Fusões e aquisições na América Latina com melhor início de ano numa década

As operações de fusão e aquisição (F&A) na América Latina estão a registar o melhor início de ano em pelo menos uma década, na sequência de uma quebra global das transacções, numa altura em que a recuperação das economias no Brasil e México impulsiona a consolidação nos sectores das telecomunicações, alimentação e de matérias-primas.
Raquel Godinho 05 de Março de 2010 às 11:22

As operações de fusão e aquisição (F&A) na América Latina estão a registar o melhor início de ano em pelo menos uma década, na sequência de uma quebra global das transacções, numa altura em que a recuperação das economias no Brasil e México impulsiona a consolidação nos sectores das telecomunicações, alimentação e de matérias-primas.

A América Latina viu serem anunciados 192 acordos, no valor de 72 mil milhões de dólares (52,8 mil milhões de euros), desde o início do ano, o valor mais elevado nos dados da agência Bloomberg nos últimos dez anos. Por outro lado, esta é a única região a testemunhar um crescimento nas transacções este ano face ao final de 2009.

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Mais de um terço das transacções, neste período, ocorreram no Brasil, país onde a economia está a recuperar da recessão, a moeda valoriza cerca de 32% face ao dólar no último ano e a taxa de juro de referência está em mínimos históricos.

Udi Margulies, responsável pela área de F&A na América Latina no Barclays Capital, afirmou à agência Bloomberg, que esta região pode ter o seu melhor ano para aquisições desde 2007. Nesse ano, as operações realizadas na região ascenderam a 123,5 mil milhões de dólares.

“As companhias internacionais estão cada vez mais interessadas em investir na América Latina rica em recursos”, afirmou Nicolas Aguzin, o presidente executivo do JPMorgan na região, citado pela agência noticiosa. “Ao mesmo tempo, as empresas da América Latina estão a expandir-se para o exterior para se tornarem líderes globais nos seus sectores”, acrescentou.

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A nível global, o volume de F&A desceu 27% para 1,81 biliões de dólares (1,33 biliões de euros) no ano passado, o valor mais baixo desde 2003. Na América Latina, a descida foi de 9,5% para os 115 mil milhões de dólares (84,3 mil milhões de euros).

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