“Quando as pequenas e médias empresas ganham voz, o país muda.” É esta a premissa do Voice Leadership Initiative, programa de formação promovido pela Nova SBE que coloca os líderes das PME no centro de um percurso intensivo dedicado à liderança, estratégia, transformação digital e sustentabilidade. Com 27 turmas a concluir o programa, três empresários explicam o impacto que a experiência teve na sua forma de liderar e na evolução das respetivas empresas.
Artur Melo, CEO da Ambifood, conheceu o programa através do IAPMEI. Na altura de decidir a inscrição, pesaram sobretudo dois fatores, a relevância dos temas para a atividade da empresa e o prestígio da instituição. “O balanço é extremamente positivo, tanto no que se refere ao modelo de formação, como aos conteúdos e aos resultados obtidos”, afirma.
Para o responsável, o formato misto, que combinou sessões presenciais com componentes assíncronas, bem como a realização descentralizada, permitiu envolver empresas de diferentes regiões do país. Mas o que mais o marcou foi a dimensão reflexiva do programa. A possibilidade de sair da rotina diária, revisitar conceitos, adquirir novos conhecimentos e reservar tempo para pensar revelou-se decisiva para consolidar aprendizagens e transformá-las em mudanças concretas. O horizonte da empresa está agora traçado sob a designação Ambifood 4.0.
Nuno Figueira, da Clínica Nova Fronteira, já conhecia bem a Nova, onde foi aluno da Faculdade de Ciências e Tecnologia, e acompanhava de perto a oferta formativa da Nova SBE. O programa deu-lhe, admite, aquilo de que mais precisava naquela fase. “Ajudou-me a criar foco e a ganhar vontade para pensar e executar tarefas que normalmente ficavam para trás e que não eram prioridades.”
Esse reforço de foco traduziu-se em mudanças visíveis dentro da empresa. A clínica redesenhou o website, criou objetivos para os colaboradores, definiu valores, propósito e estratégia, e reforçou a comunicação interna.
Também no setor da construção civil o impacto foi imediato. Anabela Lucas, gestora da Casadarte-Construção Civil, empresa de reabilitação urbana sediada em Sintra e fundada em 1991, teve conhecimento do programa através do Banco Santander. Na sua perspetiva, o Voice Leadership destacou-se por estar alinhado com os desafios concretos do quotidiano empresarial, como gerir equipas no terreno, garantir qualidade e cumprir prazos.
O aspeto que mais a marcou foi a ênfase colocada na liderança com propósito. “Perceber como a voz de um líder pode mobilizar e alinhar toda a organização para um objetivo comum foi transformador”, sublinha. O programa reforçou também a importância das práticas ESG. “Percebi que estas dimensões não são apenas tendências, mas fatores críticos para a competitividade futura”, afirma.
Na Casadarte-Construção Civil, a formação traduziu-se em mudanças concretas, com rotinas mais claras de alinhamento entre equipas, melhor partilha de informação entre obra e escritório e uma clarificação do propósito da empresa, que passou a assumir de forma mais explícita a ambição de construir com rigor, qualidade, responsabilidade e proximidade. “Este programa marca o início de uma nova fase”, diz Anabela Lucas, numa altura em que a empresa se prepara para responder aos desafios da construção verde e da digitalização.