Ao minuto07h50

Emirados preparados para entrar na guerra. Trump prevê fim do conflito em "duas a três semanas"

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.
1/7
Foto: Altaf Qadri Um homem passa junto à costa do estreito de Ormuz, nos Emirados Árabes Unidos. Foto: Hussein Malla/AP Explosão após ataque israelita na rua do aeroporto em Beirute, Líbano. Foto: Hussein Malla/ AP Equipas de resgate após um ataque israelita em Beirute, no Líbano. Foto: John G. Mabanglo/ Lusa_EPA Bomba de gasolina na cidade de Alameda, na California, onde os preços têm vindo a subir. Foto: Oded Balilty/ AP Equipas de resgate inspecionam o local de um ataque iraniano em Bnei Brak, Israel. Foto: Oded Balilty/ AP Equipas de resgate inspecionam o local de um ataque iraniano em Bnei Brak, Israel. Foto: Fayyaz Ahmed/ Lusa_EPA Vendedores transportam combustível em Quetta, no Paquistão.
07:49
Últimos eventos
07h47

Emirados preparados para entrar na guerra. Querem reabrir estreito de Ormuz a todo o custo

Os Emirados Árabes Unidos estão a preparar-se para ajudar os EUA a abrir o estreito de Ormuz pela via da força, avança esta quarta-feira o Wall Street Journal, citando dirigentes árabes. Se tal se verificar, será o primeiro país do Golfo a tornar-se combatente. 

Os diplomatas dos Emirados têm estado a mobilizar esforços junto do Conselho de Segurança da ONU para que tal seja autorizado e já apelaram aos EUA, Europa e Ásia para que seja formada uma coligação para abrir o estreito à força, diz o jornal. O país acredita que o Irão é capaz de afundar a economia mundial, através da paralisação do estreito de Ormuz, já que acredita estar a lutar pela sua existência.

A mesma fonte disse ao jornal que o EAU também já avaliaram a sua capacidade militar para reabrir o estreito, incluindo retirar possíveis minas.


07h24

Guerra já custou aos países árabes 161 mil milhões e milhões de empregos, diz ONU

A guerra no Médio Oriente já causou aos países árabes perdas de 186 mil milhões de dólares (161 mil milhões de euros) e de milhões de postos de trabalho, anunciou hoje o subsecretário-geral da ONU, Abdullah Al-Dardari.

"Estimamos que a perda para o PIB da região árabe após um mês de combates será de cerca de 6%", "aproximadamente uma perda de 186 mil milhões de dólares" para a economia, adiantou Al-Dardari à imprensa em Amã.

"Esperamos que os combates cessem amanhã, porque cada dia de atraso tem repercussões negativas para a economia global", frisou.

Os países produtores de petróleo do Golfo, alvos dos ataques iranianos em retaliação pela ofensiva israelo-americana iniciada a 28 de fevereiro, estão a sofrer o impacto mais severo da crise, representando a maior fatia da perda estimada para os países árabes, sublinhou Al-Dardari.

Na região do Levante, a perda para as economias "poderá atingir cerca de 30 mil milhões de dólares", adiantou o responsável, também diretor do escritório regional para os Estados Árabes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A ONU estima ainda que devido ao conflito serão perdidos 3,7 milhões de postos de trabalho e que aproximadamente quatro milhões de pessoas na região deverão cair, ou já caíram, abaixo do limiar da pobreza.

Alertando contra a dependência económica dos países do Golfo em relação ao petróleo, o responsável da ONU enfatizou a necessidade de encontrar rotas alternativas ao Estreito de Ormuz, por onde transita normalmente um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo.

"A economia árabe depende quase inteiramente de uma única mercadoria", lamentou Al Dardari.

"Os países que não exportam petróleo dependem das remessas dos expatriados que vivem em países exportadores de petróleo e da ajuda desses mesmos países, enquanto os próprios países exportadores de petróleo têm apenas uma mercadoria", acrescentou.

"Esta fragilidade da economia árabe é evidenciada pelos acontecimentos recentes, que comprovam a sua insustentabilidade", prosseguiu.

Os Estados ricos em petróleo da região têm sido alvo de centenas de mísseis e 'drones' iranianos desde o lançamento da ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão a 28 de fevereiro, enquanto as exportações de hidrocarbonetos são afetadas pelo encerramento do Estreito de Ormuz por Teerão.

O Governo do Qatar afirmou hoje que os países do Golfo estão unidos no seu apelo pelo fim da guerra do Médio Oriente.

"Parece-nos que existe uma posição muito unânime no Golfo a pedir uma desescalada e o fim da guerra", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Majed al-Ansari, numa conferência de imprensa em Doha.

