Actuação dos governos para salvar bancos é positiva

O Banco Central Europeu considera que a actuação dos governos nas últimas semanas, para salvar instituições europeias como o Fortis, o Dexia e o Hypo é positiva e afirma que os executivos europeus têm que assumir as suas responsabilidade, afirmando que o BCE não pode agir sozinho.
Susana Domingos 02 de Outubro de 2008 às 14:39

O Banco Central Europeu considera que a actuação dos governos nas últimas semanas, para salvar instituições europeias como o Fortis, o Dexia e o Hypo é positiva e afirma que os executivos europeus têm que assumir as suas responsabilidade, afirmando que o BCE não pode agir sozinho.

Perante a turbulência do mercado monetário e a necessidade de intervenção dos governos europeus para salvar diversas instituições financeiras, como o Fortis,

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“o BCE tem sido exemplar no fornecimento da liquidez necessária ao funcionamento do eurositema. Temos sido lúcidos e certos na nossa actuação”, afirma Trichet.

Quanto à intervenção dos governos europeus para salvar instituições como o Fortis, o alemão Hypo, por exemplo, Trichet afirma: “considero apropriado que os governos assumam, eles próprios, as suas responsabilidades” para garantir a normalização do mercado monetário e das instituições financeiras europeias.

“O BCE já demonstrou que está disposto a actuar de todas as formas possíveis para fornecer toda a liquidez possível, mas há casos em que precisamos que os governos actuem”, afirmou o presidente do BCE, considerando, ainda assim, que a Europa não necessita de um plano Paulson.

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“Os cidadãos europeus podem contar com o BCE para manter a estabilidade dos preços que garanta a normalização do mercado e os bancos podem contar connosco para que forneçamos a liquidez necessária”, afirma Trichet. Mas “apelo a todos os participantes do mercado, a todas as instituições que têm estado a subavaliar os riscos” para que corrijam a sua actuação”.

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