O mercado de trabalho está a exigir profissionais capazes de responder a desafios cada vez mais diversos. Inteligência artificial, transformação tecnológica, liderança, regulação, marketing e novas dinâmicas empresariais estão a alterar as competências necessárias para acompanhar organizações em mudança. É neste contexto que a Portucalense Business School reforça, para 2026/27, uma oferta de formação executiva mais diversificada e especializada.
A escola mantém algumas das suas apostas estruturantes, como o MBA Executivo, a pós-graduação em Marketing Digital, Business Intelligence & IA, agora com maior enfoque na inteligência artificial, e os programas na área do direito, nomeadamente Direito Bancário e Direito dos Valores Mobiliários. A estas propostas junta novas formações em áreas como liderança, inteligência artificial, marketing, direito, saúde, turismo, mobilidade e artes digitais.
Entre as novidades estão o Strategic Brand Leadership, o Programa Intensivo em Liderança com Propósito, o Short Master em Digital Media Arts e o Programa Executivo de Direito, Regulação e Governação da Inteligência Artificial. Para Marta Lopes Ferreira, coordenadora executiva da Portucalense Business School, esta diversidade é também uma consequência da própria estrutura da Universidade Portucalense. “O facto de a Universidade Portucalense ter seis áreas de especialização permite-nos ter uma oferta mais diversificada e interdisciplinar”, refere.
A estratégia não passa, contudo, apenas por disponibilizar mais programas. A questão é responder à transformação das funções e das competências necessárias para trabalhar e liderar em ambientes empresariais cada vez mais complexos.
“A capacidade de antecipar, adaptar e decidir” é, para Marta Lopes Ferreira, uma das características que poderão distinguir os líderes mais preparados em contextos marcados pela inteligência artificial, pela transformação tecnológica e pela pressão sobre as organizações. Nesse cenário, a competência técnica continua a ter um papel fundamental, mas já não chega por si só. “Os profissionais mais preparados serão aqueles que conseguirem combinar competências digitais e analíticas com pensamento crítico, inteligência emocional, criatividade e capacidade de liderar a mudança”, explica a responsável.
A combinação entre conhecimento especializado e competências de decisão ajuda também a perceber a forma como a escola olha para o valor da formação executiva. “Para a Portucalense Business School, uma formação verdadeiramente relevante não se mede pelo número de certificações que acrescenta ao currículo, mas pelo impacto que é capaz de gerar na carreira do profissional e, simultaneamente, nas organizações onde este atua”, refere Marta Lopes Ferreira.
É uma mudança de perspetiva com consequências na própria forma como os programas são concebidos. O valor da aprendizagem passa a ser aferido também pela sua capacidade de ser transportada para o contexto profissional. Marta Lopes Ferreira afirma que a diferença “está naquilo que acontece depois da sala de aula. O conhecimento só ganha verdadeiro valor quando é aplicado à resolução de problemas, à tomada de decisão e à melhoria do desempenho profissional.”
Por isso, a escola aposta numa componente prática assente em estudos de caso, simulações, projetos colaborativos e desafios concretos das organizações. A intenção é aproximar a aprendizagem das situações que os profissionais encontram no exercício das suas funções e criar condições para que o conhecimento adquirido possa ser utilizado na prática.
Formar para transformar
A proximidade empresarial é outra componente da estratégia. Segundo Marta Lopes Ferreira, o desenvolvimento conjunto de programas com empresas e parceiros permite identificar necessidades reais do mercado e transformá-las em conteúdos, metodologias e experiências de aprendizagem. Nos programas customizados, esta lógica é levada mais longe. A escola acompanha a aplicação dos conhecimentos durante a formação, avalia a sua adequação aos desafios concretos da organização e pode ajustar estratégias e conteúdos sempre que necessário. “Mais do que formar para obter uma certificação, procuramos formar para transformar: transformar competências em capacidade de decisão, conhecimento em ação e aprendizagem em resultados concretos para os profissionais e para as organizações”, acrescenta a responsável.
A avaliação do investimento em formação é outro dos pontos em que a exigência das empresas está a aumentar. Já não basta saber quantas pessoas frequentaram um programa ou qual foi a sua satisfação no final. “As empresas querem perceber cada vez mais o que muda depois da formação”, destaca Marta Lopes Ferreira.
Para a Portucalense Business School, o retorno deve ser observado através da aplicação das competências, da melhoria do desempenho, da capacidade de inovação, do impacto nas equipas e dos resultados obtidos pela organização. A escola valoriza também a recomendação dos participantes e o acompanhamento das suas trajetórias profissionais, considerando que os efeitos da formação podem ser avaliados no médio e no longo prazo.
A dimensão internacional completa, no caso do MBA Executivo, esta preparação. A International Week, realizada na ICN Business School, em Paris, inclui formação e visitas empresariais e permite aos participantes contactarem com outros mercados, culturas e modelos de gestão.