Na segunda-feira, uma comissão parlamentar iraniana aprovou um plano para impor taxas de passagem aos navios que transitam pelo estreito estratégico por onde passa cerca de um quinto do petróleo bruto e gás natural liquefeito do mundo.

O estreito foi "fechado devido a uma operação militar" e o seu futuro é "uma questão que toda a região e os parceiros internacionais devem decidir coletivamente", disse hoje o responsável qatari.

"Creio que tomámos uma decisão coletiva, no Golfo, de tratar isto como uma ameaça coletiva", insistiu.

Os Emirados Árabes Unidos, o país que tem sido mais atingido pelos ataques iranianos, distinguiu-se nos últimos dias dos seus vizinhos ao adotar um tom mais ofensivo em relação a Teerão.

"Um simples cessar-fogo não chega. Precisamos de um resultado conclusivo que aborde todas as ameaças iranianas: capacidades nucleares, mísseis, drones, proxies terroristas e bloqueios das rotas marítimas internacionais", escreveu o embaixador qatari em Washington, Yousef Al Otaiba, na semana passada num artigo de opinião no Wall Street Journal.

O diplomata afirmou que Doha estava pronta "para aderir a uma iniciativa internacional para reabrir o estreito e mantê-lo aberto".

O Paquistão e a China apresentaram hoje uma proposta para um cessar-fogo da guerra no Irão, reabertura o estreito de Ormuz e início de conversações de paz em toda a região do Médio Oriente.

A proposta, de cinco pontos, foi discutida durante uma visita a Pequim do ministro dos Negócios Estrangeiros paquistanês, Ishaq Dar, para se reunir com o homólogo chinês, Wang Yi.

Esta iniciativa pretende servir de linha orientadora aos esforços diplomáticos para pôr fim à guerra e restaurar a estabilidade na região, incluindo a livre navegação pelo Estreito de Ormuz.

07h23

Trump critica aliados europeus por não ajudarem a reparar danos da guerra

O Presidente norte-americano, Donald Trump, criticou os aliados europeus por não apoiarem a campanha de bombardeamentos lançada pelos Estados Unidos (EUA) e Israel contra o Irão, descartando intervir para desbloquear o Estreito de Ormuz.

Trump começou o dia de terça-feira com publicações nas redes sociais em que pedia aos outros países do mundo que "vão buscar o seu próprio petróleo!" e "comecem a aprender a lutar por si próprios".

Desde o início da intervenção militar norte-americana e israelita, a 28 de fevereiro, o Irão tem bloqueado o Estreito de Ormuz, levando a uma escalada dos preços de petróleo e gás natural a nível global.

O Presidente norte-americano criticou em particular dois dos aliados mais próximos dos Estados Unidos: a França e a Grã-Bretanha.

"A todos estes países que não conseguem combustível de aviação por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a envolver-se na decapitação do Irão, tenho uma sugestão para vocês: Número 1, comprem aos EUA, temos bastante, e número 2, ganhem coragem, vão até ao Estreito e simplesmente TOMEM-NO", escreveu Trump.

Minutos depois, o líder republicano atacou a França, alegando que o país era "muito pouco prestável", uma vez que "não permite que aviões com destino a Israel, carregados com equipamento militar, sobrevoem território francês".

Numa conversa com jornalistas na Casa Branca, Trump descartou uma intervenção no terreno para desbloquear o Estreito de Ormuz.

"Não é da nossa alçada", afirmou o líder dos Estados Unidos. "Isso não é para nós. Será para França. Será para quem estiver a usar o estreito", adiantou.

Trump referiu também a China como país que terá que assumir a responsabilidade pelo desbloqueamento da via de exportação de petróleo e gás dos países do Golfo Pérsico.

"Da última vez que verifiquei, era suposto haver uma grande e poderosa Marinha Real Britânica que pudesse estar preparada para fazer coisas deste género", acrescentou o magnata.

Criticando a operação militar contra o Irão, o governo de Espanha proibiu os Estados Unidos de usarem bases militares norte-americanas no país, assim como o espaço aéreo espanhol, para qualquer operação relacionada com ataques ao país do Golfo, por considerar que se trata de uma guerra ilegal, que viola o direito internacional.

O jornal Corriere della Sera noticiou que Roma negou a Washington, na sexta-feira, o acesso à base siciliana de Sigonella, depois de o chefe do Estado-Maior, Luciano Portolano, ter comunicado ao ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, que os Estados Unidos não tinham solicitado autorização nem consultado a cúpula militar italiana.

Na terça-feira, o Governo italiano esclareceu que negou a aterragem de bombardeiros norte-americanos numa base siciliana por não disporem das autorizações necessárias e não cumprirem as diretrizes do tratado bilateral sobre a utilização das bases militares.

Crosetto disse que "não existe qualquer arrefecimento nem tensão com os Estados Unidos", e os norte-americanos conhecem tão bem quanto os italianos "as normas que regem a sua presença em Itália desde 1954".

