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A bolsa de Lisboa vai continuar a subir?

A recuperação dos resultados das empresas, a descida da percepção de risco do país juntamente com os estímulos do BCE deverão sustentar a negociação na bolsa de Lisboa.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 29 de Dezembro de 2015 às 20:33
Miguel Baltazar/Negócios
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Foi um bom ano para as acções portuguesas. O PSI-20 subiu mais de 10% em 2015, destacando-se entre os melhores desempenhos na Europa. Mas, será que a bolsa nacional vai repetir a proeza em 2016? Os analistas acreditam que sim. A recuperação dos resultados e a política de estímulos na Europa deverá dar mais um ano de ganhos à praça lisboeta.

À semelhança do que aconteceu este ano, em 2016 a política monetária deverá voltar a marcar a negociação nos principais mercados. A extensão do programa de compra de activos na Europa até Março de 2017 – sendo possível que esta data volte a ser esticada – é um dos factores que deverá estimular as acções do Velho Continente, entre as quais as nacionais.

"2016 deverá ser um ano benigno para activos de risco na Europa, continuando a beneficiar de um ambiente macroeconómico mais favorável e de um BCE expansionista", argumenta Nuno Marques, gestor do IMGA Acções Portugal. Para o Caixagest, a bolsa nacional deverá seguir o comportamento das restantes bolsas europeias, sendo estas novamente uma das apostas dos principais bancos de investimento mundiais.

Num momento em que a economia europeia começa a mostrar sinais de uma recuperação mais sustentada, os analistas antecipam uma melhoria dos resultados das empresas nos próximos meses, uma evolução positiva que vai reflectir-se no desempenho da bolsa.
Em 2016 e 2017, os resultados das empresas do PSI-20 "deverão crescer 13% e 15%, respectivamente, e isso acabará por se traduzir num desempenho positiva para o principal índice português", antecipa Diogo Pimentel, gestor do Santander Acções Portugal. 

"A capacidade das empresas nacionais reforçarem os seus resultados operacionais, a evolução dos diversos enquadramentos regulatórios e fiscais sectoriais e uma eventual alteração da percepção de risco político nacional serão também factores a considerar", remata o Caixagest.
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