Carneiro diz que sondagens mostram que portugueses "não confiam no Governo"

O líder do PS considera que os portugueses "não confiam" no Executivo de Luís Montenegro e criticou a decisão de reduzir o desconto no ISP perante a descida de preços a partir desta segunda-feira.
O líder do PS discursa na Comissão Nacional.
Tiago Petinga/Lusa
Negócios com Lusa 14:30

O líder do PS considerou este domingo que as sondagens mostram que os portugueses "não confiam no Governo" e criticou a decisão de reduzir o desconto no ISP do gasóleo e a "imoralidade do Estado" ganhar dinheiro com a crise.

"É mais importante estarmos a subir nas sondagens do que estarmos a descer nas sondagens. Haverá alturas em que vamos descer nas sondagens e, portanto, não podemos viver com essa inquietação das sondagens. São indicadores, são retratos do momento, mas há uma coisa que elas estruturalmente já dizem: os portugueses não confiam no Governo e que o doutor Luís Montenegro está errado quando diz que o país está melhor", enfatizou José Luís Carneiro no seu discurso na Comissão Nacional do PS que decorre em Lisboa.

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De acordo com a sondagem da Intercampus para o Negócios, CM e CMTV, o , pela primeira vez desde as eleições legislativas do ano passado. O inquérito mostra ainda que os portugueses consideram que José Luís Carneiro seria melhor primeiro-ministro.

Para o secretário-geral do PS, "quem diz que o país está melhor esquece as dificuldades de quem não consegue enfrentar o aumento do custo de vida, de quem desconhece a vida das pessoas", lembrando que há pessoas que fazem "contas dos cêntimos" que aumentam nos combustíveis ou nas compras.

Tal como tinha feito no debate quinzenal desta semana, Carneiro criticou a "imoralidade do Estado estar a ganhar dinheiro à custa do sacrifício das portuguesas e dos portugueses" na sequência da crise provocada pela guerra do Irão.

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O líder do PS criticou a decisão do Governo da véspera, que decidiu reduzir em 1,5 cêntimos o desconto extraordinário do ISP no gasóleo, mantendo inalterado o desconto na gasolina sem chumbo, na sequência da perspetiva de que na próxima semana se vai registar uma descida do preço do gasóleo.

Segundo Carneiro, o Governo "o que decidiu foi reduzir a margem que é destinada à receita do Estado", o que significa que "o Estado vai continuar a ganhar ainda mais com a receita aplicada aos combustíveis no nosso país".

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