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Selassie: "PME continuam a ter dificuldades em aceder ao crédito"

O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para Portugal explicou em entrevista à Lusa que apesar começarem a existir sinais de melhorias nas condições de financiamento às empresas, as pequenas e médias empresas continuam de fora.

Lusa 24 de Março de 2013 às 18:43
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"As pequenas e médias empresas continuam a ter dificuldades em aceder ao crédito", sublinha o responsável do FMI, notando que o Governo lançou várias iniciativas para tentar resolver este problema, mas o FMI considera que estas terão de ser analisadas mais de perto.

 

Ainda assim, segundo o responsável máximo pela missão técnica do FMI em Portugal, com o completar da recapitalização dos bancos já existe uma base mais firma para que o crédito à economia volte a crescer, e que alguns sinais já estão a surgir no que toca às grandes empresas e empresas exportadoras.

 

Eis o que pensa Abebe Selassie sobre:

 

Projeções e metas orçamentais

 

"Foram divulgadas projecções macroeconómicas, dados das contas nacionais, apenas uns dias antes do início da missão, com os desenvolvimentos do quarto trimestre. Estes números mostram realidades muito diferentes do que esperávamos em especial relativamente ao crescimento e no desemprego".

 

"Sempre dissemos que a composição das medidas para alcançar as metas do défice é da responsabilidade do Governo".

 

"As metas do défice estão a ser revistas para garantir que não é criada uma pressão indevida sobre o produto interno bruto ao continuar a perseguir as metas originais"

 

"Não existe muito mais a ser feito ou que não esteja ser pensado para tentar estimular o crescimento"

 

"As projecções do programa, o desenho do programa dependem de um certo estado do Mundo. É um processo dinâmico que requer que os pressupostos sejam revistas conforme necessário."

"Reduzir o défice orçamental, conter a dívida, estes objectivos abrangentes do programa têm de continuar no caminho certo, o programa tem de continuar no caminho certo."

 

Reforma do Estado e cortes na despesa

 

"Este objectivo da reforma do Estado é algo que vai levar muitos anos".

 

Desemprego

 

"Penso que a única forma duradoura de criar os empregos que Portugal tão desesperadamente precisa é realmente tentar completar o processo de ajustamento tão rápido quanto possível"

"É realmente muito pior que o esperado"

 

 

Indemnizações por cessação de contrato de trabalho

 

"Esta é uma área onde estamos a mostrar pragmatismo, flexibilidade e a tentar acomodar melhor os diferentes interesses"

 

Desenho do programa

 

"O objectivo das revisões do programa é tentar calibrar o programa e continuar a conseguir o equilíbrio certo. É isso que fazemos nas revisões, refinar e calibrar o programa, e garantir que os objectivos mais abrangentes continuam a ser prosseguidos."

 

"É importante não esquecer que foram alcançados progressos importantes no programa, com reformas estruturais no mercado laboral e no mercado de produto cujos resultados devem demorar a surgir, mas estas reformas vão realmente deixar Portugal no bom caminho."

 

Sector financeiro

 

"O sector financeiro no geral parece muito bem. Com esta recapitalização finalizada penso que existe uma base muito melhor para que o volte o crescimento do crédito e já vemos alguns sinais encorajadores de que a as condições estão a melhorar."

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