Governo confiante que UGT "saberá honrar tradição de diálogo" na lei laboral

Rosário Palma Ramalho afirmouque o resultado deste processo negocial "está hoje pendente apenas da decisão de um parceiro que é a UGT", manifestando esperança de que a central sindical "saberá a honrar tradição de diálogo, reformismo, compromisso com país e empenho que trabalhadores portugueses tenham melhores condições".
Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho.
Estela Silva/LUSA_EPA
Lusa 11:53

A ministra do Trabalho disse esta terça-feira confiar que a UGT "saberá honrar a tradição de diálogo, reformismo, compromisso com o país", sendo que se não o fizer, o Governo apresentará a reforma laboral no parlamento.

Numa intervenção na 3.ª Conferência Anual do Trabalho, organizada pelo Eco, Rosário Palma Ramalho salientou que o Governo "privilegiou a concertação social como espaço de construção deste projeto normativo", com nove meses de diálogo, quase 60 reuniões, mais de 200 horas de negociação.

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"O Governo esteve sempre de boa-fé, fez inúmeras aproximações às posições de outros parceiros, como as confederações patronais também o fizeram", disse a ministra.

A responsável apontou que o resultado deste processo negocial "está hoje pendente apenas da decisão de um parceiro que é a UGT", manifestando esperança de que a central sindical "saberá a honrar tradição de diálogo, reformismo, compromisso com país e empenho que trabalhadores portugueses tenham melhores condições".

"É nisto que a UGT se tem distinguido de outras visões que apenas oferecem o bloqueio como alternativa a mudança", argumentou.

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Já se a UGT "não honrar esta tradição", disse, o Governo vai apresentar a reforma laboral no parlamento, que "não será um documento igual ao anteprojeto porque contará com o enriquecimento dos contributos ao longo destes nove meses, dos parceiros, mas também da academia e sociedade civil".

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