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Mais de 15 mil milhões de notas e moedas desactualizadas continuam por trocar

Portugal está em décimo lugar na lista de países que mais moeda antiga ainda detém. O problema é que, por cá, o banco central já não permite trocar moeda de escudos por euros.

Mariana Adam marianaadam@negocios.pt 06 de Abril de 2017 às 13:55
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Portugal está em décimo lugar na lista de países onde ainda existem mais moedas e notas desactualizadas: são mais de 400 milhões de escudos por trocar. A lista de 19 países divulgada esta quinta-feira, dia 6 de Abril, pela Bloomberg, é encabeçada pela Alemanha - com cerca de 6,5 mil milhões de marcos.

 

Contas feitas são mais de 15 mil milhões de euros de moeda e notas fora de circulação que ainda existem - algures esquecidos em gavetas, perdidos nos sofás ou guardados para recordação – nos países da zona euro. Para dar a noção da grandeza deste número a Bloomberg lembra que este valor é o equivalente às importações anuais da Letónia.

 

A maioria destes ‘tesouros escondidos’ são marcos alemães. Embora este país tenha sido um dos primeiros a adoptar a moeda única, o banco central alemão determinou que trocar "indefinidamente (..) quantidade ilimitadas" da antiga moeda pela nova. 

Nos antípodas está o Banco de Portugal que três meses depois de ter terminado a fase introdução do euro (2002), deixou de trocar moedas, o que fez com que 48% dos escudos ainda existentes deixassem de ter qualquer valor, sublinha a Bloomberg. Em 2005 terminou o prazo para as notas de 20 escudos, seguindo-se as de 50 escudos em 2006 e as de 100 escudos em 2011.

Os dados do Banco de Portugal, do relatório de emissão monetária de 2016, revelam que 15 anos depois da introdução da moeda única - 1 de Janeiro de 1999 -, ainda existem 19,6 milhões de notas de escudo, um terço das quais são de cinco contos. As últimas notas de escudo que ainda podem ser trocadas valem 154,7 milhões de euros. O banco central português determina que as notas de escudo "só podem ser trocadas até ao dia útil anterior à respectiva data de prescrição". 

Ainda de acordo com a Bloomberg, cerca de um terço do total destes 15 mil milhões de euros fora de circulação já não vale nada, porque 12 dos bancos centrais nacionais, como França, Itália, Finlândia, Grécia e Portugal, decidiram por uma data limite ao câmbio de moedas e algumas notas.

 

A mesma fonte refere que o final dos prazos para o câmbio tem sido uma dor de cabeça para quem falhou a possibilidade de trocar fortunas. O Banco da Itália foi condenado a resgatar 2,5 milhões de euros de liras o ano passado depois que cidadãos terem apresentado queixa em ao tribunal constitucional do país pelo banco central ter mudado inesperadamente o fim do prazo em três meses, em 2011.

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