07h22

Rubio afirma que Estados Unidos devem reexaminar relação com a NATO

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, questionou a relação transatlântica com a NATO, declarando que Washington deve reexaminar a relação com a aliança militar, após o fim da guerra contra o Irão.

"Penso que, infelizmente, não há dúvida de que, uma vez terminado este conflito, teremos de reexaminar esta relação. Teremos de reexaminar o valor da NATO para o nosso país dentro desta aliança", disse Rubio na terça-feira.

Em declarações à emissora norte-americana Fox News, o secretário de Estado norte-americano acrescentou que caberá ao Presidente Donald Trump decidir sobre o assunto.

Também na terça-feira, Trump criticou os aliados europeus por não apoiarem a campanha de bombardeamentos lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, descartando intervir para desbloquear o Estreito de Ormuz.

Criticando a operação militar contra o Irão, o governo de Espanha proibiu os Estados Unidos de usarem bases militares norte-americanas no país, assim como o espaço aéreo espanhol, para qualquer operação relacionada com ataques ao país do Golfo, por considerar que se trata de uma guerra ilegal, que viola o direito internacional.

Na terça-feira, o Governo de Itália confirmou que negou a aterragem de bombardeiros norte-americanos numa base siciliana por não disporem das autorizações necessárias e não cumprirem as diretrizes do tratado bilateral sobre a utilização das bases militares.

Na segunda-feira, Marco Rubio já tinha criticado Espanha e questionado o papel da NATO, se os aliados não apoiam os Estados Unidos.

Em sinal contrário, na terça-feira Rubio agradeceu ao ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, a "estreita" cooperação económica e de defesa de Portugal, revelou o Departamento de Estado.

Segundo o porta-voz adjunto da diplomacia norte-americana, Tommy Pigott, durante uma conversa entre os chefes da diplomacia de Estados Unidos e Portugal, Rubio "destacou a contínua solidez dos laços bilaterais".

"O secretário Rubio agradeceu ao ministro [Rangel] a estreita cooperação económica e de defesa de Portugal. Ambos os líderes expressaram o seu compromisso com a segurança transatlântica", adianta a nota.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou na rede social X que, no telefonema do secretário de Estado norte-americano ao ministro português, ambos "falaram da situação no Médio Oriente e registaram a importância da ligação transatlântica, tendo abordado também a relação bilateral a nível da economia e da defesa".

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irão, cujas consequências se expandiram a vários países, como os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, entre outros estados atingidos por bombardeamentos.

Desde o início do ataque ao Irão, vários aviões militares, sobretudo de reabastecimento, têm descolado da base aérea norte-americana nas Lajes (arquipélago dos Açores), em missões quase diárias.

O Governo português deu uma "autorização condicionada" ao uso da Base das Lajes, já depois do início do ataque, apontando como requisitos que a infraestrutura só podia ser utilizada "em resposta a um ataque, num quadro de defesa ou retaliação", que a ação tinha de ser "necessária e proporcional" e que só podia "visar alvos de natureza militar".

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou em meados de março no parlamento que, do que tem sido dado a conhecer ao Governo, a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos da América "tem cumprido os pressupostos subjacentes à autorização" dada por Portugal.

07h21

Petroleiro alvo de um ataque perto do Estreito de Ormuz

A agência de segurança marítima UKMTO, que acompanha embarcações e marinheiros em todo o mundo, anunciou hoje que um petroleiro foi alvo de um ataque ao largo do Qatar, junto ao Estreito de Ormuz.

De acordo com a UKMTO, que está sob a tutela do exército do Reino Unido, o navio, que ostentava uma bandeira não identificada, foi atacado por um projétil desconhecido.

"O petroleiro foi atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, causando danos no casco acima da linha de água", não causando ferimentos entre a tripulação nem danos ambientais, acrescentou a agência.

O ataque ocorreu a 17 milhas náuticas (31,5 quilómetros) a norte de Doha, segundo a UKMTO, que alertou as embarcações que transitam pela zona para terem extrema cautela e para reportarem qualquer atividade suspeita.

O Irão, que controla a costa norte do Estreito de Ormuz tem bloqueado este ponto crucial para o comércio global de energia, principalmente petróleo e gás, em resposta aos ataques de Israel e dos Estados Unidos (EUA).

Teerão fechou a rota com ataques a petroleiros e tem permitido a passagem de apenas alguns navios-tanque perto da sua costa, como tática para exercer pressão económica global durante o conflito.

Desde 28 de fevereiro, quando a guerra começou, a UKMTO registou 28 incidentes envolvendo navios em redor do estreito, 12 dos quais estão ligados a "atividades suspeitas", como ouvir ou ver um projétil.

