Luxemburgo diz que Blair "não tem envergadura" para ser presidente da UE
"Tony Blair não tem, nem sobre as questões relativas à União Europeia nem sobre os grandes temas de política mundial, a envergadura desejável" para o cargo de futuro presidente do Conselho Europeu, principal inovação do Tratado de Lisboa, afirmou o responsável luxemburguês, numa entrevista ao diário Sueddeutsche Zeitung.
"Ele dividiu mais do que juntou", acrescentou Asselborn, numa alusão ao apoio de Blair à intervenção norte-americana no Iraque em 2003.
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A Bélgica, a Holanda e o Luxemburgo apresentaram esta semana um documento conjunto em que definem o que consideram o perfil do candidato ideal: deverá ter "demonstrado o seu compromisso para com a Europa e (ter) desenvolvido uma visão sobre o conjunto das políticas da União", lê-se no texto.
Blair, cuja possível candidatura foi apoiada até agora pelo governo britânico e pela França, é considerado o favorito na corrida ao cargo de presidente da UE, mas o eurocepticismo do seu País – que não pertence nem à Zona Euro nem ao espaço Schengen de livre circulação – são apontados como obstáculos a um apoio dos 27.
A nomeação para este cargo deverá ser decidida pelos dirigentes europeus até ao final do ano, no pressuposto de que o novo Tratado de Lisboa entre em vigor. Polónia e República Checa ainda não completaram, em definitivo, os respectivos processos de ratificação.
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