Euro 2004 representa custo efectivo de 136 milhões para o Estado

A organização do Campeonato Europeu de Futebol em Portugal, representa um custo efectivo para a Administração Central de 136 milhões de euros, pois o Estado vai conseguir recuperar 71 dos 208 milhões de euros que efectivamente teve com custos directos, se
Rui A. S. Neves 19 de Março de 2004 às 12:50

A organização do Campeonato Europeu de Futebol em Portugal, representa um custo efectivo para a Administração Central de 136 milhões de euros, pois o Estado vai conseguir recuperar 71 dos 208 milhões de euros que efectivamente teve com custos directos, segundo um estudo hoje revelado por Luís Arnaut.

O ministro-adjunto do primeiro-ministro, Luís Arnaut, revelou hoje um estudo efectuado pelo ISEG, para avaliar o impacto económico do Euro 2004, numa conferência no Porto.

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De acordo com o estudo, o investimento real na construção dos Estádios e nos respectivos parques de estacionamento, ascenderam a 650,5 milhões de euros, valor que contrasta com os 426,3 milhões de euros inscritos nos contratos programa.

Como o Estado português comparticipou 25% dos custos, mas com base nos valores inscritos nos contratos programa, o investimento da administração central ascendeu a cerca de 105 milhões de euros nestas áreas, o que representou 16% dos custos reais suportados.

25% dos 426,3 milhões de euros ascende a 108 milhões de euros, mas o custo efectivo do Estado nos estádios e estacionamentos ascendeu a 105 milhões de euros (16% dos custo real de 650,5 milhões de euros), pois alguns estádios ficaram com menos lugares para espectadores que o previsto.

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Arnaut revelou assim que a comparticipação da administração central na construção dos estádios e estacionamentos é de 105 milhões de euros (95 milhões para estádios e cerca de cerca de 9 milhões para estacionamentos), para um investimento total de 650,5 milhões de euros.

O estudo conclui que na construção dos estádios e estacionamentos o esforço financeiro dos clubes representou 47% do total, autarquias 37% e administração central 16%.

Relativamente aos 105 milhões, até 31 de Janeiro passado, já tinha sido efectivamente pago 84%, revelou o ministro.

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Mas os custos directos do Estado com o Euro 2004 incluem ainda outras parcelas. Em acessibilidades foram gastos 79,5 milhões, em promoção interna e externa em 2003 e 2004, mais de 12 milhões de euros, enquanto no arrendamento do pavilhão Atlântico para centro de imprensa, mais auditoria externa para aplicação dos fundos próprios e o estudo hoje apresentado, tiveram um custo global de 9,4 milhões.

Com todos estes valores somados, mais os custos com os estádios e estacionamentos, chega-se assim ao custo total de 208 milhões de euros para a administração central, sendo que deste valor, o que neste momento está executado ascende a 136 milhões de euros.

Como o estudo revela que o impacto económico do Euro 2004 ascende a 71 milhões de euros, em impostos e outras receitas, o custo efectivo para a Administração Central é de 136 milhões de euros.

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Para além dos 208 milhões, o Estado português teve ainda custos indirectos, relacionados com infra-estruturas de aeroportos, INEM, exemplificando que 18 milhões de euros foram gastos no reequipamento das forças policiais.

Arnaut afirma ainda que o Euro 2004 teve um retorno elevado de investimento no país, referindo que dos 99 empreiteiros gerais da construção dos estádios, 93 foram empresas portuguesas, que foram ainda responsáveis por 96% do volume de obra realizada.

«Mantiveram-se inalteradas durante todo este processo a promessa de nem mais um euro para o Euro 2004», para além do que estava orçamentado, concluiu o ministro.

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Estes investimentos acima relatados não incluem ainda os custos que o Estado vai suportar na própria altura da realização do Euro 2004.

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