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A sociedade civil de Sócrates

Uma das queixas que se ouve com frequência é a do reduzido peso da sociedade civil em Portugal. Uma queixa que, não raro, é feita por membros do Governo: primeiro-ministro incluído.

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É uma crítica justa: influenciados por um quadro mental herdado do anterior regime, os portugueses dão-se bem com o paternalismo de Estado. Mesmo os empresários...

É por isso de saudar iniciativas como o "Compromisso Portugal". A menos que não fosse porque o movimento faz o que outros não fazem: apresenta propostas concretas. Pode-se discordar delas, pode-se achar que têm limitações... Mas não se pode dizer que não há ali uma filosofia coerente, ou que são propostas irrealistas. Algumas são tão simples que se assemelham ao "Ovo de Colombo", como a sugestão para informatizar os processos da Administração Pública (v.g. licenciamentos).

Como explicar então que, perante um dos movimentos mais vibrantes da sociedade, o primeiro-ministro não tenha recebido os promotores? Arrogância? Receio de ser confrontado com soluções (Segurança Social) que, por complexo ideológico, rejeita? A "colagem" da iniciativa ao Presidente (via Alexandre Relvas, figura de proa do movimento)? Seja o que for, e se calhar é um pouco de tudo, o gesto revela uma coisa: Sócrates desconfia da sociedade civil.

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