram sempre os melhores ingredientes e desenvolvem as formulações, formatos, sabores e texturas, tentando criar novos produtos que vão ao encontro das exigências dos seus consumidores e das tendências dos mercados em que se inserem.

Por ser assim, esse desenvolvimento, feito dentro de portas, tem vindo ao longo de todos estes anos a ter em conta a evolução da exigência dos consumidores e dos diversos mercados em que estamos presentes.

Temos diversos projetos concluídos e em andamento que, caso a situação pandémica nos permita, contamos estar em condições de lançar nos mercados em que operamos no início de 2022.




Uma das macrotendências mundiais de mercado é a procura por parte dos consumidores de produtos mais sustentáveis. O que estão a fazer nesta área?

A Lusiteca, bem como o seu conselho de administração, está consciente não só das exigências que os mercados lhe impõem, mas também dos enormes desafios que se colocam à humanidade, a nível ambiental, nos próximos 30 anos.

A Lusiteca, no desenvolvimento de todos os novos projetos, tem sempre presente as suas responsabilidades sociais, que vêm sendo uma preocupação constante, quer no que se refere a questões ambientais quer no que diz respeito à integração social.

Por isso, há muito que, dentro da disponibilidade de matérias-primas existentes no mercado para a sua área de atividade, designadamente no envolvimento e embalamento de todos os seus produtos, vem optando, sempre que possível, para incorporar nos seus processos produtivos e de funcionamento administrativo materiais recicláveis.

Além disso, a Lusiteca produz há já alguns anos, recorrendo à transformação de energia solar, cerca de 40% da energia elétrica de que necessita para o seu funcionamento e encontra-se, neste preciso momento, a renovar a sua frota automóvel dando preferência, sempre que tal seja viável, aos veículos híbridos e aos veículos totalmente elétricos.

Por outro lado, a água que é utilizada para refrigeração, no processo produtivo, corre em circuito fechado, sendo utilizada, tratada numa central de tratamento de águas existente nas nossas instalações e reinserida no circuito de refrigeração, contribuindo, assim, para uma redução substancial do consumo de água que é outra das grandes preocupações ao nível planetário.

Acresce que a Lusiteca tem, nos últimos anos, feito uma forte aposta na desmaterialização dos seus procedimentos administrativos, através das tecnologias de informação, tendo, dessa forma, reduzido consideravelmente o consumo de papel.

Parece, pois, não ser exagerado afirmar, que, também aqui, com enorme orgulho, a Lusiteca está na vanguarda no que diz respeito à defesa do ambiente e de uma economia sustentável, contribuindo, assim, ainda que modestamente, para a redução da sua pegada ecológica e indo ao encontro da satisfação da procura, por parte dos consumidores a nível mundial, de produtos mais sustentáveis e mais amigos do ambiente.
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