Abstenção em crescendo até aos 40% em 2009
Em 13 actos eleitorais, a abstenção só desceu em três, sendo que rapidamente recuperou, atingindo níveis nunca vistos na era democrática.
Nas eleições de 2009, que deram a segunda vitória ao PS, liderado por José Sócrates, sem uma maioria absoluta, a abstenção foi de 40,32%.
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E desde as eleições de 1991 que esta taxa supera os 30%. Naquele ano, Cavaco Silva venceu as terceiras legislativas, enquanto primeiro-ministro, tendo conseguido a sua segunda maioria absoluta.
Apenas em três actos eleitorais houve uma redução, tudo em momentos cujas circunstâncias não eram “normais”.
A primeira descida da abstenção ocorreu em 1980. Um ano antes tinham decorrido eleições intercalares, onde, pela primeira vez desde o 25 de Abril, a vitória foi da direita, com a Aliança Democrática (AD) a vencer as eleições com 42,52% dos votos. Mas na altura já se sabia que ia decorrer um novo acto eleitoral em 1980. Nestas eleições, Sá Carneiro saiu reforçado, com a AD a conseguir 44,91% dos votos. Entre estes dois actos eleitorais, a abstenções diminuiu de 17,13% para 16,06%.
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Uma das outras duas vezes em que a abstenção diminuiu foi em 2002, onde o PSD liderado por Durão Barroso ganhou, após António Guterres se ter demitido na sequência de uma derrota nas eleições autárquicas de 2001. A abstenção em 2002 desceu para 38,52% dos anteriores 38,91%.
Em 2005, quando José Sócrates venceu as primeiras eleições legislativas, após a dissolução da Assembleia da República provocada pelo Presidente da República (Jorge Sampaio), a abstenção voltou a diminuir para 35,74%, o nível mais baixo desde as eleições de 1995.
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