Preços dos medicamentos vão "inevitavelmente" subir, avisam as farmacêuticas
Os preços dos medicamentos vão ter de aumentar "mais tarde ou mais cedo", avisa o presidente da Associação da Indústria Farmacêutica (Apifarma).
Em entrevista ao Negócios e Antena 1, João Almeida Lopes explica que a inflação e a pressão política deverão levar a uma aproximação entre os preços praticados na Europa e nos Estados Unidos. "Isso vai acontecer mais tarde ou mais cedo", diz, argumentando que "a inflação e o que ela acarreta, e, por outro lado, a pressão política irão no sentido de os preços europeus se aproximarem dos preços americanos".
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"O petróleo tem um peso enormíssimo nos transportes, em tudo que está ligado à energia e que de alguma maneira acaba por causar inflação, mas também nos derivados do petróleo. Às vezes esquecemos os plásticos, vidros, alumínios, e no caso dos medicamentos isso é muito importante. São coisas que inevitavelmente vão subir de preço e os transportes já estão a subir. Acresce a questão das tarifas do Sr. Trump, que já vinha a fazer alguma pressão sobre os preços", descreve João Almeida Lopes.
Na visão da Apifarma, o problema já vinha de trás. "A verdade é que nós temos na Europa preços substancialmente mais baixos do que nos Estados Unidos. A inovação, os medicamentos inovadores, a maior parte vem dos Estados Unidos. Apesar da balança de pagamentos líquida, em termos de medicamentos, ser das áreas mais rentáveis da Europa, mas a verdade é que a Europa, em termos de inovação, tem vindo a perder para os Estados Unidos. Os preços nos Estados Unidos são muito mais altos do que na Europa. A Europa tem ao longo dos anos esmagado os preços das tecnologias de saúde, mas especialmente dos medicamentos".
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É uma entrevista que pode ler na íntegra nesta segunda-feira.
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