Governar em minoria não é "uma tragédia"
O presidente do PS, Almeida Santos, considerou hoje que governar em minoria não é "uma tragédia" e admitiu que a oposição também tem direitos conferidos pela Constituição.
No final de uma audiência com o Presidente da República, realizada no âmbito do processo de formação do novo Governo, mas que não contou com a presença do secretário-geral do PS, José Sócrates, Almeida Santos desvalorizou o facto do próximo Governo não ter conseguido uma maioria absoluta, recordando a sua experiência.
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"Eu governei no passado várias vezes em Governos de maioria relativa e não foram maus de todo e tiveram a estabilidade que era de esperar de Governos minoritários. Portanto, não se julgue que temos aí uma tragédia", sublinhou.
Pelo contrário, acrescentou, "a tragédia" que existe ainda é a crise económica e financeira que vai acabar por condicionar a posição dos partidos da oposição.
"Em tempos de crise económica e financeira o que menos apetece a um partido de oposição são coligações", declarou.
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Por isso, na ausência de coligações, cada projecto de lei, cada iniciativa do Governo irá implicar sempre "conversas" entre o executivo e a oposição.
"É sempre possível a negociação, os partidos são responsáveis, todos os partidos são responsáveis", assegurou.
Interrogado sobre a possibilidade do PSD apresentar uma moção de rejeição ao programa do Governo ou votar contra o Orçamento de Estado, Almeida Santos reconheceu que os partidos da oposição têm "os direitos que a Constituição lhe confere".
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"Tal como nós estamos preparados para assumir as nossas responsabilidades, mas também para exercer os nossos direitos. De acordo com o comportamento dos partidos da oposição, reagiremos na base dos direitos que temos e das obrigações que temos para com o país", acrescentou.
Além do PS, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, recebeu desde quinta-feira o partido ecologista Os Verdes, o PCP, o BE, o CDS-PP e o PSD.
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