Seguros 2018 Adaptação ao digital é uma realidade

Adaptação ao digital é uma realidade

A aplicação e-SEGURNET e o lançamento da participação electrónica de acidente de trabalho demonstram a atenção da área ao processo de digitalização.
Adaptação ao digital é uma realidade

A área dos seguros sabe bem da importância crescente da tecnologia no mercado laboral. Consciente dessa realidade, o sector está a adaptar-se da melhor forma à nova realidade digital. Para o provar, José Galamba de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Seguradoras (APS), dá dois exemplos concretos: O primeiro, a e-SEGURNET, refere-se a uma aplicação que é "uma alternativa à versão em papel da declaração amigável em caso de acidente". Esta app é uma das "várias novidades que a APS tem apresentado no âmbito da sua estratégia de fomentar a digitalização do sector segurador".

 

O segundo exemplo, ainda recente, é o lançamento da participação electrónica de acidente de trabalho, que "é mais simples e de rápida concretização, habilitando a seguradora a agir de forma célere, identificando rapidamente o trabalhador acidentado, fazendo intervir os prestadores de cuidados de saúde e regularizando com o empregador os aspectos administrativos inerentes a estes processos".

 

A adaptação à nova realidade digital é bom exemplo da evolução do sector segurador. Mas o que se pode fazer mais para melhorar esta área de negócio? José Galamba de Oliveira responde que a procura constante por melhorar a actividade do sector é um "trabalho contínuo". Nesse sentido, a área prepara-se também para "dar resposta cabal às novas directivas e regulamentos europeus que, através de exigências de mais profissionalismo, mais inovação e maior transparência, pretendem dar novas garantias de protecção junto dos consumidores". Mas, explica, o sector também tem em curso "iniciativas próprias na área da literacia financeira", com o objectivo de criar nas pessoas e nas empresas uma "maior consciência do risco e da necessidade de poupança". E mantém-se atento às novas tendências e ansiedades da sociedade em geral, "identificando novos riscos e criando soluções em matéria de protecção desses mesmos riscos".

 

Aposta nos RH

 

O sector segurador está a apostar na formação dos seus recursos humanos e tem uma política de "contínua formação dos seus quadros para a sua adaptação às muitas alterações do mercado". "A formação dos nossos recursos humanos é uma prioridade", salienta José Galamba de Oliveira. "A APS tem, internamente, uma academia de formação que lecciona cursos e dá formações específicas durante todo o ano", conta e continua: "Por outro lado, como forte gerador de emprego, o sector segurador abre todos os anos largas dezenas de vagas de emprego, muitas delas inclusive para jovens licenciados."


Confiantes mas conscientes

 

As expectativas do sector segurador para este ano são positivas. Não obstante, existe a percepção de que nem tudo é linear e reconhece-se que pode haver mudanças políticas e económicas no planeta que deitem por terra todas as previsões.

 

"Em Portugal, acreditamos que continuaremos a viver um ambiente macroeconómico favorável, mas conscientes da existência de riscos significativos no domínio político e económico a nível global. Podemos assistir a níveis de incerteza e volatilidade nos mercados que podem condicionar a desejável estabilidade nos ambientes económicos e sociais em Portugal", conta José Galamba de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Seguradoras (APS), prosseguindo: "Trabalhamos, por isso, com um cenário que aponta para que se mantenha o crescimento evidenciado no ano anterior."

 

O futuro

 

Questionado sobre quais os desafios para o futuro do mercado segurador, responde que são "vários" os desafios que o sector enfrenta no curto e médio prazo. Por um lado, indica, o desafio da utilização de "novas tecnologias, quer para a melhoria dos processos associados à cadeia de valor da indústria seguradora, quer para o desenvolvimento de novas formas de comunicação com os consumidores". Depois, o desafio "regulatório" associado à necessidade de se manter um elevado grau de exigência no cumprimento de uma regulação que é "extensa e complexa". E, por último, "o desafio operacional, a procura pela recuperação da rentabilidade, sobretudo em alguns ramos como o seguro automóvel e de acidentes de trabalho, colaborando junto dos vários intervenientes na melhoria da prevenção, com o objectivo de reduzir as taxas de sinistralidade".