EUA fecha ano fiscal de 2020 com maior défice orçamental de sempre
A maior economia do mundo registou no ano fiscal de 2020, terminado no fim de setembro, o seu maior défice orçamental de sempre, ao mais do que triplicar para 3,1 biliões de dólares (2,6 biliões de euros), revelam os dados divulgados hoje pelo Departamento norte-americano do Tesouro.
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Com estes números, a dívida nacional "inchou" e excedeu o tamanho da economia dos EUA, depois de o Congresso abrir os cordões à bolsa para atenuar o impacto da pandemia de covid-19.
Enquanto percentagem da economia, o défice disparou para 16% do PIB – o mais elevado desde 1945. No final da crise financeira, em 2009, a proporção era de perto de 10%, tendo depois diminuído até 2015.
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Os gastos do governo federal dispararam 47,3% para 6,55 biliões de dólares no ano fiscal de 2020, alimentados pela maior despesa com os subsídios de desemprego e com as ajudas às pequenas empresas depois da paralisação dos seus serviços decretada pelo governo para conter a propagação do coronavírus.
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Com a economia dos EUA a mergulhar na recessão em fevereiro, as receitas federais diminuíram 1,2% face ao ano fiscal de 2019.
A pandemia e as ações levadas a cabo pelo presidente Donald Trump e pelo Congresso para limitar os danos económicos rapidamente conduziram a um défice maior e a mais endividamento, sublinha a Bloomberg.
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A Reserva Federal norte-americana também tem feito grandes esforços para recolocar a economia no bom caminho, tendo cortado os juros diretores para perto de zero em março – patamar no qual deverão permanecer pelo menos até 2023.
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