Cajas espanholas têm 93.000 milhões de euros de activos tóxicos

As Cajas cumpriram a exigência do Banco de Espanha para porem a nú os seus balanços e revelarem a sua exposição ao risco imobiliário. A conclusão é que esse risco é muito elevado e está apenas parcialmente coberto, pelo que o sector financeiro precisa de se recapitalizar para melhorar a sua solvabilidade.
Negócios 01 de Fevereiro de 2011 às 11:03

Acrescentando as Cajas que não participaram em quaisquer integrações, o valor ascende a cerca de 93.000 milhões, sem contar com os créditos irrecuperáveis. Faltam ainda ser divulgados os dados da Caja3, que poderá acrescentar entre 1,500 e 2.500 milhões de euros a este total, refere o jornal espanhol.

As Cajas que entraram em processos de fusão têm 30.820,8 milhões de euros de crédito imobiliário (sem contar com a Caja3). O total do sector é de 38.000 milhões, incluindo os 4.651 milhões em imóveis da Caixa, que deixará esses activos numa outra sociedade quando criar o CaixaBank – para nascer assim sem esse peso no balanço.

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A forte presença de imóveis nos balanços das Cajas é uma das causas de preocupação entre os investidores internacionais no que diz respeito à saúde do sistema financeiro espanhol.

Os dados revelam que o Banco Financiero y de Ahorros, o grupo de Cajas surgido da fusão da Caja Madrid, Bancaja e outras cinco entidades (Ávila, Segovia, La Rioja, Laietana e Insular de Canarias) e presidido por Rodrigo Rato, se converteu na maior imobiliária espanhola e no maior proprietário privado de terrenos.

No entanto, as entidades sob maior pressão em matéria de risco imobiliário (dada a sua exposição relativa, as suas coberturas e tipos de activos) são a Unnim, Caja España-Duero e Novacaixagalicia, segundo uma análise conjunta dos dados, divulgada pelo “El País”.

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Entretanto, o diário “El Economista” avança hoje que o Banco Financiero y de Ahorros poderá utilizar o Banco de Valencia – cujo principal accionista é o SIP (Sistema Institucional de Protecção) da Caja Madrid-Bancaja - para começar a negociar em bolsa. A ideia é que a entidade valenciana receba todo o negócio financeiro do SIP e talvez parte da sua carteira industrial, o que multiplicaria o valor da entidade no mercado, refere o mesmo jornal.

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