Os “Fazedores” da agricultura portuguesa

Isabel Rodrigues alertou para o impacto crescente das alterações climáticas na agricultura, sublinhando que os extremos climáticos já afetam de forma concreta a produção, o rendimento, a gestão da água, a organização do território e a capacidade de resposta da cadeia agroalimentar.
Isabel Rodrigues destacou o papel estratégico da agricultura portuguesa e alertou para a necessidade de adaptação de um setor cada vez mais exposto aos impactos climáticos.
Fernando Costa
Filipe S. Fernandes 15:00

A agricultura está hoje na linha da frente de transformações profundas que já não podem ser ignoradas. O aviso foi deixado por Isabel Rodrigues, Chief Digital Marketing Officer da Medialivre, que detem os títulos Correio da Manhã e o Jornal de Negócios, parceiros do BPI no Prémio Nacional da Agricultura. Na cerimónia, a responsável destacou a dimensão alcançada pela iniciativa ao longo de 14 anos, período em que foram analisadas mais de 11.500 candidaturas de agricultores, empresas, instituições e projetos distinguidos pela sua capacidade de inovar e crescer de forma sustentável. Na sua leitura, o prémio continua a refletir a vitalidade, a diversidade e a ambição de um setor estratégico para o futuro.

A agricultura está hoje na linha da frente das transformações profundas que não podem ser ignoradas. Isabel Rodrigues, Chief Digital Marketing Officer da Medialivre

Isabel Rodrigues sublinhou ainda que os extremos climáticos já têm efeitos concretos na produção, no rendimento, na gestão da água, na organização do território e na capacidade de resposta da cadeia agroalimentar. Defendeu, por isso, a necessidade de planeamento, investimento, ciência, inovação, modernização tecnológica e políticas públicas orientadas para a adaptação.

O papel da agricultura

Na sua opinião, os projetos candidatos ao PNA “mostram que é possível produzir melhor, inovar mais, usar os recursos de forma inteligente, criar riqueza, gerar emprego e responder aos grandes desafios do nosso tempo, com ambição e responsabilidade”.

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Isabel Rodrigues alargou ainda a perspetiva sobre o papel da agricultura na sociedade portuguesa. “A agricultura em Portugal é hoje muito mais do que um setor tradicional. É um setor de autonomia estratégica, de segurança alimentar e desenvolvimento territorial, para a fixação das populações e para o equilíbrio do território. E é também um setor onde a tecnologia, a modernização e a capacidade de inovação fazem cada vez mais a diferença”.

Evocando o Padre António Vieira, Isabel Rodrigues deixou uma máxima. “Somos o que fazemos. O que não se faz, não existe. Portanto, só existimos nos dias em que fazemos”. Dirigindo-se aos presentes, agricultores, empresários e investigadores, concluiu. A todos os fazedores aqui presentes, muito obrigada”.

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