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Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

A importância da proteção civil e da valorização da madeira

Rui Ladeira anunciou a criação de 22 Áreas Integradas de Gestão de Paisagem (AIGP), dotadas de um mecanismo de 40 milhões de euros, a que se junta uma linha de crédito de 35 milhões de euros para prestadores de serviços e empresas da fileira florestal.

14:30
Rui Ladeira defendeu uma resposta rápida à madeira derrubada pelas tempestades e destacou novos instrumentos para apoiar o escoamento, a tesouraria da fileira e a gestão do território.
Rui Ladeira defendeu uma resposta rápida à madeira derrubada pelas tempestades e destacou novos instrumentos para apoiar o escoamento, a tesouraria da fileira e a gestão do território. Mariline Alves
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Rui Ladeira defendeu uma resposta rápida à madeira derrubada pelas tempestades e destacou novos instrumentos para apoiar o escoamento, a tesouraria da fileira e a gestão do território.

O secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, fez referência ao trabalho e ao papel da fileira do eucalipto na resposta aos efeitos das tempestades, como a Kristin, no país e na região Centro em particular, em que se procurou “manter o valor, dar um conforto aos proprietários, aos intervenientes do setor de que não há uma desvalorização do material, do património, seja individual, coletivo, empresarial, e que esse valor na cadeia é considerado e é tido em conta e não foi desvalorizado”.

Salientou na cerimónia de entrega de prémios da 5.ª edição do Prémio Floresta é Sustentabilidade.que “o sinal que deram as indústrias, em particular as que estão aqui representadas através da Biond, é positivo e é de enaltecer e agradecer”.

Rui Ladeira referiu a importância de questões de proteção civil, da valorização da madeira e do material que está tombado, e da forma musculada de resposta para garantir as acessibilidades. A este propósito, deu o exemplo da disponibilidade de “50 milhões de euros para capacitar as comunidades intermunicipais com máquinas de rastos. São 18 no país e, nesta região em particular, são cinco, para estarem a operar para garantir as acessibilidades para a gestão florestal, mas também para a prevenção contra incêndios e a proteção civil”.

PEPAC e eucalipto

Fez ainda o anúncio da criação de 22 Áreas Integradas de Gestão de Paisagem (AIGP), dotadas de um mecanismo de 40 milhões de euros, a que se junta uma linha de crédito de 35 milhões de euros para que prestadores de serviços e empresas da fileira tenham tesouraria para comprar e armazenar matéria-prima, assegurando a capacidade de escoamento nos próximos meses. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) lançará hastas públicas e criará parques de madeira para acondicionar o material tombado até que as condições de mercado sejam mais favoráveis, salientando que foram impactados cerca de 1200 hectares de matas públicas, em que há áreas com mais de 90% de destruição em Leiria, região de Alcobaça e Nazaré.

Vamos lançar medidas para apoiar a reconversão e a reinstalação de áreas florestais e tornar os Planos de Gestão Florestal mais digitais, mais tecnológicos e mais simplificados. Rui Ladeira, Secretário de Estado das Florestas

Anunciou ainda que, no âmbito do PEPAC (Plano Estratégico da Política Agrícola Comum 2023-2027), será lançada uma medida para permitir a reconversão e a reinstalação de áreas, por exemplo, da fileira do eucalipto. “Garantir apoios e que estas áreas também são consideradas e apoiadas com os recursos públicos, que será a medida, vamos lançar duas, a 325 promoção de serviços de ecossistemas, 20 milhões de euros, e melhoria do valor económico das florestas, 10 milhões de euros”. Rui Ladeira referiu ainda que estão a “ultimar uma proposta de garantir que os Planos de Gestão Florestal (PGF) sejam uma coisa completamente diferente do que tem sido até hoje. Fazer com que sejam mais digitais, mais tecnológicos e mais simplificados naquilo que é a intenção de uma estratégia, seja para o proprietário individual ou à escala da paisagem, de modo coletivo”.

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