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João Matos Fernandes: “Descarbonizar é a única opção para limitar o aumento da temperatura do planeta”

Alcançar a neutralidade carbónica até 2050 é o objetivo com que Portugal e a Europa se comprometeram e para o qual é necessário mudar todo um paradigma instalado na sociedade.

Negócios 09 de Setembro de 2021 às 21:20
João Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente e da Ação Climática
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As alterações climáticas acarretam custos insuportáveis para o planeta e para a humanidade. Neste sentido, "descarbonizar não só compensa como é a única opção para limitar o aumento da temperatura média do planeta e evitar alterações climáticas catastróficas", refere João Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente e da Ação Climática, no âmbito da talk "Descarbonização: Atuar já compensa", organizada pelo Jornal de Negócios.

A transição de uma economia linear e dependente de combustíveis fósseis para uma economia circular baseada em recursos renováveis é, também ela, geradora de uma nova dinâmica na própria economia. "Alcançar a neutralidade carbónica em Portugal exige investimentos na ordem de um bilião [n.r.: mil milhões] de euros até 2050, dos quais cerca de 85% serão investimento privado", refere o ministro. Além disso, como o mercado financeiro está também a integrar princípios de sustentabilidade, tal "permitirá alavancar uma nova economia verde através do investimento privado. Aqueles que se posicionarem neste novo mercado terão certamente mais facilidade no acesso ao financiamento, maior resiliência e consequentemente maior competitividade".

Com os objetivos traçados e postos no papel, é preciso verbas para os executar. O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) traz valores para recuperar a economia do impacto da pandemia de covid-19 e apoiar também nesta transição verde. "O plano nacional vai mais longe do que a obrigação europeia ao dedicar 38% do financiamento à transição climática nos vários setores de atividade. Um investimento total de 6.300 milhões de euros e sem prejudicar nunca o ambiente, cumprindo com o princípio basilar do investimento sustentável", refere Matos Fernandes.

Assim, com o PRR, o REACT- EU, o próximo quadro financeiro plurianual, Portugal terá acesso a mais de 12 mil milhões de euros para alocar à transição verde.

Reveja aqui a Talk.

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