IL diz que saída da ministra da Administração Interna peca por tardia

"Há 5 dias. Foram 5 dias que se perderam. O governo deve enfrentar esta pasta com competência, resposta pronta e capacidade de comunicação em situação de crise. As populações estão desesperadas. São necessárias soluções já", pode ler-se, numa mensagem de Mariana Leitão na rede social X.
Mariana Leitão critica saída tardia da ministra
Rodrigo Antunes/Lusa
Lusa 10 de Fevereiro de 2026 às 22:15

A presidente da Iniciativa Liberal defendeu esta terça-feira que peca por tardia a demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, e instou o Governo a "enfrentar esta pasta com competência e capacidade de comunicação em situação de crise".

"Há 5 dias. Foram 5 dias que se perderam. O governo deve enfrentar esta pasta com competência, resposta pronta e capacidade de comunicação em situação de crise. As populações estão desesperadas. São necessárias soluções já", pode ler-se, numa mensagem de Mariana Leitão na rede social X.

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Na semana passada, Mariana Leitão defendeu a saída de Maria Lúcia Amaral do Governo em entrevista ao canal Now, sublinhando que a ministra não tinha condições para continuar no cargo após ter demonstrado um "completo desnorte" na gestão da crise causada pelo mau tempo.

Maria Lúcia Amaral, pediu a demissão e o Presidente da República aceitou-a, segundo uma nota oficial divulgada hoje à noite.

O comunicado explicita que será o primeiro-ministro, Luís Montenegro, que "assumirá transitoriamente as respetivas competências", logo que a exoneração se torne efetiva.

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Esta é a primeira demissão do XXV Governo PSD/CDS-PP liderado por Luís Montenegro, pouco mais de oito meses depois da sua posse, a 05 de junho de 2025.

A demissão da ministra da Administração Interna aconteceu na véspera do debate quinzenal no parlamento na quarta-feira, que deverá ficar marcado pela atuação do Governo na resposta às consequências do mau tempo que causou 15 mortes em Portugal nas últimas duas semanas.

Com parte do país (68 concelhos) em situação de calamidade até domingo, Luís Montenegro responderá pela primeira vez na Assembleia da República à oposição, que criticou a atuação do executivo, sobretudo na fase inicial de resposta à depressão Kristin, com vários partidos a pedirem precisamente a demissão da ministra da Administração Interna.

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Portugal continental foi atingido no dia 27 de janeiro pela depressão Kristin, a que se seguiu a Leonardo e a Marta, que causaram 15 mortos e centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

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O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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