Mercados Ordenado na CGD já não chega para evitar manutenção de conta

Ordenado na CGD já não chega para evitar manutenção de conta

O banco público vai implementar, a partir de Setembro, maiores requisitos para isentar de custos as contas à ordem.
Ordenado na CGD já não chega para evitar manutenção de conta
Tiago Sousa Dias/Correio da Manhã
Patrícia Abreu 07 de junho de 2017 às 22:00
A CGD vai rever, a partir de Setembro, as condições a quem concede isenção de manutenção de conta. De acordo com uma alteração ao preçário comunicada pelo banco no seu site, apenas quem domiciliar o rendimento e mantiver cartões de débito e crédito associados à conta, ambos com utilização nos últimos três meses, é que fica isento de pagar esta comissão.

O banco público vai introduzir novas alterações ao seu preçário, desta vez nas condições para a isenção de comissão de manutenção de conta. E ter conta-ordenado já não é suficiente para evitar o pagamento destes custos.

Para não pagar custos na conta à ordem, os clientes terão que manter a domiciliação de rendimento e um cartão de débito e um cartão de crédito, ambos com utilização nos últimos três meses, adianta o banco numa comunicação de alteração de preçário, que entra em vigor a 1 de Setembro.

Poderão ficar isentos também clientes com contas à ordem que tenham aplicações financeiras associadas, desde que um dos titulares "tenha património financeiro com saldo médio mensal igual ou superior a € 5.000 no somatório das suas contas".

Além deste requisito, o primeiro titular da conta à ordem a isentar tem ainda de ser "o primeiro titular de uma Conta Caixa (solução multiproduto) ou o primeiro titular de uma conta à ordem com domiciliação de rendimento e um cartão de débito e um cartão de crédito, ambos com utilização nos últimos três meses".



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mais votado Anónimo 08.06.2017

Negócio insolvente, cheio de excedentários, vira-se para o aumento das comissões aos clientes

comentários mais recentes
Anónimo 12.06.2017

Será desta que terei de sair com o meu dinheiro da CGD... Veremos...

bazanga 10.06.2017

Quem não tem empréstimo habitação, que mude já.

Anónimo 08.06.2017

O que mais deve preocupar os portugueses junto do sector financeiro são os conflitos de interesse e as quebras do dever fiduciário. Conflitos de interesse como aqueles que se prendem com os resgates estatais e subsídios constantes à banca, aos banqueiros e, é bom nunca esquecê-lo, aos milhares de bancários e ex-bancários, agora aposentados, deste país. Isto constitui um onerosíssimo custo de oportunidade. As quebras de dever fiduciário prendem-se com situações de alterações de termos de contrato que prejudicam os clientes, comissões ocultas, aumento indiscriminado de comissões, burocracias anacrónicas, etc. Isto constitui um onerosíssimo custo de contexto.

Anónimo 08.06.2017

Dizem mal da CGD que chegou onde chegou porque é um Banco público e coisa e tal. Mas quando se pretende ter uma gestão da CGD semelhante aos Bancos privados (e as comissões no privado estão acima da CGD), já não querem pagar.
Na verdade estas pessoas gostavam é que a CGD pública acabasse e pronto.

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