Escalada do euro ainda não é preocupante para Teixeira dos Santos
A escalada do euro ainda não é preocupante para Teixeira dos Santos. Depois de vários ministros das Finanças terem expresso a sua preocupação com a subida da moeda europeia, o ministro responsável por essa pasta em Portugal diz que "ainda não pode falar de ansiedade" mas que vão controlar "de perto" os desenvolvimentos cambiais.
Os Ministros das Finanças europeus disseram que estão "cada vez mais preocupados" com o facto da valorização do euro para níveis recorde face ao dólar levar a um abrandamento económico. "Nas actuais circunstâncias, estamos preocupados com os movimentos cambiais", afirmou o ministro das Finanças do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, citado pela Bloomberg.
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"Ainda não posso falar de ansiedade neste momento", comentou Teixeira dos Santos, em entrevista à agência de notícias Dow Jones, acrescentando que, os ministros das Finanças vão, no entanto, "monitorizar de perto os desenvolvimentos cambiais".
Para o responsável, a actual volatilidade do euro versus dólar "não é inconfortável", considerando que "um euro forte conjugado com uma elevada volatilidade nos mercados cambiais, seria o pior cenário". Teixeira dos Santos esclareceu que esta não é a descrição apropriada do actual cenário.
O ministro das Finanças explicou também que a taxa de cambio euro/dólar deveria reflectir os fundamentais económicos dos dois lados do Atlântico. "É importante que a taxa euro/dólar reflicta os fundamentais das economias norte-americana e europeia", sublinhou.
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Estas preocupações surgem numa altura em que o euro já valorizou 16% face ao dólar no ano passado e atingiu o valor mais elevado de sempre ontem, ao atingir os 1,5275 dólares, ameaçando assim as exportações. Esta subida complica aliás a decisão do Banco Central Europeu (BCE) que reúne esta quinta-feira para analisar os juros, apesar o mercado ser unânime na manutenção nos 4%.
O presidente do BCE, Jean Claude Trichet, que inicialmente recusou comentar na reunião de ontem, acabou por dizer aos repórteres que a política governamental norte-americana de um "dólar forte" está nos interesses dos EUA.
"Nas actuais circunstâncias, considero muito importante o que foi afirmado pelas autoridades norte-americanas, nomeadamente pelo secretário do Tesouro e pelo presidente dos EUA, de que a política de um dólar forte está nos interesses dos EUA".
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