António Rios de Amorim em busca do novo sobreiro
“Hoje fazemos ainda mais do que inovar. Ousamos”, afirmou António Rios de Amorim, presidente e CEO da Corticeira Amorim, quando recebeu o Prémio Personalidade do Prémio Nacional de Agricultura. A ousadia tem nome e tem escala. É um projeto estruturado em três eixos, que são a investigação e desenvolvimento, os viveiros e o plantio de sobreiros em 8 mil hectares. O objetivo é tão ambicioso quanto simbólico, e, para o explicar, enunciou um ditado português. “Planta-se eucalipto para nós, pinheiros para os filhos e sobreiros para os netos”.
António Rios de Amorim, 58 anos, é licenciado em Comércio pela Universidade de Birmingham, e fez pós-graduações em Gestão de Empresas no INSEAD, Columbia e Stanford, e um diploma em enologia pela Universidade de Bordéus. Entrou para o Grupo Amorim em 1989, está nos negócios da cortiça desde 1996 e é presidente e CEO da Corticeira Amorim desde 2001. Presidiu à Confederação Europeia da Cortiça entre 2003 e 2010 e, durante três mandatos, até 2012, liderou a Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR).
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Lideranças mundiais
Sob a sua liderança, o grupo empresarial português retomou a hegemonia ameaçada, ganhando armas para se bater com vedantes concorrentes de plástico ou alumínio e, através da APCOR, a indústria da cortiça experimentou um reconhecido renascimento, consolidando Portugal como incontestável líder mundial do setor.
“Portugal é líder mundial, a Corticeira é líder mundial, e isso dá-nos responsabilidades acrescidas para fazer com que algo que é tão único, tão português, como a cortiça, continue a singrar e a ter sucesso no mundo”, disse António Rios de Amorim, que sucedeu na liderança das empresas corticeiras a uma lenda empresarial, Américo Amorim, seu tio.
O galardão foi recebido “em nome dos 4.500 colaboradores que trabalham diariamente na Corticeira Amorim”, o que traduz bem a cultura de uma empresa que, nas suas palavras, tem “156 anos com a nossa família a trabalhar neste produto”. Uma história longa, mas com “este sinal da aposta futura, com essa crença de que o melhor ainda está para vir, que realmente, para quem, como nós, é líder, temos esta responsabilidade de apontar caminhos”, concluiu António Rios de Amorim.
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O Prémio Nacional de Agricultura define-se como prémio que dá voz à agricultura em Portugal, distinguindo e divulgando os exemplos de excelência da agricultura, agroindústria, florestas e pecuária, com as suas categorias focadas na sustentabilidade e inovação. Está na 14.ª edição e é uma iniciativa do Correio da Manhã e do Jornal de Negócios em parceria com o BPI, que conta com o alto patrocínio do Ministério da Agricultura e Mar e com o apoio da PWC.
As candidaturas foram analisadas pela PwC e posteriormente avaliadas pelos membros dos dois comités técnicos: o da categoria sustentabilidade, presidido por José Pedro Salema, e o da categoria inovação, presidido por Amândio Santos. Após as avaliações destes comités, coube ao júri do prémio a seleção dos grandes vencedores desta décima quarta edição.
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José Pedro Salema (presidente), Ana Salomé Dias, Helena Freitas, João Mira, João Nunes, Orlando Rua, Pedro Guerreiro, Rita Estácio e Tiago Simões de Almeida.
Amândio Santos (presidente), Alexandra Leitão, António Isidoro, Filipe Núncio, Frederico Falcão, Jorge Tomás Henriques, José João Parrão, Maria Cândida Marramaque, Mariana Matos, Paula Alves e Tiago Costa.
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Ana Rosas Oliveira (Presidente), Álvaro Mendonça e Moura, António Mexia, António Vicente, Emílio Gomes, Firmino Cordeiro, Luís Braga da Cruz, Maria Custódia Correia, Maria João Fernandes e Pedro Santos.
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