A agricultura como orgulho nacional
“Sinto imenso orgulho no que vai sendo feito na agricultura em Portugal, naquilo que é o nosso potencial, naquilo que se verifica que tem sido a ambição dos nossos agricultores”, afirmou João Moura, secretário de Estado da Agricultura, no encerramento da 14.ª edição do Prémio Nacional da Agricultura. Na sua visão, a agricultura portuguesa tem crescido, modernizando-se, inovando, num percurso que merece ser celebrado.
O secretário de Estado referiu-se à imagem da agricultura na sociedade portuguesa, que, na sua opinião, continua a ser distorcida, “muito contaminada com conceitos até muito negativos”.
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Um dos temas mais prementes do seu discurso foi o rejuvenescimento do setor. João Moura considerou que “a ambição dos mais jovens foi estudar cursos que lhes dessem outras valências, outras vocações, e a agricultura foi sempre considerada como uma missão de descendência familiar”.
Salientou que “o grande desafio está em aproveitar eventos como este para potenciar e contaminar os mais jovens, que possam ver aqui incentivos de uma oportunidade de negócio”. Há que “incentivar os mais novos a enveredarem por esta área com projetos que podem e devem ser altamente rentáveis, com viabilidades económicas extraordinárias, porque, de facto, Portugal tem um potencial extraordinário”.
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Elogio ao INIAV
João Moura teceu elogios aos candidatos ao PNA, porque “os projetos que aqui apresentaram foram elucidativos e reveladores daquilo que é uma imagem da nossa capacidade e da nossa produção”, elogios esses que foram extensivos aos membros do júri, pela dedicação e empenho.
Aproveitou também para prestar uma homenagem pública ao INIAV, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, que considera ser “um orgulho da agricultura nacional pelo apoio que dá. Passa muito despercebida a sua missão. Temos polos espalhados por todo o território nacional, muito diversificado, e que, naquilo que é um trabalho de componente de apoio, de retaguarda para os agricultores”. Segundo o secretário de Estado, o instituto tem investigadores a estudar desde o comportamento dos insetos até às novas variedades resistentes a doenças, num trabalho científico de retaguarda, essencial, mas invisível para a maioria dos portugueses.
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Durante décadas, o país lamentou a sua pequena dimensão geográfica como uma desvantagem competitiva, recordou João Moura. Mas, na sua opinião, se “compararmos os nossos produtos com quaisquer outros no mundo inteiro, dentro das mesmas gamas, Portugal está sempre no top da qualidade”. Na sua conclusão, referiu que se terá de “dizer ao mundo que Portugal tem, de facto, o melhor que há no mundo, seja a nossa cortiça, seja o nosso peixe, seja a nossa pera, o nosso queijo, o nosso enchido, o nosso azeite”
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