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O novo executivo está sempre a aprender

Transformação tecnológica e económica está a encurtar o prazo de validade das competências e a formação executiva é a ferramenta estratégica para profissionais e organizações que querem acompanhar a transformação.

21 de Setembro de 2026 às 14:40
Óscar Afonso
Óscar Afonso DR

O modelo em que a aprendizagem se concentrava numa fase inicial da carreira está ultrapassado. “Num contexto de transformação acelerada, a aprendizagem ao longo da vida deixou de ser uma opção para passar a ser uma exigência profissional”, confirma Óscar Afonso, diretor da . De acordo com este responsável, as competências “têm ciclos de vida mais curtos e os profissionais precisam de se atualizar continuamente para manterem a sua relevância e competitividade”.

A mudança altera também o papel atribuído à formação executiva. Se há uma década era sobretudo associada à valorização do currículo, hoje, Óscar Afonso garante que a formação executiva é muito mais do que um elemento de valorização curricular. “Os profissionais procuram cada vez mais adquirir competências que lhes permitam liderar a mudança, tomar melhores decisões e gerar impacto nas suas organizações”, afirma o responsável.

A formação passa, assim, de ser vista como um elemento diferenciador para passar a ser um instrumento de atualização contínua, em contextos nos quais o que um profissional sabe hoje pode deixar de ser suficiente amanhã.

Os profissionais procuram cada vez mais adquirir competências que lhes permitam liderar a mudança, tomar melhores decisões e gerar impacto nas suas organizações. Óscar Afonso, diretor da FEP Faculdade de Economia e Gestão da Universidade do Porto.

Executivo mais preparado para a complexidade

A transformação está também a fazer surgir um perfil diferente de liderança. O executivo que emerge deste novo contexto é, segundo Óscar Afonso, mais adaptável e mais disponível para aprender ao longo da carreira. É também alguém que precisa de cruzar áreas de conhecimento.

A especialização continua a ter valor, mas já não chega quando as decisões empresariais envolvem simultaneamente tecnologia, negócio, pessoas, sustentabilidade e inovação. “É um profissional que combina visão estratégica com literacia digital, que valoriza a tomada de decisão baseada em evidência e que compreende a importância da sustentabilidade, da inovação e da colaboração”, explica o responsável.

A capacidade de integrar conhecimento de diferentes domínios ganha importância numa realidade empresarial que a cada dia se revela mais complexa. “O líder do futuro é menos especialista numa única área e mais capaz de integrar conhecimento de diferentes domínios”, constata Óscar Afonso.

Articulação entre tecnologia e julgamento

A inteligência artificial está a acelerar a transformação de perfil e a alterar a forma como os executivos têm de compreender o negócio. Não significa, necessariamente, que todos tenham de adquirir competências técnicas profundas. Significa que precisam de saber interpretar novas ferramentas e compreender o impacto que estas podem ter na tomada de decisão e nos modelos de negócio.

Pensamento crítico, comunicação, inteligência emocional, negociação e colaboração ganham peso precisamente porque a liderança continua a depender da capacidade de interpretar contextos e trabalhar com pessoas. “Os executivos precisam de combinar competências analíticas e tecnológicas com capacidades humanas difíceis de automatizar”, afirma Óscar Afonso.

Uma oferta alinhada com novas necessidades

É neste contexto de articulação de conhecimentos que a FEP apresenta, para 2026/2027, uma oferta alargada de mestrados executivos e cursos avançados. A expansão procura responder à procura crescente por programas que combinem rigor académico, aplicação prática e flexibilidade. A estratégia acompanha áreas que estão a ganhar relevância nas organizações, entre as quais transformação digital, análise de dados, sustentabilidade, inovação, internacionalização e liderança.

Entre as propostas está o mestrado executivo em Business Analytics, dirigido também a profissionais que precisam de compreender o papel dos dados, do machine learning e da inteligência artificial na gestão, sem procurarem necessariamente uma formação para se tornarem especialistas técnicos. A procura que a FEP identifica neste programa reflete precisamente essa necessidade. São profissionais interessados em interpretar informação, compreender modelos analíticos e utilizar ferramentas de análise para apoiar decisões estratégicas.

Formação com impacto para lá da sala de aula

A relevância de um programa executivo não termina quando o participante conclui a formação. Para a FEP, o verdadeiro teste está na capacidade de aplicar o conhecimento adquirido e produzir mudanças concretas. “O impacto mede-se através da transformação que os participantes conseguem levar para as suas organizações”, explica Óscar Afonso. Essa transformação pode traduzir-se em melhorias de desempenho, novos projetos, maior capacidade de inovação, progressão profissional ou criação de valor para clientes e stakeholders.

O acompanhamento dos percursos dos participantes e a recolha de evidências sobre a aplicação dos conhecimentos são, por isso, elementos importantes para avaliar esse impacto.

Óscar Afonso
FEP DR
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