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BCE impediu Revolut de lançar novos produtos antes que "deficiências" fossem retificadas

O Banco Central Europeu pediu à "fintech" mais valiosa da Europa para retificar "deficiências" no lançamento de produtos financeiros, uma das características que tem potenciado o rápido desenvolvimento do neobanco. Já com o regulador britânico tinham existido diferendos.

A Revolut está a levar a cabo uma venda de ações que a pode avaliar em 115 mil milhões de dólares.
A Revolut está a levar a cabo uma venda de ações que a pode avaliar em 115 mil milhões de dólares. Nikos Pekiaridis/NurPhoto
15:07
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O Banco Central Europeu (BCE) agiu no ano passado sobre as operações da Revolut, colocando restrições no braço europeu da "fintech" mais valiosa do continente, devido a preocupações com a rapidez na aprovação de novos produtos financeiros. A informação é avançada pelo Financial Times que cita fontes próximas destes processos.

Foi no verão do ano passado que o BCE impediu o neobanco de lançar novos produtos no Espaço Económico Europeu (EEE) até que estivessem retificadas "deficiências" nos processos de aprovação. Estas correções incluíram uma auditoria independente aos procedimentos de risco, "compliance" e legais responsáveis pelo lançamento de novos produtos na Europa.

Fora do Velho Continente, as restrições ao braço europeu da Revolut foram ainda mais apertadas pelo supervisor da banca, impedindo a instituição de angariar novos clientes e realizar aquisições em países fora da Europa.

Estas restrições, impostas pelo BCE, são um entrave à estratégia da Revolut que tem autonomeado os trabalhadores como "mísseis autoguiados", uma vez que lhes é dada elevada liberdade para desenvolverem e lançarem produtos com supervisão limitada. Esta estratégia tem sido um dos principais fatores impulsionadores do negócio da "fintech" mais valiosa da Europa.

Este aparente choque com o supervisor financeiro não é o primeiro. No Reino Unido, onde o neobanco tem atualmente a sua sede, o cofundador e CEO Nik Storonsky chegou a criticar a demora no processo antes de ter obtido uma licença bancária para operar no país, afirmando que os responsáveis do regulador britânico eram demasiado lentos e "orientados por princípios"..

As restrições do BCE evidenciam as tensões entre as "fintechs" em rápido crescimento e o efeito disruptivo na banca tradicional, por um lado, e os reguladores encarregados de proteger o consumidor e limitar os riscos para o sistema financeiro em geral, por outro.

O Financial Times não conseguiu confirmar se as restrições impostas pelo supervisor já foram levantadas, mas a empresa tem vindo a lançar novos produtos no último ano. Atualmente, a Revolut está a levar a cabo uma venda de ações que a pode avaliar em 115 mil milhões de dólares.

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