Economia portuguesa com evolução «desfavorável» no trimestre terminado em Agosto

A economia portuguesa registou uma «evolução desfavorável na generalidade dos sectores» no trimestre terminado em Agosto deste ano, refere a Direcção Geral de Estudos e Previsão, do Ministério das Finanças.
Nuno Carregueiro 23 de Setembro de 2002 às 15:49

A economia portuguesa registou uma «evolução desfavorável na generalidade dos sectores» no trimestre terminado em Agosto deste ano, refere a Direcção Geral de Estudos e Previsão, do Ministério das Finanças.

Na Nota Mensal de Conjuntura de Setembro de 2002, a DGEP diz que «os indicadores relativos ao consumo privado e investimento foram, em termos gerais, desfavoráveis».

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A mesma fonte afirma que «o ambiente de incerteza relacionado com o atraso na recuperação da economia internacional e o contexto económico nacional reflectiram-se na retracção das decisões de consumo e de investimento dos agentes económicos».

O Governo português reviu recentemente em baixa a previsão para o crescimento da economia nacional este ano, para um novo intervalo entre 0 e 1%. Estes valores coincidem com as estimativas do Banco de Portugal.

«As perspectivas de crescimento económico nestas duas áreas (Zona Euro e EUA), para os últimos dois trimestres do ano, foram revistas em baixa», refere a DGEP.

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Crescimento do consumo energético abranda para 2,3%

Para exemplificar o «fraco dinamismo» da actividade económica em Portugal a DGEP diz que o consumo energético abrandou.

Em termos de evolução corrigida de temperatura e dias úteis, o consumo energético aumentou 2,3% até Agosto, o que compara com um aumento de 6,8% no mesmo período do ano passado.

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«Os dados relativos ao consumo privado registaram uma evolução desfavorável no trimestre terminado em Agosto: o indicador de confiança dos consumidores manteve-se em níveis baixos e a actividade no comércio a retalho continuou fraca», refere a DGEP, que acrescenta que o investimento teve também uma evolução negativa.

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