Carney nega ter recuado sobre discurso de Davos durante telefonema com Trump

"Para ser absolutamente claro, e disse isto ao Presidente [Trump], quis dizer exatamente o que disse em Davos", frisou o primeiro-ministro canadiano em Otava, descrevendo a conversa com o republicano como boa.
Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá
Jacques Boissinot / Associated Press
Lusa 27 de Janeiro de 2026 às 23:08

O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, negou esta terça-feira ter-se retratado do seu discurso crítico do Presidente norte-americano, Donald Trump, proferido na semana passada em Davos, como alegou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.

Carney sublinhou que, pelo contrário, reiterou as suas declarações durante um telefonema com o chefe de Estado norte-americano na segunda-feira.

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"Para ser absolutamente claro, e disse isto ao Presidente [Trump], quis dizer exatamente o que disse em Davos", frisou hoje Carney em Otava, descrevendo a conversa com o republicano como boa.

Segundo o governante canadiano, o Canadá foi "o primeiro país a compreender a mudança na política comercial iniciada por Donald Trump" e procura agora adaptar-se a ela.

No seu discurso amplamente divulgado no Fórum Económico Mundial de Davos, na Suíça, Mark Carney afirmou que a ordem mundial das últimas décadas estava a desfazer-se e apelou às "potências médias" para se unirem para confrontar as forças hegemónicas.

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Estas declarações provocaram desagrado em Donald Trump, que, no dia seguinte, no mesmo fórum, advertiu o primeiro-ministro canadiano para que "tivesse cuidado com o que dizia", acrescentando que "o Canadá existe por causa dos Estados Unidos".

Na segunda-feira, na Fox News, Scott Bessent garantiu que estava na Sala Oval quando Donald Trump falou com Carney e que este último "francamente voltou atrás em algumas das declarações lamentáveis que fez em Davos".

Durante esta conversa, o primeiro-ministro canadiano indicou ainda que também explicou a Trump o acordo comercial entre o seu país e a China.

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No sábado, Trump disse estar pronto para iniciar uma nova guerra comercial com o Canadá se Otava continuasse a querer expandir o seu comércio com Pequim.

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