Na terça-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o país planeia retirar-se do Irão dentro de duas ou três semanas e renunciar à responsabilidade directa pela segurança do Estreito de Ormuz, deixando essa responsabilidade para as nações que dependem desta via para o transporte de hidrocarbonetos.

07h20

Emirados Árabes Unidos proíbem entrada ou trânsito de iranianos no país

Os Emirados Árabes Unidos proibiram a entrada ou o trânsito de iranianos no país em plena guerra, informaram hoje três companhias aéreas emiratis.

As regras de entrada podem ser, por vezes, obscuras nos Emirados Árabes Unidos, um regime autocrático composto por sete emirados, mas a ordem foi divulgada publicamente nos portais das companhias aéreas de longa distância Emirates e Etihad, bem como no da companhia de baixo custo FlyDubai.

Segundo um comunicado, os iranianos portadores de visto dourado, uma autorização de residência de 10 anos no país, ainda podem entrar.

As autoridades dos Emirados Árabes Unidos não fizeram qualquer comentário oficial.

A mudança acontece numa altura em que o Dubai já encerrou o Hospital Iraniano e o Clube Iraniano na cidade, duas instituições da cidade-estado que remontavam à época do último xá do Irão, Mohammad Reza Pahlavi, deposto na Revolução Islâmica de 1979.

Desde o início dos ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irão, a 28 de fevereiro, Teerão tem respondido com ataques contra alvos militares e estratégicos em diversos países aliados de Washington no Médio Oriente.

Na terça-feira, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, insistiu que Teerão está a atacar apenas as forças norte-americanas na região.

"As nossas operações visam agressores inimigos que não têm qualquer respeito pelos árabes ou iranianos, nem podem proporcionar qualquer segurança", escreveu o chefe da diplomacia de Irão na rede social X.

"Já passou a hora de expulsar as forças norte-americanas", acrescentou Araghchi.

07h19

Ataque de drones iranianos provoca incêndio no aeroporto do Kuwait

Um ataque de drones iranianos, contra tanques de combustível no Aeroporto Internacional do Kuwait, provocou um incêndio, informou hoje a autoridade de aviação civil do país.

"O Aeroporto Internacional do Kuwait foi alvo de ataques flagrantes com drones, lançados pelo Irão e pelas fações armadas que apoia", disse o porta-voz da Autoridade de Aviação Civil, Abdullah Al-Rajhi.

"Os tanques de armazenamento de combustível... foram alvejados, provocando um grande incêndio no local", acrescentou Al-Rajhi, citado pela agência de notícias estatal Kuna.

Não há registo de vítimas, acrescentou a agência.

Desde o início dos ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irão, a 28 de fevereiro, Teerão tem respondido com ataques contra alvos militares e estratégicos em diversos países aliados de Washington no Médio Oriente.

Na terça-feira, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, insistiu que Teerão está a atacar apenas as forças norte-americanas na região.

"As nossas operações visam agressores inimigos que não têm qualquer respeito pelos árabes ou iranianos, nem podem proporcionar qualquer segurança", escreveu o chefe da diplomacia de Irão na rede social X.

"Já passou a hora de expulsar as forças norte-americanas", acrescentou Araghchi.

A guerra no Médio Oriente já causou aos países árabes perdas de 186 mil milhões de dólares (161 mil milhões de euros) e de milhões de postos de trabalho, anunciou na terça-feira o subsecretário-geral da ONU, Abdullah Al-Dardari.

"Estimamos que a perda para o PIB da região árabe após um mês de combates será de cerca de 6%", "aproximadamente uma perda de 186 mil milhões de dólares" para a economia, anunciou Al-Dardari em declarações à imprensa em Amã.

"Esperamos que os combates cessem amanhã, porque cada dia de atraso tem repercussões negativas para a economia global", sublinhou.

Horas antes, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o fim da operação militar contra o Irão deverá acontecer "dentro de duas ou três semanas", descartando intervir no Estreito de Ormuz.

"Tudo o que preciso fazer é sair do Irão, e faremos isso muito em breve, e eles cairão em desgraça", afirmou o Presidente norte-americano em resposta a uma pergunta sobre a alta do preço da gasolina nos Estados Unidos.

"Diria que daqui a cerca de duas semanas, talvez duas ou três, estaremos fora, porque não há razão para continuarmos a fazê-lo", adiantou Trump, assegurando que as recentes operações atingiram os seus objetivos militares.

Garantir o controlo do Estreito de Ormuz, cujo bloqueio pelo Irão tem levado à escalada do preço do petróleo e gás desde a intervenção militar norte-americana e israelita a 28 de fevereiro, "não é da nossa alçada", afirmou Trump.

"Isso não é para nós. Será para França, será para quem estiver a usar o Estreito", adiantou.

Saber mais sobre...
Saber mais Trump
Pub
Pub
Pub